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Produtores devem atualizar o cadastro dos rebanhos na Adapar

Prazo final para atualização do cadastro é dia 30 de junho. Devem atualizar as informações os produtores de bois, búfalos, ovelhas, cabras, cavalos, aves, peixes e abelhas/Karin Franco, com reportagem de Paulo Sava e Rodrigo Zub

Em participação no programa Meio Dia em Notícias da Super Najuá, a médica veterinária da ADAPAR, Cristina Barra do Amaral Bittencourt, contou detalhes de como os produtores devem realizar a atualização dos rebanhos. Foto: Rodrigo Zub

Os produtores têm até o dia 30 de junho para realizar a atualização do cadastro dos animais na Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR). Devem atualizar as informações os produtores de bois, búfalos, ovelhas, cabras, cavalos, aves, peixes e abelhas. Quem tiver apenas uma das espécies também precisa fazer a atualização.

A atualização do rebanho substitui a antiga campanha contra a febre aftosa. Agora, os produtores não precisam mais vacinar seus rebanhos, mas devem informar a situação dos animais à agência reguladora. Quem não informar poderá ser penalizado com multa.

A médica veterinária da ADAPAR, Cristina Barra do Amaral Bittencourt, explica que o produtor informará sobre a quantidade de animais que possui em sua propriedade. “Essa atualização é como se fosse uma comprovação dos animais existentes, então todas as espécies devem ser declaradas no comprovante de atualização do rebanho”, disse.


No formulário, o produtor informará os dados pessoais, como nome completo, CPF, endereço da propriedade e telefone. Na parte das espécies, o produtor precisa informar a quantidade real do número de animais na propriedade, incluindo informações sobre os animais que morreram e nasceram. “De bovinos, é como já é feita há muitos anos. A classificação é de 0 a 1 ano, de 1 ano a 2 anos, de 2 anos a 3 anos e com mais de 3 anos. Também dentro dessas idades, quantos machos e quantas fêmeas. Não é simplesmente pegar o comprovante do ano passado e copiar porque pode ter tido nascimentos, pode ter tido mortes. Mesmo que não tenha tido, eles vão mudar de categoria. Quem era até um ano, já passou de 1 a 2 anos e assim por diante”, afirma Cristina.

Todas as informações do formulário devem ser preenchidas. “Pedimos também que esse comprovante seja todo preenchido porque tem lugar para colocar as outras espécies, como suínos, ovinos, caprinos, equinos, asininos, muares, abelhas e aves. Embaixo, tem uma linha onde o produtor deverá assinar e colocar a data. Tem que ter a data porque como ele é igual ao do ano passado, temos que ter a data colocando que ele é referente à campanha desse ano”, disse a médica veterinária.

Quem possui abelhas, deve incluir o número de colmeias, mesmo que esteja fora da propriedade. “Nós temos que ter também o conhecimento de onde que existem essas abelhas porque as abelhas, assim como as outras as demais espécies, às vezes, também sofrem doenças. Temos que saber aonde que estão localizadas as caixas, quais são os produtores para também, se acontecer problema de mortalidade, por exemplo, tomarmos as providências e tentar identificar qual que foi o problema”, conta Cristina.

O formulário pode ser obtido na Adapar ou na Secretaria de Agricultura de Irati. No município, a Adapar também disponibiliza o formulário em localidades do interior para facilitar o acesso. O formulário está disponível na localidade de Gonçalves Júnior nos estabelecimentos Dzagro e no Comercial Santa Ana; no Rio do Couro, no colégio da localidade, com o vereador e professor Helio de Mello; no Cerro da Ponte Alta, no Armazém Spak; no Palmital, está no Armazém do Junior; em Campina de Gonçalves Júnior, o formulário está com o veterinário Ricardo Berger; no Rio Preto, no mercado Valigura; no Pirapó, no Mercado do Anselmo; no Rio Corrente, no Armazém do Dranka; no Guamirim, nos supermercados Stroparo e Nossa Senhora Aparecida; na Água Mineral, no Armazém do Ronaldo Lenart; no Itapará, no colégio com o diretor e no bar do Rogério. O formulário também pode ser obtido com os vereadores que moram no interior: Wilson Karas, Amauri Jacumasso e Helio de Mello, e com José Ronaldo Ferreira (Ronaldão), que mora na área urbana, mas tem contato com os moradores da área rural.

