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Agroindústria de guabiroba será instalada em Irati

Projeto está sendo realizado pela Secretaria Municipal de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar e pela Embrapa no Pinho de Baixo/Paulo Henrique Sava, com informações da SECOM/Prefeitura de Irati

Foto: Divulgação SECOM/Prefeitura de Irati

O município de Irati está implantando um novo projeto de agroindústria para produção de polpa de guabiroba na localidade do Pinho de Baixo. O trabalho está sendo realizado em parceria entre a Secretaria de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária [Embrapa], através da Embrapa Florestas, que fornecerá mudas para os agricultores que queiram cultivar a fruta em suas propriedades.

Produtores de todo o município poderão se inscrever no projeto através do telefone (42) 3132-6173, na Secretaria de Agricultura. Conforme o secretário Raimundo Gnatcowski, o projeto será todo financiado pela empresa Cargill. Entretanto, o secretário não soube informar o valor que será investido no projeto. “Esta empresa estará com todo este aporte, não sei informar o total que será investido por ela, mas sei que a Cargill fará o financiamento e o custeio deste projeto para nós e colocará esta agroindústria em funcionamento lá no Pinho”, frisou.

Além disso, a empresa Heide Extratos Vegetais, com sede em Curitiba, fará a aquisição dos extratos vegetais extraídos da casca da fruta. Raimundo destacou a importância da venda da produção da polpa e dos extratos para a produção de cosméticos, fitoterápicos e de alimentos. 

“Praticamente 80% dela praticamente é polpa, que vai para o mercado para a produção de sorvetes, sucos, entre outros alimentos, com valor nutricional muito grande. Outros 20%, que estão na casca, concentram a maior riqueza. Ela pode ser utilizada de forma medicinal e para produção de cosméticos que podem recuperar a pele do ser humano. É uma descoberta que temos na região e estamos muito contentes com isto. Com isto, começamos a ter o circuito da guabiroba aqui, podendo ter esta agroindústria tão sonhada”, pontuou.


Raimundo destacou que o projeto trará aproveitamento para a fruta, que é nativa da região. “Isto é muito importante. Como aproveitamento e diversificação da propriedade é excelente, e como apoio ao agricultor familiar, é da mesma forma”, comentou.

O secretário espera que o projeto da guabiroba possa trazer um bom retorno para os produtores. Ele sonha que, assim como aconteceu com o plantio do Açaí no nordeste brasileiro, que é comercializada no mundo todo, a fruta iratiense se torne conhecida internacionalmente por suas propriedades medicinais e alimentares.

“Por que não sonhar? É uma fruta que será nutricional, cosmética e medicinal não somente aqui, mas no mundo todo. Isto representa muito para nós, é um sonho que começamos agora, mas espero que isto seja de muito futuro. Por enquanto é um produto extrativista, se tira somente da natureza sem cultivar, mas poderemos, em um período muito curto, ter estas mudas para que as pessoas possam cultivá-las e a produção aumentará ainda mais. Ela já é uma fruta que produz bastante quilos por pé, mas poderá aumentar ainda mais nos próximos anos com a assistência técnica”, afirmou.

Agroindústria da uva - Além da Guabiroba, outras frutas como o pêssego, a ameixa, o kiwi, o morango e a uva ajudam os agricultores a complementar a renda familiar. Uma comitiva da Secretaria de Agricultura esteve visitando a estação experimental do Instituto Água e Terra (IAT), na Lapa, no último dia 14, para pesquisar formas de produzir a uva em escala maior no município.

“Temos um projeto pré-aprovado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) para que possamos auxiliar o nosso produtor na questão da produção da uva. A produção será destinada para a indústria que temos no Pinho, da família Cosmo, que faz vinhos e sucos e está tendo déficit na questão da fruta. Está-se buscando fruta em outras regiões, como o Rio Grande do Sul, seno que nós, agora organizados com assistência técnica e aporte financeiro que vamos dar ao projeto, poderemos ter a uva aqui em Irati voltada para o suco e o vinho. Esta cadeia produtiva vai se fechando para que possamos ter esta agroindústria tão sonhada aqui no município”, finalizou.