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Alunos da UTFPR de Ponta Grossa desenvolvem Minifoguetes e nano satélites

Finalidade levar o conhecimento adquirido sobre o espaço para alunos do ensino fundamental e médio/Lenon Diego Gauron, com reportagem de Juarez Oliveira

Lançamento de mini foguetes. Foto: Equipe Orion Aerospace Design

A equipe Orion Aerospace Design, composta por alunos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de diversos campi do estado, tem por objetivo construir minifoguetes e nano satélites, equipamentos que simulam objetos espaciais reais, a fim de estudar o comportamento desses objetos e adquirir conhecimentos na área da astrobiologia.

Os estudantes também desenvolvem cápsulas de monitoramento remoto para serem utilizadas em sondas estratosféricas, ou seja, equipamentos que ficam na órbita do planeta Terra captando e transmitindo informações. Além disso, a equipe visa levar o conhecimento adquirido sobre o espaço para alunos do ensino fundamental e médio por meio de palestras e cursos.

Em entrevista à Najuá, a aluna do curso de Engenharia Mecânica, Flávia Onyszko, comentou sobre alguns projetos da Orion Aerospace Design. “A gente tem vários projetos dentro da Orion. Um deles é sobre os minifoguetes que nós construímos para competições. Temos também a Aviônica, que é responsável pela construção dos nano satélites, visando competições. Temos também a computação, que nos auxilia em todas as áreas, com a programação e códigos”, explica Flávia.

Já a aluna do curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, Bruna Daniele de Melo Nizer, explicou que um dos projetos da equipe é testar o comportamento de microrganismos vivos próximo ao espaço terrestre. “Temos também a parte que desenvolve pesquisas na área da astrobiologia. Temos um projeto, que é uma sonda, que vamos enviar à estratosfera com o auxílio de um balão meteorológico. Nessa sonda, a gente coloca alguns microrganismos para serem testados na estratosfera com o objetivo de observar o comportamento desses seres em microgravidade”. A estratosfera é uma camada acima do planeta Terra, situada a aproximadamente 50 km de altitude. Nessa altura, a força da gravidade que nos mantém presos ao solo praticamente deixa de existir e esse é o objeto do estudo das alunas ao enviarem pequenos seres para essa região.

Bruna comenta também que os conhecimentos adquiridos com os estudos em astrobiologia, ou seja, o comportamento da vida no espaço, é oferecido por meio de palestras a alunos do ensino regular. “Além disso, temos a área de extensão, que oferece cursos e palestras sobre astronomia, astrobiologia, ciência, computação, construção de minifoguetes e nano satélites, onde trabalhamos com alunos do ensino fundamental e médio. Temos vários projetos de ensino com eles”, descreve.

Competições nacionais: A equipe participa de diversas competições de lançamento e teste de minifoguetes e nano satélites. O lançamento dos equipamentos é feito em um terreno amplo com a supervisão dos avaliadores. “A competição do ano passado, como foi online, tivemos que fazer um projeto teórico e simulações computacionais. Através do resultado, a [organização da] competição fez uma análise para atribuir uma nota. Existe também a competição de minifoguetes em Curitiba, sediada pela [Universidade] Federal do Paraná, onde fazemos o embasamento teórico e simulações, para construir um foguete e levar à competição presencial. Lá existe um campo aberto, distante de casas e árvores, onde soltamos nosso foguete”, explica Flávia.

Cada foguete é inscrito em uma categoria. Ela afirma que a finalidade é fazer o objeto chegar o mais próximo da altura prevista nos cálculos, que podem variar entre 500 metros a dez quilômetros. Ganham pontos na competição os alunos que conseguirem fazer o foguete se aproximar da altitude prevista e também os que chegarem ao solo sem danos. “Cada equipe vai se inscrever em uma categoria e competir com as outras equipes. O foguete precisa chegar mais perto do apogeu e chegar intacto ao chão. Temos um sistema de recuperação que precisa funcionar muito bem, pois se perdermos um parafuso, podemos ser até desclassificados”, descreve Flávia.

Campo de lançamento de mini foguetes. Foto: Equipe Orion Aerospace Design

Já a competição dos nano satélites são feitas em estufas que simulam a órbita terrestre. A função dessas simulações é observar se o equipamento consegue monitorar e gerar dados, como previsão do tempo, detalha Flávia. “Os nano satélites não vão em órbita. São feitos testes em estufas que simulam vibrações e altas e baixas temperaturas. Existem também objetivos específicos para os nano satélites realizarem, como a detecção de chuvas que podem causar alagamentos, então o equipamento precisa coletar e enviar dados sobre isso”

Bruna diz que a equipe ficou em terceiro lugar logo na primeira participação em uma competição nacional de desenvolvimento de pequenos satélites. “A gente participou ano passado, juntamente com a Aviônica, desenvolvendo nano satélites, e tivemos resultados muito legais. Nossa equipe, que era estreante, conseguiu ficar em terceiro lugar no CubeDesign, e isso foi uma conquista muito grande para a gente, pois é uma competição a nível nacional”, comemora.

O objetivo da equipe Equipe Orion Aerospace Design agora é chegar às competições internacionais.


Foto: Equipe Orion Aerospace Design

Foto: Equipe Orion Aerospace Design

Foto: Equipe Orion Aerospace Design