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Estudantes do Colégio Florestal fazem plantio de mudas de árvores nativas no Parque da Vila São João

Foram plantadas 150 mudas de espécies nativas às margens do rio que passa pelo local. Ação faz parte da comemoração do Dia do Meio Ambiente, celebrado no domingo, 05/Paulo Henrique Sava
Estudantes do Colégio Florestal de Irati fizeram o plantio de 150 mudas de árvores de espécies nativas no Parque da Vila São João. Foto: Andreia Sikora

Em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, celebrado no domingo, 05, cerca de 300 estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional Presidente Costa e Silva fizeram o plantio de 150 mudas de árvores nativas na área de preservação próxima ao rio que passa pelo Parque da Vila São João, em Irati. A ação foi realizada nesta segunda-feira, 06.

O coordenador do curso Técnico em Florestas, Professor Elisson Girardi, ressaltou que o colégio fará ações voltadas para o Mês do Meio Ambiente, por conta da importância do tema e do tamanho da instituição. “O Colégio Florestal é tão grande, sem falsa modéstia, que nós não comemoramos um dia, mas sim um mês do Meio Ambiente. Então, estamos fazendo um ato de recuperação de uma APP (Área de Preservação Permanente) do rio que corta o Parque da Vila São João. Estamos plantando árvores nativas da nossa região, como guabiroba, araçá, pitanga, araucária, todas da nossa região”, frisou.

A legislação brasileira não permite o plantio de espécies exóticas em APPs, segundo Elisson. “Por este motivo, a gente escolhe plantas nativas da nossa região para serem plantas em APPs”, destacou.

As mudas plantadas no parque foram produzidas pelos próprios alunos do curso Técnico em Florestas, de acordo com o professor. “Nossos alunos que coletaram as sementes, fizeram todos os preparos delas, quebra de dormência, beneficiamento, a semeadura e o cultivo (das mudas) até elas estarem aptas para virem ao campo como agora. Plantamos 150 mudas de árvores nativas em uma área de 300m do nosso rio”, comentou.

A preocupação com a preservação do meio ambiente é um dos pilares do trabalho da escola, segundo Elisson. “Por isto trouxemos praticamente a escola toda aqui, para conscientizar estes alunos sobre a importância da preservação do meio ambiente”, pontuou.

Para o diretor pedagógico, professor José Augusto Schubalski, a prática fora da sala de aula é uma das principais atividades da escola. “É levar o aluno à busca do conhecimento e, depois que ele concluir o curso, terá isto para aplicar na vida prática. Assim como no dia a dia eles unem a teoria e a metodologia que eles aprendem na escola, eles conseguem colocá-la em prática nas atividades com os professores. Principalmente com o meio ambiente, que é uma das preocupações mundiais, há um grande estímulo, especialmente dos alunos que estão voltados à área florestal, para a preservação e a cultura, para que eles sejam espelho da sociedade e que todo mundo aprenda com eles. Este é o nosso intuito: tanto integrar os alunos à sociedade quanto estimulá-los a conquistar seu espaço e desempenhar bem a sua profissão, pontuou.


A estudante Mariana Eduarda, de 17 anos, aluna do curso Técnico em Florestas, analisa a importância do trabalho realizado pelo grupo. “Foi um trabalho muito bom, principalmente para ajudarmos a conservar o meio ambiente, já que é uma área de preservação permanente e que tem um rio ao lado. Isto vemos tudo no colégio, em viveiro florestal e tudo”, frisou.

Já para o estudante Edson Gabriel, de 16 anos, por ser uma área de preservação permanente próxima a um rio, é importante que os estudantes façam este tipo de trabalho para incrementar seus conhecimentos e incentivar a preservação ambiental.

“Eu acho muito importante nós fazermos isto, como futuros técnicos florestais, pois além de tudo, incentivamos mais alunos e pessoas a preservar o meio ambiente. Tudo tem que ter um começo então se nós, futuros técnicos, fizermos isto, é bem importante para incentivarmos, já que é o nosso grupo e vamos começar a agir. É um pouco de tudo, pois o que nós já aprendemos e colocamos em prática”, comentou.

O Colégio Florestal conta com um viveiro para a preparação e o cultivo das mudas nativas. Além disso, alguns profissionais especializados nesta área realizam estudos frequentes para saber quando elas estão prontas para serem plantadas, segundo o professor Elisson. “Com muito estudo e dedicação, conseguimos saber qual é o tamanho ideal. Os passos principais são os seguintes: a primeira coisa é a semeadura, onde semeamos em bandejas, depois elas vão para a estufa, que é como se fosse um berçário de um ser humano. Depois, ela sai da estufa e vai para a casa de vegetação, onde passa um tempo, e vai para a rustificação, que é uma área com pleno sol onde a planta não recebe nada de adubação e é colocada bem pouca água, para ela já se acostumar e se aclimatar com o clima no qual ela estará inserida no meio ambiente”, finalizou.

Fotos: Paulo Henrique Sava e Andreia Sikora


Preocupação com o meio ambiente é um dos pilares do trabalho da escola


Estudante mostra muda pronta para o plantio

Professores e funcionários participaram da atividade





Cerca de 300 alunos participaram da atividade