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Cinco pessoas são presas em operação da Polícia Civil em Irati

Foram cumpridos cinco mandados de prisão e seis de busca e apreensão na região do Jardim das Américas por homicídio, tentativa de feminicídio e tráfico de drogas. Um dos autores tentou se passar pelo próprio irmão
Operação da Polícia Civil prendeu cinco pessoas na manhã de hoje, 25, no Jardim das Américas, em Irati. Foto: Divulgação Polícia Civil 

Uma operação da Polícia Civil terminou com a prisão de cinco pessoas na manhã de hoje, 25, no Jardim das Américas, em Irati. Cerca de 35 policiais da 13ª Subdivisão Policial, de Ponta Grossa, da Polícia Militar (PM), do Choque e do Canil prestaram apoio no cumprimento de cinco mandados de prisão e seis de busca e apreensão. Três dos detidos são de Irati e dois são de outras cidades.

Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início a partir do assassinato de Tiago dos Santos, de 32 anos, ocorrido em novembro de 2021. Após ser alvejado por um tiro, ele ainda conseguiu pular o muro de uma residência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu dentro da garagem.

Um dos detidos durante a Operação “Caedere” (que significa matar em latim) também é acusado de tentar matar a ex-mulher. Na ocasião, ele teria entrado na residência dela e tentou atirar duas vezes contra a vítima, mas a arma acabou falhando. Depois, ele conseguiu disparar contra a parede do imóvel e fugiu, mas foi preso também na manhã de hoje. Os presos também têm suspeita de se envolverem com o tráfico de drogas, conforme explica o delegado Paulo César Eugênio Ribeiro.

“Diante disso, nós identificamos seis alvos, ocasião em que foram solicitadas buscas e apreensões nas residências. Por volta de 05h30min nós demos cumprimento a estes mandados e logramos êxito na prisão de cinco pessoas, sendo que três delas já tinham mandado de prisão e foram presas em flagrante e outro tinha mandado de prisão anterior e foi preso também em flagrante”, comentou.

Durante as buscas, os policiais apreenderam R$ 4981 em dinheiro, uma balança de precisão, quatro celulares, 28 gramas de crack dividido em porções para venda e um pé de maconha, além de nove munições. Na delegacia, os envolvidos preferiram permanecer em silêncio, conforme o delegado. “Eles se mantiveram em silêncio, não quiseram falar sobre os fatos, mas a partir de agora, temos um prazo de 10 dias para concluir [o inquérito] e realizar o indiciamento destes autores, e ao final ele vai ser entregue ao Ministério Público para iniciar a ação penal”, frisou.


Um dos detidos tentou mentir o nome, tentando se passar pelo seu irmão, segundo Ribeiro. “Uma das pessoas que foi presa em flagrante tentou se passar pelo irmão, deu o nome dele e da mãe, mas os policiais dirigentes conseguiram identificar que não seria ele, a partir das coincidências de foto, e depois o próprio preso acabou admitindo. Inclusive, ele queria se furtar disso para poder se livrar de um mandado de prisão que havia em aberto contra ele. Então, ele ia ser preso de qualquer forma. Provavelmente não é desta comarca, mas temos conhecimento deste mandado de prisão em aberto”, ressaltou.

Conforme o delegado, esta situação pode agravar ainda mais a pena do suspeito. “É um elemento a mais que vai ser contabilizado e, no final deste prazo de 10 dias, provavelmente ele deve ser indiciado pelo crime de falsa identidade, que tem pena de 03 meses a um ano. É um “a mais” que ele vai acabar sofrendo”, pontuou.

De acordo com o delegado, como se tratam de prisões preventivas, o Departamento Penitenciário do Paraná (DEPEN) é o responsável por decidir para qual cadeia os detidos serão levados. “Como são decorrentes de prisões preventivas, a probabilidade de sair neste momento é muito pequena. Por isto, eles provavelmente devem ser transferidos pelo Depen para uma cadeia mais próxima, mais adequada ao perfil deles. Talvez, São Mateus do Sul seja uma saída, mas é algo que o Depen pode confirmar o local para onde eles vão”, pontuou.

A pena para o crime de homicídio vai de seis a 20 anos de prisão; já para o feminicídio, varia de 12 a 30 anos. Denúncias sobre qualquer tipo de crime podem ser feitas pelo WhatsApp Denúncia da Polícia Civil, através do telefone (42) 3422-5176.

Fotos: Divulgação Polícia Civil