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Teixeira Soares lança programa Renda Boa que dará auxílio em troca de prestação de serviços

Programa já iniciou em Teixeira Soares e poderá ter até 140 beneficiados. Inscrições são feitas no CRAS local/Karin Franco, com reportagem de Paulo Sava e Rodrigo Zub

                                                                Foto: Divulgação

O município de Teixeira Soares iniciou o programa Renda Boa que pagará R$ 130 mensais de auxílio à moradores que estejam em situação de vulnerabilidade social. Em troca, os participantes do programa prestarão serviços para o município.

De acordo com o secretário da Família e Desenvolvimento Social, Adriano Pitter José Heinen, podem participar desse programa pessoas que estejam necessitadas, incluindo quem está sendo acompanhado pelo Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) ou pelo Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), além de estarem recebendo Bolsa-Família ou estarem no Cadastro Único (CadÚnico).“Ou seja, as famílias que já são acompanhadas pelo CRAS, pelo CREAS, e estão em dificuldades para alimentação, luz, água, enfim, alguma situação difícil que a família esteja passando nesta situação de pandemia”, explica Pitter como é conhecido.

Confira o áudio completo da reportagem no fim do texto  

O secretário explica que apenas uma pessoa por família irá prestar o serviço. “Esse é um benefício diferenciado, aonde uma pessoa por família vai prestar meio-dia de serviço ao município. Meio-dia semanal, dois dias ao mês de serviço, ele receberá essa remuneração de R$ 130”, informa.

Pitter conta que os serviços serão em situações leves. “Eles estarão prestando serviços no urbanismo, na conservação de praças, logradouros, varrendo, limpando. Nesse sentido. Todos trabalhos bem leves. Nada assim que cause grande esforço físico”, conta.
 
Os serviços poderão ser feitos uma vez na semana, nas tardes de segunda a sexta-feira. O secretário destaca que a intenção é trazer uma renda extra a quem está sem emprego. Por isso, o foco é atender as pessoas que estão sem ocupação. “Que não esteja trabalhando, que esteja neste momento numa situação difícil. Perdeu o emprego ou não tem como manter a sua família”, explica o secretário.


Para se inscrever no programa é preciso levar documentos pessoais e comprovante de residência no CRAS. No local, a pessoa irá se inscrever e os dados serão analisados pelos funcionários do CRAS. Caso necessite, eles podem pedir mais alguma documentação. “É só chegar com os documentos pessoais. O CRAS já tem toda a documentação das famílias e à medida que for precisando, vão pedir um comprovante de residência, algo nesse sentido, as pessoas tem um prazo para comparecer e trazer também”, disse.

O programa tem previsão de beneficiar até 140 pessoas. “Neste momento nós temos 25 pessoas, mas nesse primeiro mês inicial, vamos ficar com essa quantidade, para ir verificando como que está indo, como está sendo a evolução, o que precisamos alterar, se vamos alterar, vamos modificar. Ele está sendo somente aqui na sede e a partir do mês que vem, já vamos trabalhar nas localidades do interior”, relata o secretário.

Os recursos são da própria Prefeitura de Teixeira Soares. De acordo com o número máximo de vagas, o programa pode ter o investimento de até mais de R$ 218 mil por ano. O programa tem validade de um ano e pode ser renovado por meio de decreto municipal. Já quem participa do programa, pode ficar apenas seis meses. Após esse período, o beneficiário passará por uma avaliação, onde o CRAS apontará se o beneficiário poderá ficar por mais seis meses.

Os participantes do programa também devem realizar cursos profissionalizantes. “Todas essas pessoas que participam desse programa terão palestras com o pessoal do CRAS, desde como gastar seu dinheiro, palestras a respeito dos círculos de vizinhança, do respeito, da educação, enfim, uma série de palestras nesse sentido. Além de cursos profissionalizantes que já estamos verificando, nós já tivemos em outros anos de limpeza doméstica, que produtos vou utilizar na limpeza, já tivemos de confeitaria, de alimentos, enfim, uma série de cursos. E agora com esse programa queremos incentivar essas pessoas que estão nesse programa que saiam do programa, que eles procurem outras atividades, outros empregos, e estejam aptas a esses empregos novos”, afirmou.

O pagamento do auxílio será feito todo dia 10 de cada mês. Os beneficiários farão um cartão no banco Sicredi que poderão utilizar em compras no comércio. “Foi feito um convênio com o banco Sicredi. A pessoa vai no CRAS, preenche a ficha, o CRAS já dá uma ficha, a pessoa vem aqui no banco Sicredi e já faz a conta-poupança, não tem custo nenhum. E o município faz a transferência para a conta dessa pessoa”, explica.

Diferentemente do programa de Irati, que proíbe o uso do valor em compras de bebidas alcoólicas, o programa de auxílio de Teixeira Soares permite a utilização em diversos estabelecimentos e funções. Segundo o secretário, as pessoas são livres para gastar o valor, mas a intenção é que elas usem o benefício em contas como de luz, água e alimentação. “O intuito seria que cada um fosse livre para gastar naquilo que precisasse. Mas a gente sabe que tem pessoas e pessoas. Todas já foram instruídas, todas antes de começarem nesse programa receberam palestras de como funciona o programa e com o que eles podem gastar. Todos estão cientes que se acontecer de cair na malha fina, fazer uma fiscalização dos gastos, ela poderá ser eliminada do programa. Consequentemente foi eliminada do programa, ela vai ficar um ano sem poder participar do programa novamente”, disse.

Pitter conta que a fiscalização deve ser feita junto com os comerciantes. “A gente também está fazendo um grupo via WhatsApp com os comerciantes do município, aonde todos eles participarão e chegará no momento, se eu chegar lá com o meu cartão e querer comprar cachaça em determinado local. Eles já entram e comunicam. Será feito uma averiguação, vai na casa e faz a retirada”, salienta.

De acordo com o secretário, o programa tem o objetivo de ajudar quem não tem renda. “Esse programa ele faz com que a pessoa se sinta útil. ‘Eu estou trabalhando, mas eu não estou recebendo de graça esse recurso do município’. ‘Eu estou prestando o meu trabalho e em troca eu estou sendo remunerado’. É uma maneira de fazer com que as pessoas se sintam melhores, estão servindo ao município”, ressalta.