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Irati enfrenta líder do Campeonato Paranaense de Voleibol Feminino

Irati Vôlei joga contra a equipe do Maringá no domingo (19), às 16 h, no Ginásio Batatão. Partida terá presença de torcedores. Ingressão estão sendo vendidos a R$ 10/Karin Franco, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Sava

Equipe de Irati venceu dois jogos e sofreu uma derrota no Campeonato Paranaense de Voleibol Feminino. Fotos: Thaise Oliveira/FPV

No próximo domingo (19), a equipe do Irati Vôlei enfrentará Maringá, que está na liderança do Campeonato Paranaense de Voleibol Feminino. O jogo será no ginásio Agostinho Zarpellon Junior (Batatão), em Irati, às 16 h.

Um decreto municipal permite a presença de público. Pouco mais de 400 torcedores podem estar presentes, o que corresponde a 50% da capacidade total de público do ginásio. Os interessados podem adquirir o ingresso que custa R$ 10 na secretaria de Esportes de Irati.

A partida será um dos principais desafios da equipe iratiense na competição. O Maringá é favorito para conquistar o título do campeonato estadual por causa do investimento no time e a qualidade das jogadoras. A equipe do Norte do estado lidera a disputa com 18 pontos (tem seis vitórias em seis jogos disputados), enquanto que Irati soma sete pontos, ocupando a quarta colocação.


O treinador do Irati Vôlei, Fábio Sampaio, reconhece o desafio, mas acredita que as jogadoras têm capacidade para encarar o time Maringá. “Quando eu falo em vencer, sabemos das dificuldades. Isso não é prepotência, não é vaidade, não é nada. É estar se preparando para o que é difícil, a gente sabe. Elas são francas favoritas ao título, não é só o jogo. Mas temos nos preparado de tal maneira que eu vou tirando das meninas sempre o que elas têm para dar ali. Se eu não tivesse a certeza que nós podemos surpreender a equipe de Maringá, eu teria notado que a equipe não evoluiu, não amadureceu”, conta Fábio.

A qualidade das jogadoras do Maringá é um dos principais desafios que a equipe iratiense deverá enfrentar. O adversário possui 28 atletas, número maior que a equipe do Irati Vôlei, que tem poucas opções de troca. Além disso, Maringá também participará da Superliga, principal competição do Voleibol Nacional. “É muito difícil de jogar com uma equipe com essa qualidade e esse tanto de atleta porque isso torna mais difícil o estudo sobre a individualidade de cada atleta e a forma coletiva que vão jogar. Eles têm três levantadoras com perfis diferentes e é difícil saber qual levantadora está vindo para cá. Indiferente de quem seja, as dificuldades serão as maiores”, destaca o treinador.

Outro diferencial é o preparo. Atualmente, Maringá possui mais estrutura e consegue fazer quatro atividades em um dia, com treinos técnicos, táticos, academia e coletivo. Já a equipe de Irati consegue fazer os treinos ao longo da semana. “Se formos pegar as outras equipes, elas estão na nossa frente porque treinam a mais tempo e treinam mais vezes na semana. A nossa carga de treino é muito menor que das outras equipes em relação à nossa realidade. As meninas que são de Irati, a grande maioria, elas trabalham, dividem o esporte com suas obrigações diárias, suas responsabilidades. Então, nem sempre a gente consegue treinar como Maringá”, explica Fábio.

Contudo, toda essa dificuldade não deve ser impeditiva. “Acredito que, mediante às nossas dificuldades, as realidades que estão distintas, estamos de igual para igual com chances reais de vencer Maringá no final de semana”, disse.

Para isso, os treinos têm sido mais intensos. “Bastante intensa a nossa preparação haja a vista a dificuldade que a gente vai enfrentar frente à forte equipe do Maringá. Temos trabalhado em todas as esferas com as meninas, sugando bastante elas em todos os pontos. Psicológico, ponto físico, ponto técnico. Temos cobrado bastante delas a atenção, a entrega delas, a determinação delas em relação à busca sobre o resultado positivo”, revela.

