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Nelsinho Antunes afirma que Irati necessita de representantes no cenário político nacional

Empresário e funcionário aposentado da 4ª Regional de Saúde anunciou sua pré-candidatura a Deputado Federal pelo Partido Social Cristão (PSC) em fevereiro/Paulo Henrique Sava

Nelsinho Antunes, pré-candidato a Deputado Federal pelo PSC, afirmou que Irati necessita de representatividade política no cenário nacional. Foto: Paulo Henrique Sava

Em entrevista à Najuá, o empresário e funcionário aposentado da 4ª Regional de Saúde de Irati, Nelson Luiz Antunes, o Nelsinho, que anunciou sua pré-candidatura a Deputado Federal pelo Partido Social Cristão (PSC) em fevereiro, afirmou que Irati necessita de representantes no cenário nacional.

“O que nos motiva realmente a buscar esta candidatura, além obviamente do convite do Paulo Martins e da garantia da vaga na chapa de candidatos do PSC, é justamente esta busca incessante de termos uma representatividade maior da nossa região, coisa que nós não temos hoje e sofremos muito com isto. Temos deputados que trabalham pela região, mas faltam representantes da região, que realmente se dediquem e tragam tudo, conhecendo os problemas nossos, como conheço por ser empresário e funcionário aposentado do setor público. Isto nos motiva a esta busca incessante pela representatividade da região centro-sul”, comentou.

O pré-candidato reclamou da omissão dos deputados e senadores paranaenses em relação às demandas da região centro-sul. “Os nossos deputados e senadores se calam diante disto, estão mais preocupados em aumentar o fundão eleitoral para R$ 5 bilhões, vimos quem votou favorável agora. Isto vai tirar mais dinheiro do povo, da atenção básica e da saúde para esta questão”, lamentou.

Demandas - Na visão do empresário e pré-candidato, o poder público precisa lutar para melhorar a qualidade da educação. “Eu estava vendo uma pesquisa na semana passada, que apontava que hoje, 90% dos alunos que terminam o Ensino Médio não têm conhecimento suficiente de matemática para continuar a vida, não têm o mínimo necessário, e 75% têm dificuldades para ler e escrever. É um absurdo estes jovens chegarem à fase produtiva da vida sem saber ler e escrever o suficiente para entrar no mercado de trabalho. Precisamos reverter isto, até porque a educação é o primeiro passo para resolver qualquer revés social que a comunidade tenha”, frisou.

Outro setor que precisa de mais atenção por parte dos governantes é a saúde, que, segundo Nelsinho, sofre as consequências da falta de representatividade política da região, principalmente quando se trata do envio de verbas federais.

“Hoje, os governos Federal e Estadual têm empurrado muitas responsabilidades para os municípios e, em contrapartida, não têm mandado os recursos. Cito o exemplo claro do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), serviço extremamente necessário e eficiente para a população. Se você pegar a legislação, é um serviço obrigatório do Governo Federal e do Estado, e hoje quem está bancando o SAMU é a Prefeitura. Até agora, chegaram duas ou três ambulâncias de suporte básico do Estado, a do Governo Federal não veio e a Prefeitura gasta R$ 180 mil a R$ 200 mil por mês para bancar um serviço que é do Governo Federal sem receber a devida contrapartida. Aí o município deixa de dar atenção básica à saúde para os munícipes”, pontuou Nelsinho.

A retomada da geração de emprego e renda é outro ponto essencial para a população, na opinião de Nelsinho. “A renda da nossa população caiu drasticamente durante a pandemia, nós temos visto o nível de emprego, que tem caído drasticamente, e não vemos este retorno na região centro-sul. Vemos regiões polos próximas à nossa alcançando um nível de desenvolvimento muito maior, atraindo indústrias grandes, investimentos em infraestrutura, como a duplicação de rodovias, construção de estradas e aeroportos, toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento da indústria e do comércio. Na nossa região, não vemos nada disso pela falta de representatividade, de os deputados estarem lá e baterem na mesa, exigindo isto para a nossa região”, comentou.

Oferecer uma infraestrutura completa para a instalação de indústrias é fundamental para a geração de empregos e para a economia da região, como aconteceu em Ponta Grossa e Guarapuava recentemente, com as duplicações de trechos das rodovias BR 277 e 376. Para o empresário, faltam investimentos nos condomínios industriais dos municípios. “Nós não temos hoje investimentos na área de condomínios industriais e nenhum que atraia o empresário para a região. Hoje a economia é muito dinâmica: se você não der condições para os empresários, eles não virão e procurarão lugares onde tenham uma logística, qualificação de mão-de-obra e ambientes de investimentos favoráveis e possam enxergar um retorno”, frisou.


Histórico - Nelsinho já foi candidato a Deputado Estadual em 2002 e a prefeito em 2016. O fato de conhecer o dia-a-dia e as dificuldades da comunidade iratiense o levou a ser pré-candidato à Câmara dos Deputados.

“Conhecemos o dia-a-dia de nossas pessoas, de nossa comunidade, nossos trabalhadores, as dificuldades dos empresários em investir. Eu trago muito o carinho do povo porque, quando fazemos campanha olho no olho, sem investimento financeiro, sem aquela turma enorme de cabos eleitorais contratados com dinheiro do fundão e sem todo aquele aparato, indo de casa em casa, conhecer a realidade da população, visitar as casas, conhecer os problemas e apresentar suas propostas para o eleitor e não mandando pessoas contratadas mostra a vontade de sabermos que temos condições de mudar o cenário atual”, comentou.

Além de ser empresário e ter atuado na 4ª Regional de Saúde, Nelsinho também chefiou o escritório regional da Secretaria de Estado da Família, Justiça e Trabalho (SEJUF), cargo ocupado atualmente por Marisa Massa Lucas, ex-vice-prefeita de Irati e esposa do ex-deputado e ex-prefeito Felipe Lucas.

“Conhecemos como funciona a máquina do governo e sabemos que tem muito dinheiro desperdiçado no caminho, e este dinheiro tem que chegar à população, no fim. A hora que isto acontecer, as empresas, os trabalhadores, a saúde e a educação irão bem, e é isto que nós precisamos, trazer isto para a população e não para grupos políticos, para meia dúzia de cargos comissionados, que estão a vida inteira grudados no poder público. Precisamos acabar com isto e trazer para o serviço público e as instituições públicas um perfil mais profissional, onde haja um maior controle social destes gastos e estes recursos cheguem onde é necessário”, pontuou.

O desgaste familiar, segundo Nelsinho, deverá ser muito grande durante a campanha. “Durante a campanha, você se distancia da família, dos seus negócios, enfrenta uma série de dificuldades, sua vida muda completamente no período eleitoral. Na primeira campanha a deputado, em 2002, tive o apoio da família; na segunda, para prefeito, foi mais complicado. Apoiaram, mas naquela base de pai, marido, irmão. Nesta, pela primeira vez, a minha família está convencida e toda envolvida, não somente os familiares que moram em Irati, mas também toda a minha família, meus irmãos, cunhados, tios, tias, todos eles têm me mandado mensagens e ligado, e pela primeira vez na vida eu vou muito animado porque a minha família está em peso nesta campanha”, finalizou.