Publicidade Topo

notícias

Irati inicia transbordo do lixo orgânico no complexo GARI

Empresa licitada para fazer o transporte do material orgânico já está atuando em um dos barracões do complexo, localizado no Condomínio Industrial da Vila São João. Com isto, aterro do Pinho foi desativado/Paulo Henrique Sava

Prefeitura de Irati iniciou transbordo do lixo na unidade do projeto GARI, no Condomínio Industrial da Vila São João. Foto: Reprodução Facebook

A Prefeitura de Irati iniciou no último dia 04 o serviço de transbordo do lixo orgânico dentro do complexo GARI (Gestão Ambiental de Resíduos de Irati). O transporte está sendo feito pela empresa Zero Resíduos, de Ponta Grossa, que venceu a licitação ao oferecer o trabalho a um custo de R$ 170 por tonelada para o município, segundo a secretária de Ecologia e Meio Ambiente, Magda Adriana Lozinski. “A empresa licitada para fazer o transporte dos resíduos foi a Zero Resíduos, que vem diariamente, carrega as caçambas de resíduos e faz a destinação correta no aterro sanitário licenciado de Teixeira Soares. Conseguimos o valor de R$ 170 a tonelada de resíduo para fazer esta destinação correta”, frisou.

Com a destinação pelo transbordo, é possível ter um controle diário do peso dos resíduos. Todos os dias, são geradas cerca de 30 toneladas de lixo orgânico para o aterro de Teixeira Soares. Antes, quando o material era levado para o aterro do Pinho de Baixo. “Só não tínhamos a pesagem antes porque o nosso aterro não tem balança rodoviária”, comentou.

Com o início do transbordo, o aterro sanitário, que operou de forma irregular por 25 anos, está sendo desativado. Uma empresa foi contratada para fazer o plano de recuperação daquela área, uma das condições estabelecidas pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o município, o Ministério Público (MP) e o Instituto Água e Terra (IAT), segundo Magda. “Já estamos fazendo o encerramento do Aterro Sanitário. Para aquele espaço, não é mais permitido levar e nem destinar qualquer tipo de resíduo”, pontuou.

A secretária explicou quais procedimentos estão sendo adotados pela empresa responsável pelo plano de recuperação da área do aterro. “A empresa licitada, que está fazendo o projeto de recuperação, está ainda na execução do projeto. O que estamos fazendo no momento é a conformação do terreno e dos taludes, onde podemos ir com as máquinas fazendo o encerramento e deixando o solo mais propício para a técnica de recuperação mais apropriada ser aplicada na área”, frisou.

O Plano de Recuperação de Área Degradada do aterro foi licitado em R$ 27,9 mil mais o custo da máquina que está fazendo a composição dos taludes e do solo no local. “Temos um determinado gasto ainda com a máquina fazendo todo o trabalho de solo. Posteriormente, vai ser feita a execução do plano a um custo de R$ 27,9 mil”, comentou. Depois de concluído o trabalho de recuperação da área do aterro, o terreno será cercado e ficará isolado.

O prefeito Jorge Derbli (PSDB) ressaltou que o início do transbordo do lixo solucionou um problema de muitas décadas em Irati. “O aterro sanitário do Pinho de Cima já não tinha condições há muitos anos de receber o lixo coletado aqui na cidade, estava com muitos problemas, a capacidade dele estava estourada. Nós tínhamos um TAC com o Ministério Público para resolver este problema. Desta forma, foi feito o projeto GARI, tendo o transbordo como uma etapa, e já está em funcionamento”, frisou.


Uma nova balança rodoviária deve ser instalada em breve no complexo GARI. A secretária ressaltou que a licitação já foi realizada e a ordem de serviço para a instalação do equipamento foi emitida. “O que vai acontecer, na verdade, é que, por mais que pesemos o nosso resíduo aqui na hora da entrada no transbordo, haverá uma confrontação do valor quando entrar lá. Não é que exista alguma coisa irregular, mas é para termos uma segurança maior em relação à questão do peso dos resíduos. A ordem de serviço já foi dada, estamos esperando a empresa ganhadora da licitação trazer os equipamentos. Precisamos fazer a base, o piso desta balança, que tem uma série de regras e técnicas. Tudo isto está no nosso cronograma de obras para a execução”, pontuou.

Outros quatro barracões estão sendo construídos para abrigar em breve as cooperativas de lixo reciclável e os ecopontos para recebimento de lixo eletrônico, que já estão em fase de acabamento. “Inicialmente, faremos a instalação dos ecopontos e posteriormente a Associação e a Cooperativa de reciclagem vão se instalar no local, ficando mais próximas todas as empresas e estruturas relacionadas a resíduos sólidos do município de Irati. Não tem prazo para esta instalação porque, além da execução civil, depois temos que instalar a esteira, a reciclagem e o silo que vai receber o resíduo. Tem uma série de equipamentos que também precisam ser instalados nestes espaços”, afirmou Magda.

Derbli explicou como funciona todo o processo, desde a coleta do lixo até o transporte do material. “O lixo é coletado na sua casa, nos bairros, no centro da cidade, pelos caminhões, e ao invés de ir para o aterro sanitário do Pinho, vai para a Vila São João, onde tem uma estrutura própria. Este lixo é passado dos caminhões de lixo para as caçambas que tem lá (no complexo GARI). Depois, vêm os caminhões, pegam o lixo e levam para fazer a destinação final. Este é o chamado transbordo. Todo o lixo de Irati hoje não fica no município: ele é coletado e transportado para um aterro credenciado em Teixeira Soares”, comentou.

Projeto GARI - O Projeto GARI foi lançado no ano passado pela Prefeitura de Irati. O complexo, localizado no Condomínio Industrial da Vila São João, irá abrigar, além da unidade de transbordo do lixo orgânico, quatro ecopontos para recebimento de equipamentos eletrônicos e restos de móveis e um barracão para a cooperativa de reciclagem Malinoski e a associação Coccair. 

Fotos: Reprodução Facebook

Depois do recolhimento do material, caçambas são colocadas nos caminhões da empresa Zero Resíduos, de Ponta Grossa. 

Material é transportado para o aterro sanitário de Teixeira Soares