Fábio conta que a equipe já possui uma característica de ser ofensiva e deve manter desta forma. “A nossa equipe tem uma característica até por conduta do seu treinador que vem do masculino, a nossa equipe é mais ofensiva, arrisca um pouco mais, consequentemente erra um pouco mais. A gente vai para cima. Indiferente o adversário, a gente impõe mais o ritmo”, disse.

Para o treinador, essa característica pode ajudar neste fim de semana. “Entendemos que se não for dessa maneira contra uma equipe de alto nível que vamos enfrentar agora no domingo, nossas chances são menores”, afirma.

Essa característica tem ajudado a equipe que até o momento conseguiu duas vitórias e sofreu uma derrota no Campeonato Paranaense de Voleibol.

A única derrota foi logo na estreia do campeonato, em uma partida contra a equipe de Marechal Cândido Rondon, por três sets a dois. “Acredito que na estreia poderíamos ter ido um pouco melhor. Embora, apresentamos um bom voleibol, um bom volume de jogo, um bom padrão de jogo. Poderíamos ter pontuado a mais e quem sabe até uma vitória mais cheia de 3 a 0. Tivemos por duas vezes a chance de fechar e acontece, pois, no voleibol falta um pouco de maturidade para nós”, analisou o treinador.

Mas depois do resultado negativo, a equipe conseguiu duas vitórias. Uma delas foi contra Paranaguá, por três sets a um. Para Fábio, o resultado poderia ter sido até melhor. “Fomos jogar em Paranaguá, o nosso nível de concentração foi muito abaixo do que se espera para a competição. Oscilamos muito. Fizemos algumas trocas. A equipe continuou com o nível de concentração muito baixo, embora tenhamos saído lá com o placar de 3 a 1”, conta.

A maturidade da equipe apareceu na última partida, onde Irati ganhou de São José dos Pinhais, também por três sets a um. “São José dos Pinhais até o ano passado jogou a Superliga, então era um time com bastante bagagem. Acho que eles não esperavam uma equipe de Irati preparada para vencê-las. Fizeram, na minha opinião, um jogo pouco abaixo e mais uma vez conseguimos sair vitorioso em relação à equipe de São José dos Pinhais”, explica.

O treinador explica que os treinos são parecidos contra todos os adversários. “O trabalho é o mesmo. Nós fizemos uma periodização. Hoje a nossa comissão técnica infelizmente é muito enxuta, mas traçamos uma periodização com as atletas a ponto de deixá-las no seu maior nível, no seu ápice da sua performance para a Superliga C, que o nosso maior objetivo é conquistar uma vaga para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro”, disse.

Para o jogo contra Maringá, a equipe tem focado em realizar um treino baseado nas características do adversário. “O que se muda em relação aos treinos é a característica do adversário. Treinamos 100% em cima de Maringá”, conta.

A partida deste domingo terá presença de torcedores. Segundo decreto municipal, o ginásio Batatão poderá receber até 50% da sua capacidade, cerca de 400 torcedores. Os ingressos antecipados estão sendo vendidos a R$ 10. “Acho que se o torcedor comprar a ideia, comprar a causa, nos apoiar verdadeiramente, tenho certeza que podemos colher frutos logo ali”, conta o treinador.

Apoio: Fábio também comentou sobre a possibilidade de apoio e patrocínio à equipe. “Qualquer ajuda é sempre bem-vinda. Qualquer ajuda. Não precisa ser o dinheiro em si. Mas tem alguma contrapartida, tenha algum médico que queria ajudar, tenha um dentista que queria ajudar, uma autoescola que queira ajudara dar carteira de motorista. Coisas assim a gente acaba somando e lá no final essa ajuda de cada vai fazer toda a diferença para um projeto criar raiz e perpetuar dentro de Irati”, disse.

Empresas interessadas em apoiar podem entrar em contato com a Secretaria de Esportes de Irati ou nas redes sociais do Irati Vôlei.