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Irati poderá solicitar recursos para amenizar danos causados pelas chuvas

Governo federal reconheceu a situação de emergência do município após as chuvas fortes no fim de 2021, que afetaram mais de 230 famílias com a destruição de suas lavouras

Granizo destruiu plantações de fumo na localidade de Volta Grande, no interior de Irati. Foto: Eliseu Fiori

As cidades de Irati e Paulo Frontin tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo federal na quarta-feira, 12. Os dois municípios registraram chuvas de granizo no fim de 2021 e, a partir de agora, poderão solicitar recursos ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Em entrevista ao portal Brasil 61, o coronel Alexandre Lucas, secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, explicou como esses recursos podem ser utilizados. "Os recursos da Defesa Civil Nacional podem ser empregados de três formas: socorro da população afetada, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de infraestruturas danificadas pelo desastre", disse o coronal.

No dia 3 de janeiro, representantes da administração iratiense estiveram reunidos para discutir as ações que serão adotadas para auxiliar os agricultores prejudicados pela chuva de granizo do fim de 2021 e pela estiagem na região. A reunião contou com a presença de representantes da Defesa Civil, Emater, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), Câmara de Irati, Secretaria Municipal de Agricultura, Corpo de Bombeiros e Prefeitura de Irati.


Entre as ações que podem ser realizadas estão a distribuição de cestas básicas, replantio de lavoura e disponibilização de caminhão-pipa para agricultores. A expectativa é que se possa adquirir recursos para fazer o replantio até o dia 10 de fevereiro. O replantio das lavouras é visto como uma opção para ajudar o agricultor que ficará sem o recurso da venda da produção. Nesta sexta-feira, 14, a Prefeitura realizará a entrega de 20 toneladas de sementes de feijão aos produtores que tiveram suas lavouras afetadas pelo granizo. As entregas ocorrerão nas localidades de Cerro da Ponte Alta e Volta Grande.

O levantamento das pessoas que receberão o auxílio está sendo feito com base no Cadastro Único, feito pela Assistência Social. O alvo serão as famílias que estão nas áreas afetadas e se enquadram nas faixas de renda 1 e 2. Um levantamento preliminar da Defesa Civil de Irati apontou que 230 famílias tiveram suas propriedades rurais danificadas, o que representa 989 pessoas atingidas pelos prejuízos dos temporais no interior de Irati. Ao todo, foram 750 alqueires de lavoura perdida pelo granizo, sendo 51 de milho, 41 de feijão, 443 de soja e 218 de fumo. A estimativa inicial é de um prejuízo de mais de R$ 7,7 milhões, considerando apenas o plantio. Porém, o valor pode aumentar para R$ 20 milhões de prejuízo se contar o rendimento das lavouras.

O município teve uma sequência de pelo menos três dias com chuvas fortes no fim de 2021. No dia 25 de dezembro, foram registrados fortes vendavais e granizo na região do Pinhal Preto. O temporal também afetou moradores do Cadeadinho, Cadeado Santana, Rio da Prata, Cachoeira do Palmital e Invernadinha. O corredor de vento que se formou nestes locais chegou a 1 quilômetro de largura, segundo a Defesa Civil. O temporal ainda derrubou diversas árvores, algumas pelas raízes, o que acabou afetando propriedades rurais.

No dia 26, outro temporal afetou moradores de Gonçalves Junior, Volta Grande, Campina de Gonçalves Junior, Pirapó, Boa Vista do Pirapó, Faxinal dos Melos, Cerro da Ponte Alta, Linha B, Hordenança e Linha Pinho. Já no dia 28 de dezembro, houve queda de granizo na região do Itapará e de Pinheiro Machado.

Em entrevista à Najuá no início de janeiro, o secretário de Agricultura, Raimundo Gnatkowski (Mundio), afirmou que os temporais atingiram diversas lavouras. “Um prejuízo de incidência do granizo sobre as lavouras de milho, feijão, soja, fumo, floresta de pinos, erva-mate, eucalipto, kiwi, parreiras de uva, oleicultura cultivadas nos quintais das pessoas. Houve o destelhamento de residências, galpões, estufas de fumo, com perfuração de telhas de barro, fibra e cimento”, revelou.