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1ª ExpoIrati acontecerá em julho

Evento será realizado no CT Willy Laars. Empreendedores de Irati poderão expor e comercializar seus produtos/Karin Franco, com reportagem de Paulo Sava e Rodrigo Zub

Imagem do portal de entrada de Irati. Foto: Rádio Najuá/Arquivo

Para tentar recuperar a economia local, a Prefeitura de Irati está preparando a ExpoIrati, uma feira de negócios que será realizada em julho. O evento acontecerá nas dependências do CT Willy Laars.

A feira será realizada com empreendedores de Irati que mostrarão e comercializarão os seus produtos. “A ExpoIrati será a maior feira. Nós iremos, dentro desse evento, dar oportunidade a todas as empresas de Irati, desde aquela mais pequena até maior empresa, que está estabelecida em nossa cidade. Qual que é o intuito disso? Nós vamos ceder o espaço às empresas, dentro do CTG, para apresentar os seus produtos. Cada empresa na cidade, as concessionárias, as revendas de moto, os lojistas, os artesãos e os vendedores ambulantes estarão lá presentes. Tudo que Irati tem para vender, dentro dessa feira vamos oportunizar para que os municípios vizinhos e outras cidades possam vir à Irati”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Rodrigues.

Para o secretário, essa é uma forma de reaquecer a economia local. “O comércio local é uma forma de aquecer o comércio. É uma forma de oportunizar desde o pequeno, o artesão, o do MEI, que possa estar lá dentro. Todo mundo vai ter que passar por um critério de documentação, se ele está apto a desempenhar aquela venda ali dentro e assim você fomenta o comércio da cidade”, explica.


O objetivo também é contar com a participação de agências de crédito que podem ajudar a concretizar negócios, como vendas de carro, por exemplo. “Vai ali, já vê com o banco, a agência bancária, qual que tem a taxa melhor e pode também já sair com o carro ou com a moto zero. Outra coisa, as lojas que vendem eletroeletrônicos, imóveis, estarão lá dentro. Já conversei com algumas empresas, já acharam legal a ideia, eles estarão expondo seus produtos, fazendo uma liquidação, fazendo um preço mais atrativo. O nosso trabalho é de divulgar, de trazer essa feira ao conhecimento da região toda, para que as pessoas veem nesses cinco dias ou três dias – que ainda vamos definir - que eles venham fazer as compras em Irati, que eles compram os produtos em Irati, que eles conheçam o quê Irati tem a oferecer. Assim estamos oportunizando às empresas na cidade a saída em relação à questão financeira que passou pela pandemia”, conta o secretário.

Um dos planos do evento é trazer apresentações culturais e um show de encerramento. “Dentro dessa feira, nós daremos oportunidade aos artistas locais para se apresentarem. No encerramento dela queremos trazer uma banda de renome nacional para o encerramento. Lembrando que o Rodeio Country também fará parte deste evento”, disse Marcelo.

A programação da ExpoIrati será vinculada ao Rodeio Country, mas a data de realização dos dois eventos será diferente. “Nós vamos fazer à parte para não tumultuar e até porque as pessoas que gostam de ir no rodeio, vão no rodeio e as pessoas que querem ir lá na exposição, nessa feira, na ExpoIrati, ela vai numa data diferente. Nós estamos tentando programar mais para o final do mês. De antemão, vamos ter uma reunião com o prefeito, vai ser montada uma comissão para analisar, de fato, as datas, mas acredito que será no final do mês de julho, também alusiva ao mês aniversário da cidade”, conta o secretário.

As empresas que participarem do evento não deverão pagar alguma taxa para expor seus produtos. No entanto, a empresa será a responsável por montar seu estande no espaço cedido dentro da feira.

Ainda não há definição de quantos estandes estarão disponíveis para as empresas, mas há a necessidade de a empresa estar regulamentada para participar do evento.

Progride: As empresas em Irati podem participar de um programa chamado Progride que ajuda na manutenção de alguns serviços. O programa tem o mesmo propósito da Porteira Adentro, realizado no interior do município. “Dentro da área rural é o Porteira Adentro para atender os produtores rurais. Dentro da área urbana das empresas é a lei do Progride que dá anuência às empresas que estejam em dia em relação aos tributos com a prefeitura, que tem todas as negativas em dia, que tem um quadro de funcionários lá que gera um emprego referente à sua empresa que ela pode ser atendida através dessa lei”, explica o secretário.

