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Escritores lançam livros durante reinauguração da Casa da Cultura

Iratienses Orlando Azevedo, Dagoberto Waydzik e Luiza Nelma Fillus lançaram suas obras durante evento realizado na última sexta-feira, 29/Paulo Henrique Sava, com reportagem de Sidnei Jorge
Dagoberto Waydzik, Orlando Azevedo e Luiza Nelma Fillus lançaram oficialmente seus livros na última sexta-feira, 29, durante reinauguração da Casa da Cultura de Irati. Foto: Sidnei Jorge

Os escritores iratienses Luiza Nelma Fillus, Orlando Azevedo e Dagoberto Waydzik lançaram, na última sexta-feira, 29, os livros “"Trajetória das Trovas em Irati: suas memórias e suas ações", "Irati, nossas memórias" e “Historicidade”, durante evento de reinauguração da Casa da Cultura.

Em entrevista à Najuá, a professora e escritora Luiza Nelma Fillus frisou que os três livros têm temas ligados a Irati. Sua obra é resultado de uma pesquisa na qual ela encontrou diversas trovas iratienses, sendo que a primeira encontrada por Luíza foi escrita há 100 anos. “Nós encontramos o 1º trovador há 100 anos. Depois, no cinquentenário de Irati, teve o 1º concurso de trovas, organizado pelo senhor Virgílio Moreira, conhecido como empresário, mas também foi um grande artista. Ele escreveu trovas, sonetos, crônicas e discursos. Algumas pessoas devem ter alguns discursos dele, e eu tenho um só”, frisou.

Luíza espera que o exemplo dos escritores iratienses sirva de inspiração para que outras pessoas escrevam sobre as coisas de Irati. “Tomara que o nosso exemplo aqui sirva para que outras pessoas se inspirem e escrevam sobre as histórias de família, crônicas das ruas da cidade, causos, piadas, coisas de Irati, da nossa comida. Eu acho que temos muitos assuntos e com um público encantado de ver quanta arte nós temos”, comentou.

A obra de Luiza foi financiada com recursos oriundos da Lei Aldir Blanc. Com isso, ela vai destinar parte dos volumes para as escolas municipais.
Livro "Trajetória das trovas em Irati" foi escrito pela professora Luiza Nelma Fillus, e teve a colaboração do professor André Luís Specht e de Bruno Pedro Bittencourt. Foto: Sidnei Jorge


Irati, nossas memórias - Já o escritor Orlando Azevedo, organizador do livro “Irati, nossas memórias”, contou que a obra nasceu da ideia de aproveitar alguns textos postados no grupo “Era uma vez, em Irati” na rede social Facebook. “Os textos foram sendo postados e foi se formando quase que uma ‘colcha de retalhos’ de Irati no passado. Vimos que seria muito valioso juntar todos estes textos em um livro, conseguimos junto com 16 autores selecionar os melhores textos, que compõem o livro ‘Irati, nossas memórias’”, destacou.

Orlando enfatizou que uma cidade será sempre lembrada por sua história escrita. “Uma cidade vai sempre ser lembrada pela sua história escrita, e o que deixou de ser escrito vai ser esquecido. Nós fizemos questão de perpetuar aquilo que era das nossas lembranças, memórias e imagens neste livro”, comentou.


Cada autor colocou em texto histórias que marcaram suas vidas, desde a criança e a juventude, conforme Orlando. “Irati ficou muito marcada na nossa época da juventude, que nós chamamos de anos de ouro, que tem várias passagens retratadas neste livro, contando histórias da nossa vida, dos bailes, das amizades, namoros, de encontrar aquela pessoa que hoje é nossa esposa, está tudo registrado neste livro”, comentou.

Livro "Irati, nossas memórias", organizado por Orlando Azevedo. Foto: Sidnei Jorge

Historicidade - O engenheiro Dagoberto Waydzik, autor do livro “Historicidade”, destacou que o livro nunca vai acabar. Ele viveu muitas das histórias dos bairros de Irati através dos mutirões habitacionais e decidiu escrevê-las. Entretanto, incentivado pela professora Luiza, pela esposa e vice-prefeita Ieda e pelo presidente da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro-Sul do Paraná (ALACS), Herculano Batista Neto, decidiu pesquisar e escrever sobre todos os bairros iratienses. “Fui atrás de moradores antigos para contar um pouquinho dos causos dos bairros. Tem muito mais coisas, mas o pouco que foi escrito vai ficar gravado para a história desta cidade e dos bairros de Irati”, enfatizou.

O mais importante neste livro, segundo Dagoberto, foi registrar a essência das pessoas, contando sobre o amor que eles têm pelo local em que nasceram e viveram. “Eles não abriram só os arquivos, os baús, para mostrar fotos antigas, mas abriram seus corações para falar sobre o que viveram nos bairros. Tem pessoas que foram morar em bairros desde criancinhas, outros nasceram lá. Tem pouco mais de 40 bairros descritos neste livro, mas poderia ter muito mais. Outras pessoas podem escrever com mais propriedade do que eu, mas o pouco que eu pude contribuir, deixei grafado neste livro”, pontuou.

Para a professora Luiza, Irati ainda tem muitas histórias a serem escritas e contadas em livros. “É claro que tem muitas histórias para escrever porque estamos vivos. Temos grupos e cantores novos, universitários fazendo projetos de extensão, obras acontecendo na cidade, pessoas vindo para cá e saindo, temos notícias no dia-a-dia, algumas boas e outras não tão boas, e muitas escolas bacanas, e nós estamos fazendo história, enquanto estivermos nos mexendo”, finalizou.
Livro "Historicidade", escrito por Dagoberto Waydzik. Foto: Sidnei Jorge