Publicidade Topo

notícias

Iratiense revela como é a rotina de uma mulher motorista de aplicativo

Marcela Adriana Biel atua há dois anos como motorista de aplicativo e diz que se sente como se estivesse fazendo algo “diferenciado” através do seu trabalho/Paulo Henrique Sava

Marcela Adriana Biel é motorista de aplicativo há dois anos. Foto: Arquivo pessoal

Coragem e força são duas palavras que podem resumir a trajetória de Marcela Adriana Biel, que atua há dois anos como motorista de aplicativo em Irati. Em entrevista à Najuá, ela disse que sente como se estivesse fazendo algo “diferenciado” através do seu trabalho.

“Eu sentia a necessidade e a falta de motoristas mulheres, agora estamos aqui. No aplicativo da RápidoCar, somos em seis mulheres e a aceitação é bem boa, bem grande. Não é que os homens não sejam tão bons quanto as mulheres, mas tem horas que a mulher precisa de mulher”, comentou.

Marcela conta que, entre suas passageiras, a satisfação é grande quando elas percebem que a motorista é uma mulher. “No meu trabalho, eu transporto muitas senhoras idosas para fazer exames, fico com crianças no carro. Eu me vejo fazendo um serviço diferenciado. A RápidoCar veio com esta proposta diferente. A mulher se enquadra perfeitamente pelas brincadeiras, pelo jeito de conversar e pela sensibilidade à flor da pele que temos, então as mulheres se identificam bastante com o nosso serviço. Eu gosto muito do que eu faço”, frisou.

Antes de atuar como motorista, Marcela se formou como professora de Ciências Biológicas pela Faculdade Claretiano, em Curitiba, atuou na área administrativa e de vendas. Ela contou como foi sua mudança para o setor de transporte de passageiros.

“Apesar de lidarmos com gente, com o público, a pegada é outra, você acaba se tornando parte daquilo que está fazendo. Em vendas, você vê o cliente uma vez ou outra, esporadicamente, e aqui você tem que ter muito mais responsabilidade. É totalmente diferente, é gostoso fazer aplicativo e trabalhar com corridas. Eu me identifico e gosto muito mais do que eu faço hoje. Como motorista de aplicativo e mulher, eu me identifico mais, para mim está sendo bom o que eu estou fazendo. Eu acho que o meu trabalho está sendo reconhecido porque tem retorno”, comentou.

Marcela se reconhece como uma mulher empreendedora. “Praticamente eu sou dona do meu negócio, apesar de trabalhar representando a RápidoCar, que é uma franquia, uma plataforma nacional que atua em 187 cidades e oito estados, eu sou empreendedora porque sou dona do meu próprio negócio. Como motorista do aplicativo, eu tenho esta liberdade de evoluir e crescer como profissional”, pontuou.

Além de motorista de aplicativo, Marcela, que trabalha junto com o marido Airton, também é mãe e avó. Ela define sua jornada como “infinity” e acredita que as dificuldades que surgem vêm para serem superadas. “As dificuldades vêm, mas eu as vejo como um trampolim, vejo o grau das dificuldades e penso que, se eu superar isto, eu sou forte o suficiente para amanhã estar em uma outra fase, mais difícil, e eu vou superar”, frisou.


Marcela diz que todos os anos espera ansiosa pelo Dia Internacional da Mulher. Entretanto, ela diz que as mulheres deveriam ser reverenciadas todos os dias. “O Dia da Mulher é todo dia, e isto não é clichê. Nós merecemos ser reconhecidas até porque temos esta tripla jornada de trabalho muitas vezes. Este Dia da Mulher representa muito para todas as mulheres, conquistas, mulheres desbravando, empoderadas, que se reconhecem e redescobrem todos os dias. O Dia Internacional da Mulher merece ser comemorado sim e eu acho que, independentemente de ser comemorado no dia 08 de março, todos os dias são nossos”, frisou.

Como forma de reconhecimento pelo Dia Internacional da Mulher, a empresa proporcionou uma noite da pizza para todas as motoristas nesta segunda-feira, 07, e fará uma live com sorteio de prêmios para as clientes na noite de hoje, 08, a partir das 19 horas, na página da RápidoCar no Facebook.

“Eu, como mulher, sei que não é fácil você sair de casa todo dia de manhã, voltar à tarde ou mesmo sair mais à noite para trabalhar, sabemos o grau das dificuldades. Então, um jeito de a gente reconhecer, fazer um mimo, um cafuné, um agrado no ego feminino, é promover o dia delas. Enquanto os outros comemoram e fazem festa, nós trabalhamos”, finalizou.