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Deputado Arilson Chiorato comenta sua atuação na ALEP e eleições deste ano

Presidente estadual do PT e líder da oposição na ALEP esteve em Irati na semana passada participando da Caravana do Requião, na Câmara Municipal/Karin Franco, com reportagem de Rodrigo Zub

Deputado estadual, Arilson Chiorato (PT), concedeu entrevista à Najuá na semana passada. Na foto, ele aparece ao lado do radialista e advogado, André Nogueira (à esquerda), que é pré-candidato a deputado federal. Foto: Foto: Ana Paula Schreider

O deputado estadual e presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Arilson Chiorato esteve em Irati na semana passada para participar da Caravana do Requião, evento criado pelo ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PT), para discutir propostas em prol do desenvolvimento do Estado. Em entrevista à Rádio Najuá, o deputado aproveitou para falar sobre seu trabalho como líder do bloco de oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

Para o deputado, a oposição na Assembleia tem conseguido alcançar seu trabalho, mesmo em um grupo menor. Dos 54 deputados, cerca de três quartos deles são da situação, apoiando o governador Ratinho Junior (PSD). “O que a oposição tem feito é desnudado os erros do governo Ratinho, os absurdos, as formas não republicanas, que eu digo assim de tratar a assembleia. A oposição vem crescendo ao longo do tempo. Começamos em cinco. Hoje estamos em oito. Em uma votação no dia 30 de março, chegamos até 17 votos. Alguns temas daqui uns dias vamos estar ganhando. Uma construção que vai ao longo do tempo, é uma posição de convencimento. Você tem que lutar bastante, apresentar muito número, muito dado para tentar convencer as pessoas sobre o que está acontecendo. Claro que o poder de sedução do Governo do Estado é muito maior do que a simples fala de alguns deputados, mas vamos ao longo do tempo mostrando a realidade”, disse Arilson.


À frente da oposição há cerca de um mês, o deputado conta que tenta fazer uma crítica mais construtiva da situação do Estado. “A gente também é uma oposição crítica, mas construtiva. Toda vez que fazemos um apontamento de alguma ingerência, de alguma coisa que não está funcionando no estado, nessa nova função que eu assumi, apontamos o caminho, a solução. Tivemos o debate, por exemplo, sobre os servidores estaduais, sobre a remuneração, a criação de auxílios e etc. O governo alegava não ter como ser dado. Nós explicamos como que tinha que ser feito, qual rubrica orçamentária a ser adotada, que existia dinheiro já no excesso de arrecadação feito pela Copel e pela Sanepar para promover essas melhorias. De modo muito cauteloso e também respeitoso, encaminhamos as propostas contrárias, mas indica também os caminhos que devem ser feitos. Indicamos para o governador retomar programas essenciais como o leite das crianças, a Panela Cheia, Trator Solidário, Irrigação Noturna que são coisas que hoje fazem muita falta para o povo”, explica.

Arilson também comentou o trabalho feito durante a Caravana do Requião, que percorre o estado para discutir um projeto para o Paraná. “Uma caravana que debate os problemas que acontecem no atual governo, as soluções para o povo paranaense. Trata de política pública, da função social da Copel e da Sanepar, da volta de um estado mais presente no interior, de uma educação pública gratuita de qualidade, da saúde pública descentralizada, mas, principalmente, no fortalecimento do micro e do pequeno empresário e da Agricultura Familiar”, disse.

Neste ano, o ex-governador Roberto Requião deixou o partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) após discordar de um possível apoio ao governador Ratinho Junior e perder a direção do diretório estadual da legenda. Em março deste ano, Requião se filiou ao PT com o objetivo de ser pré-candidato a governador. O deputado estadual Requião Filho também se desfiliou do MDB e migrou para o PT.

O presidente estadual do PT destacou que as duas filiações concretizam um trabalho que já foi realizado em conjunto no passado. “São muito bem-vindas. Ambos, embora não fossem do PT, sempre caminharam conosco nas eleições passadas e nós caminhamos com eles. Todas as vezes que o Requião foi governador do Paraná, o PT foi o voto decisivo do segundo turno que o elegeu. Ele também apoiou presidente Lula, teve junto com a presidente Dilma. Ele era Senador, lutou contra o impeachment da Dilma porque falava que ia acontecer tudo isso que está acontecendo agora. Então, Requião faz parte do campo progressista, faz parte do nosso ideário de vida, do pensamento de como ter uma sociedade melhor. Estão vindo para a sigla do PT porque encontram no PT as pessoas que também os defenderam a vida toda. E também se sentem em casa. Eu acho que é um processo que demorou para acontecer na minha avaliação, já era para estar em ambos no PT há muito tempo”, afirma o deputado.

Na região, Arilson também se reuniu para discutir possíveis candidaturas para o pleito deste ano “Nós vamos fazer um encontro regional com várias cidades e lideranças. Temos aqui um pré-candidato a deputado estadual da cidade, que é o professor João [Dremiski], pelo Partido dos Trabalhadores, tem o André Nogueira, que é filho da cidade aqui, que é pré-candidato a deputado federal. Provavelmente vão ter mais outros candidatos que vão aparecer. O debate nosso, muito mais que nomes e partidos, é um projeto”, conta.

A eleição nacional também foi tratada pelo deputado estadual. Para ele, a eleição deste ano será mais uma vez polarizada. “A eleição deve ser polarizada entre Bolsonaro, o projeto do Brasil que não deu certo, e Lula, o projeto do Brasil que deu certo e tem condições de avançar. É esse o nosso olhar. Embora, eu acredite ainda que daqui até lá vai mudar muita coisa”, disse.

As discussões de outras pré-candidaturas, especialmente ligadas a uma possível terceira via, aumentaram nas últimas semanas. No PSDB, apesar de João Dória ter ganhado as prévias do partido para ser pré-candidato, Eduardo Leite também demonstrou interesse de ser pré-candidato a presidente, deixando inclusive o cargo de governador do Rio Grande do Sul para poder se candidatar. Após uma especulação de uma possível desistência, Dória renunciou o Governo de São Paulo e confirmou sua pré-candidatura à presidência.

Já outro nome que era apontado como pré-candidato à presidência era o do paranaense Sergio Moro. Até o início da semana passada, ele estava no partido Podemos e seria pré-candidato à presidência da legenda. Na quinta-feira (31), Sérgio Moro decidiu se filiar no partido União Brasil, que é presidido por Luciano Bivar. O União Brasil é uma fusão dos partidos DEM e PSL. No entanto, membros do União Brasil não querem que Sérgio Moro se candidate à presidência e preferem que ele se candidate a senador ou deputado estadual ou federal pelo estado de São Paulo. Mesmo com a indecisão do partido, Moro continua a expressar o desejo de ser pré-candidato à presidência.

Para Arilson, a candidatura de uma terceira via é inviável em uma eleição polarizada. “Não existe espaço nessa terceira via. Viram que não deu certo com o Moro, viram que não deu certo com o Dória e provavelmente não vai dar certo com o Ciro, a ideia é retirar todo mundo do páreo e criar um novo caminho. Pode ser o Leite? Pode ser o Leite. Mas eu não acredito nisso, que o povo brasileiro tem duas recordações: o presente ruim e um passado saudosista que foi bom. Eu acho que a avaliação política fica entre esses dois casos”, afirma.