As empresas fazem o pedido na Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Irati. Após aprovação, a solicitação é encaminhada em um grupo do WhatsApp que organiza o cronograma para atendimento das empresas. A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos, comandada pelo secretário Wilson Pedroso (Buzina), é que realiza as obras.

Os pedidos passam por aprovação na Secretaria e no conselho. “A Secretaria de Desenvolvimento, através da lei do Progride, da lei nº 3713, ela dá o aval. Dá o sim, se é possível fazer o serviço ou não porque se não passar pelo conselho, pelo Progride e, eventualmente, o secretário lá, o Buzina, vai executar o serviço e alguém tire foto lá, pode fazer uma denúncia no Ministério Público. Para não ter esse problema, tem que passar pelo conselho, tem que passar pelo aval, tem que fazer todo esse apanhado das certidões da empresa, aí posterior para ser atendido”, explica.

Segundo Marcelo, diversos pedidos são feitos. “Manilhas para entrada de acesso ao portão da empresa, que começou ali com caminhão pequeno, caminhão trucado e agora tentando uma carreta. Então, depende de uma entrada maior. Cascalho para dentro do pátio, pedra brita, bica corrida, rachões e até asfalto. São vários pedidos que as empresas solicitam”, conta o secretário.

Apenas obras dentro da área da empresa podem ser realizadas. Pedidos de asfalto ou melhoria da infraestrutura pública não entram dentro do escopo do programa que é gratuito às empresas.

O secretário explica também que as obras nas empresas são encaixadas no cronograma municipal, incluindo a manutenção das ruas. “É feito esse cronograma que a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos, através do secretário Buzina, que ele atende. No pedido pode estar lá 50 viagens de cascalho, 50 de terra ou algo assim. O Buzina que vai fazer a avaliação se é possível perante o cronograma dele, perante também às demandas que tem a secretaria dele”, explica.

A pedido da Câmara de Irati, a Prefeitura está realizando reversões de terrenos no Condomínio Industrial que não atenderam o contrato firmado no passado. “Nós estamos fazendo esse levantamento e algumas empresas não estão atendendo o que se comprometeram. Mas isso é um percentual assim mínimo. É uma ou duas empresas”, relata Marcelo.

A reversão acontece também porque a cessão do espaço no Condomínio Industrial é diferente do que era feita no passado. “Hoje temos uma modalidade diferente. Hoje você tem que abrir um chamamento público, fazer uma modalidade de licitação, a empresa que melhor técnica apresentar, a melhor proposta técnica oferecer para o município, tem direito da cessão por dez anos e posterior a renovação para mais dez anos”, disse.

Para fazer a reversão, a prefeitura precisa enviar à Câmara Municipal o pedido de reversão. O Legislativo municipal vota o pedido. Depois de aprovado, a Prefeitura deve enviar mais um projeto de lei para abrir o edital de licitação da área. O edital precisa ficar aberto por 45 dias.

O secretário explica que isso tem gerado a demora para encaminhamento de terrenos, mas que é necessário para que o processo ocorra corretamente. “Se chegar uma empresa hoje com mil funcionários ou com dez, eu tenho que seguir esses requisitos. Eu não tenho como eu direcionar. Isso para que o gestor não faça aquela divisão de eu vou atender porque é meu amigo. Não tem mais isso. Não tem mais o jeitinho. As pessoas chegam: ‘Mas dê um jeitinho’. Não existe mais jeitinho. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi implantado em 2000 e de lá para cá não tem mais como”, conta Marcelo.

No ano passado foram realizadas licitações para a cessão de terrenos para empresas. Foram feitas licitações para três terrenos. Dois terrenos já foram ocupados, mas um terceiro que era maior acabou não tendo nenhuma proposta.

Segundo o secretário, uma das dificuldades era encontrar uma empresa que aceitasse o tamanho do terreno e os critérios. “Nós exigimos ali dentro desse terreno 50 empregos porque tem três barracões que dá 3 mil metros de área construída, fora o escritório”.

Por isso, a Prefeitura optou por dividir o terreno e licitar novamente. As empresas Pitter e Thoms & Benato, ambas de Irati, ganharam a licitação e devem se transferir para lá. Uma das empresas irá modificar a sua sede para criar mais empregos. “O Thoms & Benato que está aqui no centro cidade, eu conversava com ele, vai mudar toda estrutura dele daqui do centro para o condomínio. E aqui onde eles estão, eles vão fazer uma outra loja para ampliar e para abrir mais empregos. Nós não estamos só trocando a empresa de um lado para o outro, ele vai abrir a oportunidade para mais empregos”, disse o secretário.