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Floresta Nacional de Irati é incluída em programa federal de concessão florestal

Deputada federal Leandre Dal Ponte (PV) esteve em Irati para falar sobre o processo com representantes do setor/Karin Franco, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Sava

Leandre se reuniu com representantes do setor madeireiro para discutir substituição das espécies exóticas na Flona de Irati. Foto: Assessoria da Deputada Leandre

A Floresta Nacional de Irati (Flona) foi incluída no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal com finalidade de concessão florestal. O objetivo é que seja realizado um projeto de manejo no local, trazendo oportunidades para a região.

Confira o áudio da reportagem no fim do texto

A deputada federal Leandre Dal Ponte (PV), que apresentou o pedido de concessão, esteve recentemente em Irati para conversar sobre como o processo poderá ser feito. “Atualmente tem uma empresa que foi contratada para fazer os estudos, de toda a área, do que se tem na área, de qual volume que poderá ser manejado e que tipo de recursos dentro da reserva da floresta vai poder participar dessa parte do manejo, que não é só a questão da madeira, mas tem também a parte da resina, tem erva mate nativa, tem a parte da pesquisa e também a parte do turismo”, disse.

O estudo que está sendo feito será usado posteriormente em um edital que escolherá as empresas que participarão do programa em Irati. A expectativa é que o estudo seja entregue até fevereiro.

Durante as conversas com representantes do setor madeireiro, a deputada também ouviu pedidos para que empresas locais sejam incluídas neste processo. “Uma das demandas que eles trazem é justamente a preferência das empresas instaladas na região para que elas possam também se beneficiar dentro dessa exploração de tudo que for possível na floresta nacional”, conta Leandre.


De acordo com a deputada, o projeto ajudará no combate ao fogo em florestas porque possibilitará a reforma de torres de observação e controle, além da conservação da floresta que sofre com árvores secas num período de estiagem, propiciando um risco de incêndio. “Você fazer a contenção de fogo é muito diferente de fazer a contenção de um incêndio urbano. Temos uma preocupação inclusive de uma brigada qualificada para fazer a contenção desse fogo que exige técnica e equipamentos distintas”, explica.

Outra expectativa é que a retirada da madeira possa movimentar a economia da região, por meio de geração de emprego e renda. Contudo, Leandre contou que essa exploração deverá ser planejada para se tornar sustentável. “Quando falamos em explorar uma floresta achamos que é em torno de dois a três anos que se consegue fazer isso, mas aquela área é muito grande. Deve demandar trabalho para mais de dez anos, passa de uma década, o volume de madeira que tem para ser explorada, a maneira com que vai ser explorado. Também não dá para derrubar tudo. Não é isso. Precisamos fazer um manejo sustentável, fazer uma reposição de tudo isso. A gente tem a questão das estradas, que precisará conservar as estradas, o parque que precisará ser protegido, as plantas nativas que precisam ser protegidas. Terá todo um plano de trabalho que com certeza está contemplado no edital”, disse.

Recursos: A deputada ainda comentou sobre os recursos repassados para o município de Irati. Um deles é uma emenda parlamentar de R$ 250 mil, por meio do Governo Federal, que ajudou a construir a pista de skate no Parque Aquático, junto com contrapartida municipal. “É algo muito importante para cidade de Irati, principalmente para que os nossos jovens tenham uma preocupação e tenham uma expectativa como muitos tiveram nas Olimpíadas. Tenho certeza que cada vez mais esses esportes sejam incentivados”, disse Leandre.

Outro recurso foi uma emenda parlamentar de R$ 100 mil para a Comunidade Bethânia que será usado na infraestrutura da instituição. A deputada destacou que esse tipo de investimento era algo difícil em anos anteriores. “A Comunidade Bethânia tem uma especificidade e que nós tínhamos muita dificuldade de fazer transferência de recurso, em especial do Governo Federal. É a primeira vez que, dentro do orçamento da União, é permitido fazer transferência de recurso para a instituição de comunidade terapêutica”, relata.

O objetivo é que as melhorias ajudem no atendimento da instituição. “Para que a comunidade possa fazer uma estruturação no valor de R$ 100 mil para que possam dar um atendimento cada vez melhor e possa ajudar a resgatar essas pessoas que querem sair do vício, sair do álcool, sair das drogas. Nós entendemos o seguinte: quando resgatamos um cidadão de bem resgatamos uma família inteira. Quando uma pessoa se envolve com álcool, com as drogas, não é só ela que sofre, mas toda a família sofre”, explica.

