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Caminhos do Paraná encerra atividades de atendimento ao usuário a partir de sexta-feira

Acordo entre DER e Procuradoria do Estado permitiu que a empresa continuasse prestando serviços após o fim do contrato de concessão dos pedágios em novembro. Com isso, atendimentos de acidentes serão realizados pela PRF, Corpo de Bombeiros e secretarias de saúde municipais- Karin Franco, com reportagem de Rodrigo Zub

Recentemente, a concessionária Caminhos do Paraná encerrou uma obra de implantação de terceira faixa na curva do Tigre, na BR-373, no trecho entre Imbituva e Guamiranga. Foto: Caminhos do Paraná

A partir desta sexta-feira (1º), a Caminhos do Paraná encerrará as atividades de atendimento ao usuário nos trechos que compreendem o lote 4 do Anel de Integração, que totaliza 405 km e abrange as rodovias BR-277 (entre São Luiz do Purunã e Guarapuava), BR-373 (Entre Ponta Grossa e Prudentópolis), BR-476 (Entre Araucária e Lapa) e PR-427 (Entre Porto Amazonas e Lapa). Os serviços serão prestados até às 23h59 de quinta-feira, dia 31 de março.

Entre os serviços que deixam de ser prestados estão os atendimentos com guincho e inspeção de trânsito. “Por exemplo guinchos. Guincho leve e pesado. Serviço de inspeção de trânsito, que é esse serviço que vai recolhendo objetos, animais mortos sobre a pista, recapes de pneu, esse tipo de limpeza que era feito pela empresa, não vai mais ser realizado. O serviço de inspeção também verificava, por exemplo, se tinha veículo precisando de atendimento, se tinha algum veículo que tinha saído da pista, que precisava de atendimento emergencial e assim por diante”, explica o assessor de imprensa da Caminhos do Paraná, Jefferson Ditrich.

A concessionária também não vai prestar socorro às vítimas de acidente. “O serviço de remoção, que é guincho leve e guincho pesado, e o serviço de atendimento pré-hospitalar, que são as ambulâncias [será finalizado]. Também não vai mais manter o Centro de Controle de Operações que era uma área que tinha acesso à várias câmeras espalhadas pelo lote e monitorava via rádio, todas as ocorrências em tempo real, por meio de sistema de radiocomunicação”, afirma Jefferson.


O encerramento das atividades da empresa em março acontece quatro meses após o fim do contrato de concessão dos pedágios. Os trechos pedagiados que estão sem contrato deverão passar por uma nova licitação para a escolha de empresas responsáveis pelos trechos. Enquanto isso, um acordo entre o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e a Procuradoria do Estado, com a homologação da Justiça Federal, permitiu que a Caminhos do Paraná continuasse oferecendo serviços de atendimento mesmo após o fim do contrato, ocorrido no dia 27 de novembro. Com o fim do período estipulado em acordo, os serviços serão encerrados.

Anteriormente, havia sido divulgado que o período de adaptação seria de até 12 meses. Contudo, o acordo assumido na Justiça permitiu que o serviço fosse realizado durante quatro meses. O assessor de imprensa da Caminhos do Paraná explica que havia uma possibilidade de estender o prazo para até 12 meses, mas as partes não chegaram a um acordo. “Caso as partes decidissem permanecer, as condições, quer dizer, como que a empresa seria remunerada por isso, qual seria o valor da prestação desse serviço, os níveis de atendimento, as quantidades de viaturas, de veículos, de inspeção e tal, isso estava pactuado de uma forma que poderia chegar a 12 meses, porém somente havia sido de fato assinado, homologado na Justiça, um período de quatro meses. Como as partes não chegaram a uma composição que permitisse estender esse prazo para além desses quatro meses, então o serviço vai ser finalizado”, disse.

Com o encerramento das atividades da Caminhos do Paraná, serviços como o atendimento às vítimas ficarão a cargo dos órgãos públicos, como ocorre em rodovias federais não pedagiadas. Os atendimentos de vítimas, por exemplo, no trecho entre Ponta Grossa e Prudentópolis ficarão sob responsabilidade das Polícias Rodoviárias (Federal e Estadual), das secretarias de saúde e do Corpo de Bombeiros.

As praças de pedágios também serão desativadas. Com isso, espaços como a sala de usuário e banheiros serão transferidos para o Governo Federal e Estadual. Nas rodovias federais, o serviço de vigilância ficará a cargo da Polícia Rodoviária Federal e nas rodovias estaduais, a Polícia Militar será responsável por cuidar do patrimônio. As praças estarão desativadas até que um novo contrato seja licitado.

De acordo com Jefferson, outros trechos que já tiveram o contrato encerrado, tiveram problemas com a manutenção das praças de pedágio. “Infelizmente, vimos que em alguns outros casos, de outras concessionárias, o Governo não assumiu efetivamente esses espaços e eles foram vandalizados. Eles estão no escuro. São locais até considerados inseguros atualmente. Mas infelizmente, a empresa não tem o que fazer em relação a isso, depende de o Governo assumir esses espaços e continuar realizando essa vigilância, enfim continuar pagando a conta de luz nesses espaços para que eles sejam pelo menos iluminados e ter um pouquinho mais de segurança”, explica.

Obras: Apesar do fim do contrato, a Caminhos do Paraná deverá continuar obras que não foram finalizadas. “As obras são consideradas investimentos. Os investimentos que a empresa se comprometeu perante à Justiça Federal a concluir, ela vai continuar realizando. Até que essas obras sejam realizadas. Isso inclui 15 km de terceiras faixas. Em torno de sete a oito quilômetros já foram concluídos, na BR-277 e na BR-373. Falta ainda mais ou menos a metade para ser concluído”, conta o assessor de imprensa da Caminhos do Paraná.

Uma das obras que será finalizada é uma passarela no município da Lapa. “Tem uma passarela na BR-476, lá perto da Lapa, que está sendo implantada também, que faz parte desse compromisso assumido perante à Justiça Federal, e o trevo de acesso ali à Fernandes Pinheiro, que esse já foi concluído”, relatou Jefferson.

Segundo estimativa do assessor de imprensa da Caminhos do Paraná, a previsão é que as obras sejam finalizadas até o dia 31 de maio. “Faltam cerca de seis quilômetros de um total de 15 pactuados com Justiça Federal e DER. Com esses 15 quilômetros de terceiras faixas, a empresa alcançará o total de 100 km de terceiras faixas implantadas desde o início da concessão”, afirma.

Quatro obras ainda serão iniciadas na BR-277. Uma delas fica nas proximidades da Colônia Witmarsum (1 km), além de três trechos em Palmeira (dois deles de 1 km e 200 metros e outro de 800 metros). Uma outra obra de implantação de terceira faixa está em andamento na BR-376, em Ponta Grossa, com um total de 1 km e 760 metros. Duas obras serão entregues na primeira quinzena de abril. Um dos trechos de 3 km e 700 metros fica entre Rio da Areia e Rio das Almas, na BR-277, em Teixeira Soares. Já o outro trecho é de 1 km e 320 metros próximo de Imbituva, na BR-373. Duas obras foram concluídas recentemente na BR-277 entre Rio da Areia e Rio das Almas, com extensão de 1 km e 900 metros, e outra na BR-373, na chamada Curva do Tigre, com extensão de 2 km e 360 metros.

Imagem mostra obra de construção de terceira faixa entre Imbituva e Mato Branco, na BR-373. Foto: Caminhos do Paraná