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Irati tem mais de 300 focos do mosquito da dengue, alerta Secretaria de Saúde

Dados divulgados pela Secretaria de Saúde apontam que Irati tem 4 casos confirmados da doença. Outros 7 pacientes estão sendo investigados/Paulo Henrique Sava
Mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue. Foto: AEN

Desde o início do ano, Irati já registrou 312 focos do mosquito da dengue. Somente em 2022, o município confirmou quatro casos da doença, sendo dois autóctones (contraídos dentro do município) e dois importados. Outros sete pacientes seguem sendo investigados.

Em entrevista à Najuá, a secretária de Saúde, Jussara Aparecida Kublinski Hassen, destacou que, em muitos casos, as pessoas pedem que seja passado o “fumacê”, estratégia utilizada pelo Governo Federal para combater o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, que consiste na passagem de um carro com um equipamento que emite uma nuvem de fumaça com uma dose pequena de um veneno que elimina os mosquitos adultos. Entretanto, segundo a secretária, existe um protocolo do Ministério da Saúde que precisa ser seguido para a utilização desta estratégia.

“Infelizmente nós não podemos pegar o pessoal e a bomba e passar o fumacê na cidade toda. É claro que gostaríamos, mas é um protocolo que temos que respeitar. Temos um prazo para passar o fumacê, e depois disso não adianta passar. Estamos em alerta, passando veneno, e temos recebido muitas notificações de caixa d’água e vasos de flores. Vamos pedir para a população nos ajudar”, frisou.

Marisol Esmanhotto, coordenadora dos agentes de endemias, detalhou os procedimentos realizados para combater os focos do mosquito da dengue. “Quando chega uma notificação, ela contém o endereço, o bairro e o número da casa. Eu pego a pasta, procuro aquele endereço e faço um raio de 150 metros. Os agentes vão fazer a busca ativa, ou seja, eles vão até as casas para verificar se tem focos, água parada ou outra coisa. Depois, temos 7 dias para passar a bomba. Às vezes as pessoas perguntam por que não passamos nos seus bairros, mas não podemos por conta do prazo de 7 dias. Chegaram 3 notificações que já estavam com os prazos vencidos, então não pudemos fazer esta ação”, comentou.

Depois de fazer a coleta das amostras nos bairros, elas são analisadas pelo setor de endemias. Em seguida, independentemente do resultado, a população recebe orientações sobre como proceder para evitar a proliferação do mosquito. Segundo Marisol, os 312 focos registrados desde o início do ano foram encontrados em todos os bairros de Irati. “Antes, tínhamos mais focos no centro. Hoje, estão na cidade inteira. A população deve dar uma olhadinha no seu quintal, é claro que algumas coisas sempre passam despercebidas, mas sempre olhem, tem que fazer depois de uma chuva, qualquer coisa que você esqueça pode ser um criadouro para a dengue, pois temos muitos focos”, pontuou.

Além de não deixar recipientes que possam acumular água em seus imóveis, a população deve ficar atenta e lavar constantemente os potes de água dos animais e cuidar dos vasinhos de plantas. “É importante lavar com uma esponja pelo menos duas vezes na semana. Nos pratinhos, tem gente que coloca areia, mas não adianta porque às vezes ela baixa e fica a água ali”, comentou.

Além de cuidar do próprio quintal, as pessoas devem alertar seus vizinhos para que também se previnam contra a dengue, segundo Jussara. “Se o vizinho não viu que está com o vasinho ou pneu cheio de água do lado, diga ‘vizinho, vamos nos ajudar, ligar para a Secretaria de Ecologia e Meio Ambiente para tirar este lixo, para o pessoal da dengue para ver o que fazemos, vamos nos unir’. Somos iratienses e precisamos estar unidos na pandemia, na epidemia e em tudo”, pontuou.


Em locais onde não é possível fazer a retirada da água, como em poças nas ruas, construções e terrenos baldios, os agentes de endemias fazem a aplicação de um veneno que elimina os ovos e as larvas do Aedes Aegypti. É o caso da obra abandonada do Centro Cultural Denise Stoklos, que tem um acúmulo grande de água causado pelas chuvas dos últimos dias em sua cobertura. Mesmo sendo de responsabilidade do Estado, o município solicitou auxílio do Corpo de Bombeiros para a utilização de um equipamento. Com isso, os agentes poderão subir lá e fazer o tratamento da água acumulada, segundo Jussara. “Nosso pessoal vai subir lá, com o apoio do Corpo de Bombeiros, para tratar esta água. Toda a água que cair lá vai ter o veneno, o tratamento, o remédio, mas vai tratar para não existir o criadouro. A água estará lá, mas com o tratamento os mosquitos não vão procriar”, frisou.

Em piscinas, este artifício não pode ser utilizado porque o veneno pode causar problemas nos motores, cabendo ao proprietário cobrir o local de forma correta e tratar a água para evitar a proliferação do mosquito.

Número de agentes - Atualmente, 60 agentes de endemias atuam em todo o município, número considerado pequeno em relação à população do município, de 61 mil habitantes. Por este motivo, Jussara solicita o apoio da comunidade no combate à dengue. “Nós não podemos ir na sua casa e virar um vasinho de flor. Por isto, que a população nos ajude. Eu recebo ligações dizendo que na frente das casas têm caixas cheias de água. Façam o favor de irem à frente e virarem, porque dengue também mata e é muito sério”, frisou a secretária.

Sintomas - Os principais sintomas da dengue são parecidos com os de uma gripe: febre acima de 38,5°, dor de cabeça e dor no corpo. Entretanto, o que diferencia a doença é a dor atrás dos olhos. Jussara pede que as pessoas que tiverem estes sintomas procurem atendimento médico imediato. “Se você está sentindo todos estes sintomas, procure imediatamente o Pronto Atendimento Municipal (PA), pois febre acima de 38 graus é urgência. Isto é o que difere, mas veja que febre, dor no corpo, cansaço, diarreia, vômito, são sintomas que vemos em resfriados, Covid-19, influenza, o que diferencia é esta dor retro orbital, que é a dor atrás dos olhos”, finalizou.