Leandre também comentou sobre os investimentos realizados no Hospital Erasto Gartner, especialmente na unidade avançada em Irati. Para expandir os serviços, o Hospital Erasto Gaertner deverá fechar uma parceria com o Hospital Agnus Dei, mudando o local da unidade. “Estamos ajudando o hospital para que o hospital possa continuar investindo numa infraestrutura cada vez melhor e maior, no âmbito aqui da Amcespar. Essa fusão que deve acontecer é algo extremamente relevante e que com certeza vai contar com o nosso apoio”, disse.

Outro projeto que também tem recebido auxílio da deputada é o Complexo Cidade do Idoso, que terá residências para pessoas da terceira idade. Segundo a deputada, os projetos técnicos já foram apresentados ao Governo do Estado. “Nós tivemos a oportunidade em meados de abril de apresentar esse projeto para o governador Ratinho Junior, que prontamente quis fazer parte de toda essa obra de Irati, contemplando o município com o valor de mais de R$ 3 milhões a fundo perdido e mais uma parte de financiamento que será concedido ao município. Nós fizemos uma contrapartida também na ordem de quase R$ 1 milhão e na sequência, assim que a obra for iniciada, vamos avaliando a necessidade de mais investimento. Mas seguramente a hora que tiver pronto vamos precisar mobiliar, fazer a manutenção do espaço e com certeza vamos estar junto ao Governo Federal buscando mais recursos para que tudo isso possa servir à nossa população mais idosa”, conta.

Leandre ainda destacou os investimentos no canal hídrico. Nas obras mais recentes houve um investimento de R$ 1 milhão, a partir de emendas parlamentares e anteriormente, outros R$ 1,1 milhão, onde R$ 300 mil foi usado para fazer o projeto hídrico e outros R$ 800 mil em obras. Segundo Leandre, o investimento no projeto foi essencial para que os recursos fossem investidos em obras que possam solucionar a longo prazo os alagamentos no centro da cidade. “Ele que trouxe todo um estudo para que possamos tratar as causas dos problemas e não apernas os efeitos. Essa parte do canal hídrico é uma parte de muitas coisas que foram feitas e muitas coisas que teremos que fazer”, relata.

Outro projeto comentado pela deputada foi sobre a ligação do bairro Riozinho com a BR-277, conhecido como Contorno Leste. A deputada explicou que o Contorno Leste foi colocado dentro do Mapa Rodoviário Federal, garantindo recursos para suas melhorias. Contudo, a pandemia prejudicou a liberação de recursos para este tipo de obra e no momento, aguarda-se uma recuperação do setor econômico para que o Governo Federal possa liberar recursos. “Espero que pelo menos para o próximo orçamento a gente já consiga com a Comissão Mista de Orçamento prever recurso para o DNIT para que possa dar continuidade a todo esse trabalho que precisa ser feito antes da parte de execução”, explicou.

Voto impresso: Leandre foi uma das deputadas que votou a favor da chamada PEC do voto impresso, como ficou conhecida a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propôs que o voto fosse impresso, para conferência do eleitor, e depois colocado em uma urna.

A PEC teve 229 votos a favor e 218 contra, mas acabou não atingindo dois terços necessários em plenário para a aprovação, fazendo com que o projeto fosse arquivado.

A deputada conta que já havia votado em 2015 em um projeto que pedia o voto impresso auditável e que acredita que o voto pode ser desta forma. Apesar de ter votado favoravelmente, ela não acredita que este tipo de voto poderia ser implantado já na próxima eleição. “Se viesse para o plenário que o voto teria que ser para a eleição de 2022 e que haveria escrutínio público, provavelmente eu votaria contra. Como veio para o plenário a PEC original e que ela diz que independente da maneira que vai ser utilizada para registro dos votos, haverá uma forma de se auditar esses votos, traz aquilo que a gente também entende que é importante o aprimoramento. Agora se a gente precisar dizer que vai dar para fazer para 2022, eu acredito que não dá até porque só a emenda constitucional não traz os pormenores que isso vai acontecer. Precisaria, caso tivesse sido aprovado, trabalhar uma lei complementar que iria dizer como seria feito isso, enfim, todas as especificidades, a parte operacional para esse processo”, disse.

Para Leandro, acabou faltando uma discussão para aprimorar o processo político. “Infelizmente tivemos esse processo bastante comprometido por conta do acaloramento das discussões e infelizmente também as pessoas, de uma forma ou outra, acabaram votando muito mais de forma política na votação, do que realmente pensando num processo de aprimoramento”.

Acompanhe o áudio da reportagem