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Deputado Emerson Bacil comenta sobre possibilidade de perda de mandato

Partido Social Liberal (PSL) pode perder até quatro cadeiras na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), entre elas, o lugar ocupado pelo deputado Emerson Bacil, caso Fernando Francischini (PSL) seja cassado em julgamento no TSE/Karin Franco, com reportagem de Paulo Sava

Deputado Emerson Bacil foi eleito em 2018 com 17.626 votos. Foto: Arquivo Pessoal

Com a possibilidade de cassação do mandato do deputado estadual, Fernando Francischini (PSL/PR), a bancada do partido pode sofrer alterações na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Um dos afetados é o são-mateuense, Emerson Bacil, que pode perder seu mandato caso os votos de Francischini sejam anulados. Com isso, o quociente eleitoral da legenda será alterado reduzindo o número de candidatos eleitos pelo PSL.

Na sessão de terça-feira, 19, três ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votaram a favor da cassação de Francischini por entenderem que o deputado propagou informações falsas contra a urna eletrônica e o sistema de votação nas eleições de 2018. Porém, a votação foi paralisada após um pedido de vista do ministro Carlos Holrbach, que pretende analisar melhor a situação.

De acordo com a coluna de Roger Pereira, na Gazeta do Povo, Bacil está na lista dos deputados que perderiam o mandato caso Francischini seja cassado.


Em entrevista à Rádio Najuá, Bacil disse estar lidando com maturidade sobre o assunto. “É uma situação que tenho encarado com muita maturidade. Nós entendemos que isso é uma questão que está além de qualquer situação que eu possa fazer. Não sou parte do processo. Não tive conhecimento de maneira enfática dos autos e o que existe no teor dele. Mas sim, existe esse processo. Está em fase de julgamento. E nós vemos isso como uma parte de aprendizado do nosso mandato. Estou há dois anos como deputado. Não nasci e nem quero morrer deputado. Tinha outros afazeres antes de assumir. Deixei-os de lado para me dedicar a este mandato, até porque entendo que o mandato de representatividade precisa ser levado muito a sério. E eu tenho feito isso”, disse.

O deputado são-mateuense disse que não está preocupado com a perda do mandato. “Não estou preocupado. Eu há muito tempo deixei de cobrar e pedir algo a Deus. Há mais de dez anos eu só agradeço e tenho tido êxito em tudo. Então, nesse momento não peço nada à Deus, mas agradeço a oportunidade de ter chegado até aqui”, relata.

Enquanto a decisão não sair, Bacil continuará no cargo. “Eu estou tranquilo porque entendo que vamos dar sequência a isso e os próximos dias vamos ver o que vai ser a resolutiva e a decisão do TSE, mas fico aqui e estou aqui como deputado, enquanto nos permitir”, afirma.

Nesta semana, o deputado estadual Subtenente Everton (PSL) teve o mandato cassado em decisão unânime do TSE. Os ministros decidiram cassar o mandato do deputado por considerar que houve abuso econômico, já que ele teve parte dos gastos de campanha pagos pela Associação dos Militares da Reserva, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas do Paraná (Asmir-PR). A lei proíbe o financiamento por pessoas jurídicas, que é o caso da associação. Com isso, os votos serão anulados e os ministros do TSE pediram que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) refaça a contagem. Porém, essa decisão não vai alterar o quociente eleitoral do PSL, segundo informações da Gazeta do Povo. Desta forma, não haverá alterações na composição da ALEP.

Projetos: O deputado ainda comentou sobre projetos que tem apresentado na ALEP. Entre eles, está o projeto que possibilita a compra de fumo diretamente na propriedade do fumicultor. “Apresentei há um mês, depois de verificar no último ano que esqueceram das 40 classes que o fumo tem, esqueceram de quantas vezes o fumicultor saiu de madrugada atrás da carga de fumo em cima de um caminhão para ir até a fumageira e chegar lá e ter um preço absurdamente baixo que nem custeia a despesa. E retornar com o fumo, tendo que pagar o frete de retorno e humilhado, numa esteira de fumo. E como se nada tivesse ocorrido antes, agora fizeram a compra, pagaram até no farelo do fumo o preço máximo e foram fazer essa negociação na casa do produtor. Então, porque não se tornar uma regra isso no estado do Paraná?”, afirma Bacil.

O deputado conta que este tipo de acordo está sendo feito também no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “Por que não qualificar os instrutores de fumo para eles mesmo fazer esse acerto de valores e de contratação? E aí encaminha para a fumageira e lá fazer apenas fazer a pesagem? Até porque há um vínculo importante entre as partes. Tem muita gente que planta há mais de 20 anos para a mesma empresa. Existe um contrato anula que é assinado. Só que não existe a garantia de pagamento mínimo e não existe a garantia de subsídio e pagamento, pelo menos a compensação total do valor gasto na produção. Sempre a corda estoura na ponta mais fraca. Isso tem acontecido sempre no lado do produtor”, afirma.

Outro projeto apresentado é o da microchipagem de animais domésticos, onde um chip é implantado no animal para que ele seja identificado. “É algo que vai trazer mais segurança, vai enquadrar isso numa situação mais correta, podendo cadastrar o dono do animal e as características do animal. Vemos que há muito abandono, temos situações de agressão e muitas vezes quem deixou de cuidar deste animal. A microchipagem vem solucionar um monte de situações”, analisa Bacil.

O deputado ainda apresentou um projeto para incentivo de manejo de araucária para ajudar os produtores, além de solicitar a criação do Observatório da Mulher, com o objetivo de diminuir os índices de criminalidade.