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Residências Inclusivas dão apoio às pessoas com deficiência em Irati

Duas unidades do munícipio contam com equipe técnica especializada para auxiliar na inclusão e na autonomia da pessoa com deficiência/Lenon Diego Gauron, com reportagem de Juarez Oliveira

Arte: Ilustração/ Rádio Najuá


O município de Irati possui duas residências inclusivas. O projeto tem a finalidade de auxiliar as pessoas com deficiência, de 18 a 59 anos, que estão em situação de vulnerabilidade social e precisam de ajuda para desenvolver as atividades diárias. 

Em entrevista no programa "Espaço Cidadão" da Super Najuá, o Psicólogo e Coordenador das Residências Inclusivas, Luiz Henrique Palavacini Selivan, comentou que o espaço é destinado às pessoas que necessitam de acolhimento. “A Residência Inclusiva é um serviço que está lotado dentro da Secretaria de Assistência Social e foi pensado nas pessoas com deficiência, que não possuem os seus familiares, que não conseguem sobreviver de forma independente. Irati tem esse serviço desde 2016 em parceria com os governos do estado e federal para fornecer ajuda às pessoas que estão sozinhas na sociedade e precisam de um auxílio”, afirma Luiz.

As unidades de acolhimento contam com uma equipe técnica especializada para atender a população. “Aqui em Irati nós temos duas unidades de acolhimento, cada unidade tem uma capacidade máxima de dez pessoas, e lá existe uma equipe com cuidadoras, psicólogos, terapeuta ocupacional e pedagogo, que dão base ao atendimento para as pessoas acolhidas”, explica o psicólogo.


Luiz chama a atenção para finalidade do programa social. Ele diz que o objetivo é incluir a sociedade na vida da pessoa com deficiência e não ao contrário. “A principal função da Casa Inclusiva é trabalhar a qualidade de vida das pessoas, bem como a sua autonomia e a inclusão na sociedade. Quando falamos na inclusão da pessoa com deficiência, é importante pensarmos que essas pessoas já vivem na sociedade, mas muitas vezes, por preconceito ou desconhecimento, acabamos excluindo eles dos processos civis e da legalidade dessas pessoas. Então a inclusão é muito mais incluir a sociedade na vida dessas pessoas do que ao contrário”, avalia.

As residências contam também com um Conselho Municipal que fiscaliza e discute as demandas dos direitos da pessoa com deficiência. Para a presidente do Conselho, Katie Zilá Wrobel Luz, essa assistência é essencial para que os direitos previstos em lei sejam de fato cumpridos. “Após essa consolidação, passamos a discutir as pautas importantes para garantir o direito das pessoas com deficiência. As políticas públicas vêm para fazer valer a nossa Constituição Federal, efetivando a garantia dos nossos direitos. O Conselho atua no sentido de fiscalizar e de trazer propostas e projetos que ajudem o poder público para que os direitos sejam efetivados dentro da nossa sociedade”, explica Katie.

Ela reforça que qualquer pessoa pode trazer sugestões de melhorias nos serviços prestados as pessoas com deficiência. Isso pode ser realizado nas reuniões mensais que estão acontecendo pela internet. “Ano passado, devido à pandemia, ficamos com as ações paradas, mas no final do ano voltamos com as reuniões mensais, onde estabelecemos ações como palestras em escolas e empresas, assim como a divulgação do próprio Conselho e também dos direitos da pessoa com deficiência. O Conselho está aberto, nossas reuniões acontecem às terças-feiras às 9h, atualmente de forma virtual. As pessoas com deficiência, seus familiares e também toda a sociedade, podem trazer as suas demandas ao Conselho em nossas reuniões mensais, ou através da Casa dos Conselhos”.

Ao romper com o isolamento, as pessoas com deficiência conseguem alcançar a sua autonomia e efetivar os seus direitos. “Dentro da assistência social, a gente aprimorou nossas políticas e conceitos no atendimento às pessoas com deficiência, pensando no acesso aos benefícios e garantias de direitos, assim como na autonomia para que eles possam, dentro das possibilidades, desempenhar o máximo das suas funções sociais, sem que alguém precise fazer isso por elas”, ressalta o psicólogo Luiz.

Ele diz que mais importante do que apenas criar leis de inclusão é pensar em como elas vão ser colocadas em prática. “Existem políticas de emprego que destinam algumas vagas específicas para as pessoas com deficiência, mas a empresa, muitas vezes, não consegue dar condições para que ela adentre nesse trabalho. Então muito mais do que pensar somente a lei que estamos construindo, mas também pensar nas condições que devemos garantir para que as pessoas tenham uma vida diferente e que elas possam viver plenamente em sociedade igual as pessoas que não têm deficiência”, frisa Luiz.

As pessoas que tiverem interesse em levar as suas demandas no que se refere aos direitos das pessoas com deficiência podem participar das reuniões virtuais através da página no Facebook da Casa dos Conselhos Municipais de Irati através deste link.