Publicidade Topo

notícias

Prefeitura de Irati lança complexo GARI

Nova unidade abrigará uma unidade de transbordo do lixo orgânico, ecopontos para recolhimento de pedaços de móveis e eletroeletrônicos e um barracão para as cooperativas de reciclagem/Paulo Henrique Sava
Área onde está sendo construída a estrutura do complexo GARI, no Condomínio Industrial da Vila São João, em Irati. Foto: Paulo Henrique Sava

Recentemente, a Prefeitura de Irati lançou no Condomínio Industrial da Vila São João o complexo denominado de Gestão Ambiental de Resíduos de Irati, o GARI, que irá abrigar uma unidade de transbordo do lixo orgânico para aterros credenciados pelos institutos ambientais em outros municípios, ecopontos e um barracão para as cooperativas de reciclagem.

No local que receberá as cooperativas de reciclagem, serão investidos R$ 500 mil, oriundos de emenda do deputado estadual Artagão Júnior. O prefeito Jorge Derbli (PSDB) falou sobre a mudança das cooperativas para a nova unidade. “Nós conseguimos um recurso para fazer um barracão de reciclagem, a esteira e os equipamentos. O barracão já está coberto, vai ser feito o fechamento dele e da estrutura para onde queremos levar o pessoal da reciclagem, que está hoje na Vila Nova, nos barracões alugados pela Prefeitura. Queremos criar uma estrutura de reciclagem que ofereça condições melhores para estas pessoas que fazem um trabalho digno na nossa cidade, que é a separação do lixo, e disto tiram o sustento para si e suas famílias. Lá, teremos refeitório, banheiros, vestiários, oferecendo condições melhores para estas pessoas, com uniformes, luvas, botas e aventais, para que eles tenham dignidade e uma renda maior”, frisou.

Outros três barracões já foram licitados, a um custo aproximado de R$ 500 mil, para abrigar os Ecopontos e os materiais recicláveis para o trabalho das categorias. Derbli explicou quais materiais poderão ser depositados nos ecopontos. “Serão locais para onde as pessoas poderão levar o lixo que não é coletado pelos caminhões, como sofá velho, móveis, pilhas, baterias, lâmpadas, produtos de informática, computadores e televisões, entre outros. Nós teremos três ou quatro ecopontos, cada um com sua finalidade. Hoje, para você pegar um lixo e levar lá no Pinho de Cima, a 17 ou 18 km do centro da cidade, é difícil. O que acontece é que, infelizmente, em determinados locais, estão jogados sofás, televisões, monitores de computador, entre outras coisas. Infelizmente, o pessoal joga, tem algumas pessoas que ainda não se conscientizaram. Então, teremos na Vila São João estes ecopontos, a reciclagem e o transbordo”, pontuou.

Transbordo do lixo orgânico - Sobre o transbordo do lixo orgânico, Derbli ressaltou que será feita uma licitação para definir qual empresa fará o serviço. No barracão que irá abrigar a unidade de transbordo, está sendo investida a quantia aproximada de R$ 350 mil, com recursos livres do município. A prefeitura irá adquirir também uma balança, uma vez que o município irá pagar por tonelada de lixo a ser transportado. “Todo o lixo vai ser pesado, o caminhão pega o lixo, passa, pesa e deposita na caçamba grande de uma carreta que vai levar este lixo para fora. Vai ser tudo por peso para termos um controle até sobre a forma de pagamento, que vai ser por tonelada”, ressaltou.


Infraestrutura - As ruas de acesso ao complexo GARI serão pavimentadas com recursos de mais de R$ 2 milhões oriundos do Governo do Estado. No total, entre a obra do projeto, abertura de ruas, infraestrutura e pavimentação, serão investidos entre R$ 4 milhões a R$ 5 milhões. “Acredito que vai ser investido este valor, entre toda a pavimentação, infraestrutura, transbordo, reciclagem e barracões, mas com certeza trará um benefício que vocês não têm ideia para a parte ambiental de Irati”, afirmou Derbli.

O projeto deve gerar cerca de 100 empregos diretos para os iratienses. Até o final do ano, o complexo deve entrar em funcionamento. “Se não faltar recursos, tudo vai estar funcionando, e está caminhando para dar certo. A licitação de um barracão, por exemplo, faz 90 dias que uma empresa entra com recurso e outra responde com contra recurso, e isto vai amarrando. À medida que for liberada a parte administrativa, nós vamos executando a obra e colocaremos (o complexo) em funcionamento”, destacou o prefeito.

A secretária de Ecologia e Meio Ambiente, Magda Lozinski, ressaltou que este projeto ajuda a resolver o problema da gestão de resíduos sólidos em Irati. “Com o nome de complexo GARI, queremos, na disponibilidade dos espaços, destinar todo tipo de resíduo possível. Chamamos de complexo porque desde resíduos de construção civil até os recicláveis serão destinados para esta área, onde serão segregados para a destinação correta de cada tipo de material”, ressaltou.

Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e desativação do aterro sanitário - Magda também falou sobre o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que vai informar a população sobre a destinação de todos os tipos de resíduos, desde lâmpadas, pilhas, embalagens de tinta, entre outros. “Conseguiremos, através deste plano, levar à população informações sobre a destinação de todos os tipos de resíduos”, frisou.

Com a criação do complexo GARI, o aterro sanitário do município, localizado no Pinho de Cima, será desativado, em cumprimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre o município, o Instituto Água e Terra (IAT) e o Ministério Público (MP). Junto a isto, será feito um Plano de Recuperação e Remediação da área. “Vai ser paralisado o descarte e o envio de resíduos para esta área e imediatamente será iniciado o nosso plano de recuperação e remediação da área, que vem sendo utilizada há mais de 20 anos para a destinação dos nossos resíduos no município de Irati”, frisou Magda.

O Termo de Referência licitado inclui a análise, através de perfurações, da possibilidade de investigação de contaminação de lençol freático de água, a recuperação vegetativa da área e a introdução de solo fértil para recuperação da área. Depois das análises, o município vai definir um novo uso para o local. “Caso esta área tenha algum tipo de contaminação, precisaremos remediar esta problemática, chegando a um nível adequado de contaminação para depois pensar no uso dela. É muito cedo e seria irresponsável da minha parte eu designar um futuro uso desta área sem ter nenhum tipo de análise. De certa maneira, nunca chegaremos à origem natural da área, mas queremos chegar o mais próximo daquilo que ela já foi um dia”, comentou.

O Plano de Recuperação e Remediação da Área está sendo realizado pela empresa L3 Engenharia, que venceu a licitação e está fazendo os trabalhos a um custo de R$ 27,9 mil.

Fotos: Paulo Henrique Sava

Unidade de transbordo do lixo orgânico

Barracão que receberá as cooperativas de reciclagem de Irati