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Cidade da Criança esclarece que retomou atividades presenciais em fevereiro

Vice-prefeita relatou que o município não repassou recursos para a entidade em função da suspensão das atividades da instituição, que segundo ela, não tinha previsão de retorno até julho

Cidade da Criança presta apoio pedagógico para crianças. Foto: Divulgação

A funcionária do setor administrativo da Cidade da Criança, Tatiane Maria Horst, encaminhou uma nota para a Rádio Najuá justificando que a instituição retomou as atividades presenciais em fevereiro deste ano. Ela contesta o que foi dito pela vice-prefeita Ieda Waydzik, que justificou que o município deixou de ajudar financeiramente a Cidade da Criança porque até o mês julho não havia previsão de retorno às aulas da instituição. 

“Em fevereiro retomamos as atividades presenciais, porém com número reduzido de atendimentos, já que não tínhamos recursos para contratação de mais profissionais e a situação de pandemia exigia cuidados mais cautelosos. Ou seja, em número reduzido e de acordo com as exigências e normas sanitárias estamos realizando nosso trabalho desde fevereiro, o que pode ser comprovado in loco na instituição através de documentos de matrícula, lista de presença diária, controle de temperatura etc”, relata Tatiane.

A funcionária da Cidade da Criança ressalta que a instituição atua no horário de contraturno escolar, mas tem seu foco voltado para a área social com apoio pedagógico aos menores atendidos. Com isso, a finalidade principal, não é educacional.

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Tatiane também relata que o encerramento das atividades da modalidade abrigo institucional em 2020 foi causado em virtude da falta de recursos para a prestação do serviço. Ela ainda explica que o acolhimento institucional deve funcionar 24 horas, o que gera gastos elevados. Até o ano passado, a prefeitura auxiliava a Cidade da Criança com R$ 11 mil mensais. A instituição também recebia doações da empresa Caminhos do Paraná e do grupo de Cristãos da Alemanha. Assim, a Cidade da Criança prestou o serviço de acolhimento por 28 anos. 

No dia 23 de outubro, o prefeito Jorge Derbli visitou a Cidade da Criança. Dois dias depois, a entidade foi informada que a prefeitura refez os cálculos e se comprometeu de repassar R$ 120 mil no ano para a instituição, sendo R$ 10 mil por mês. Na última sessão da Câmara realizada na terça-feira, 9, deu entrada o projeto de lei que concede subvenção de até R$ 130 mil anuais para a Cidade da Criança. Na justificativa do projeto, o município informa que R$ 120 mil serão repassados para a instituição por meio de recursos livres com objetivo de acolher crianças e adolescentes, de segunda a sexta-feira, em período semi-integral e suas famílias. Já a quantia de R$ 10 mil será repassada em parcela única. O dinheiro faz parte de uma doação do Imposto de Renda ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA). 

A Associação Santos Inocentes (Cidade da Criança) presta atividades na área de proteção básica ofertando serviço de convivência e fortalecimento de vínculos a comunidade, conforme prevê uma resolução de 2009 do Conselho Nacional de Assistência Social. A cidade da Criança fica na rua João de Barro, número 105, no bairro Alto da Lagoa, em Irati. O telefone para contato é 3423-1305. 

A Cidade da Criança conta com 72 jovens matriculados que frequentam a instituição de segunda a sexta-feira. Em entrevista à nossa reportagem em outubro, Tatiane relatou que a Prefeitura de Irati não repassava recursos financeiros para a entidade há mais de um ano. De acordo com ela, desde então as despesas estavam sendo custeadas por meio de doações da comunidade, parcerias com empresas e eventos sociais, como a venda de pães, pastéis, sonhos e artesanatos. 

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