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Conheça as etapas dos processos para a realização de obras em Irati

Em entrevista à Rádio Najuá, secretários e engenheiros contam como funciona o processo de conseguir recursos e fazer uma obra em Irati/Texto Karin Franco/Reportagem Jussara Harmuch

Equipe de trabalho da pasta de Arquitetura e Urbanismo, comandada pela engenheira Jéssika Custódio/Imagem Najuá

A concretização de uma obra em um município passa por diversas etapas até começar o seu processo de construção. Em entrevista à Rádio Najuá, secretários e engenheiros explicaram como funciona esse processo em Irati.

O secretário de Planejamento e Coordenação de Irati, João Almeida Júnior, conta que a pasta é a responsável por encontrar verbas para a realização de obras. “Nós ficamos abertos a todas as demandas que o Ministério abre para livre demanda dos municípios e nós vamos atrás das verbas parlamentares. Nós vamos atrás de todos os deputados do Paraná, nós já entramos em contato tanto com os deputados federais, quanto os estaduais, para destinar emendas no município de Irati”, disse.

Quando algum ministério abre recursos para a realização de um programa, essa demanda possui especificações e envolve vários municípios. Um exemplo disso são as academias ao ar livre que precisam ser realizadas com critérios já determinados.

Entretanto, há outra maneira que pode ser feita para conseguir recursos que é por meio dos deputados. Neste caso, o município pode fazer um projeto próprio, que se adeque à realidade local, e depois apresentar para um deputado que irá ajudar um ministério a remanejar recursos para aquela demanda. “Ou ele usa a própria verba de emenda que ele tem, da distribuição dele, ou ele vai atrás do ministério”, conta o secretário.

Segundo João Almeida, o município de Irati tem optado por essa segunda opção. “Nós vamos normalmente com a demanda nossa primeiro, do que esperar vir do ministério, que quando vem do ministério, o projeto já tem que estar pronto. E eles abrem em questão de 15, 20 dias para um projeto estar pronto”, disse.

O secretário ressalta que é preciso ajuda para conseguir recursos. “Sempre precisa de algum padrinho para alguma obra. Dificilmente você vai chegar com uma demanda nossa no Ministério, que o Ministério libere para nós. É muito pontual alguma coisa assim”, conta.


Com recursos encaminhados, outros processos são realizados. Segundo a secretária de Arquitetura e Urbanismo, Jéssica Custódio, a pasta reúne toda a documentação necessária. “Após a chegada do recurso, nós temos que fazer todo um checklist de documentações. Desde documentações burocráticas em relação às certidões e até os projetos. Como estávamos comentando, às vezes um pequeno projeto, que fale somente uma revitalização, é um projeto que demanda dez projetos dentro deste mesmo. Demolição, arborização, drenagem. Então, a demanda é bem grande em relação a projetos”, explica.

A engenheira Ivana Rigoni conta que a licitação é feita após a aprovação dos projetos. “Após toda a parte de projetos, de dimensionamento, de elaboração do orçamento, é feito a licitação da obra e também após a obra licitada, nós fiscalizamos o serviço da empresa que irá executar a obra e fazemos as medições”, disse.

O valor do recurso só é liberado após a obra passar por fiscalização. “Após o serviço executado, nós verificamos o que está de fato pronto e mede conforme a empresa executou. Fazendo a medição, vem o dinheiro para a empresa receber só depois que tiver tudo pronto”, conta.