O formulário preenchido deve ser entregue no escritório regional de Irati da ADAPAR, na Rua João Cândido Ferreira, próximo ao Mercado Móveis da rua 19 de Dezembro. Também é possível enviar o formulário pelo WhatsApp por meio do número (42) 3422-7554. Nesse caso, o produtor deve tirar uma foto do formulário preenchido e do RG. As fotos dos dois documentos devem ser enviadas pelo WhatsApp.

Os produtores que não atualizarem o cadastro dentro do prazo podem ter dificuldades em regularizar outras situações. Um dos exemplos é na emissão da Guia de Trânsito de Animal (GTA) que exige a atualização das informações junto à Adapar. A guia é exigida para que o produtor possa transportar o animal de uma propriedade para outra ou para outros lugares, como rodeios.

A médica veterinária explica que o produtor precisa estar com os dados informatizados atualizados para emitir a guia. “Primeiro, eles têm que estar com o cadastro informatizado completo lá conosco, na Adapar. O cadastro é feito mediante apresentação dos documentos pessoais, documento da terra onde essa pessoa vai criar os animais, para a gente completar e fazer também a georreferenciamento. Ele estando devidamente cadastrado, vai relatar nesse comprovante, os animais existentes e a partir disso, ele vai ter que manter anualmente o cadastro atualizado. E para obter a guia, ele pode fazer a solicitação para nós, na Adapar. Alguns casos, precisa de outros exames complementares, outros não”, informa Cristina.

Os produtores que não atualizarem as informações estarão sujeitos a uma multa de R$ 1.259,97. “Aquele produtor que não cumprir com a parte dele, poderá sim estar sendo autuado. Agora, não tem o porquê de o produtor não fazer porque ele não tem mais que gastar dinheiro comprando vacina. Temos facilitado bastante levando esses comprovantes até o interior. Hoje em dia, grande parte dos produtores já tem os telefones celulares, que pelo menos a mensagem ele consegue enviar”, disse.

A exigência no cadastro é feita porque as autoridades precisam ter controle do rebanho no estado. O controle possibilita manter a certificação do Paraná ser um estado livre da febre aftosa e sem vacinação. “O Paraná foi reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa, sem vacinação. Isso daí possibilitou abrir mais mercado para vários produtos da nossa agropecuária. Não só da carne de gado, mas a carne de outras espécies, frango, suíno e outros produtos acabam sendo melhor aceitos pelos mercados que compram e que pagam melhor”, conta.

Para manter isso, as autoridades precisam que as informações sejam corretas e atualizadas. Se um caso ocorrer, as autoridades conseguem rastrear o animal doente e evitar uma maior contaminação. “Os produtores têm que fazer essa atualização pelo menos anualmente. Quem tem muito movimento ou que tem muito nascimento de animais, pode fazer a comunicação também de nascimentos e de mortes. Inclusive deve fazer. Mas para o estado manter essa condição sanitária, além de ser muito importante essa atualização dos cadastros, toda essa questão do trânsito porque através do trânsito é que utilizamos a vigilância. Se o trânsito tiver realmente todo legalizado pela GTA, no caso de surgir uma suspeita de alguma doença de controle oficial, nós temos que ser informados imediatamente. Nós vamos conseguir fazer o rastreamento rapidamente para tentar descobrir de onde que veio essa doença e para onde que ela foi. E impedir que essa doença acabe se espalhando no rebanho inteiro do estado”, explica a médica veterinária.

Comprovante de atualização do rebanho. Foto: Rádio Najuá