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Iratienses opinam sobre adoção de “kit covid” pelo município

Pessoas que foram até a Unidade Sentinela conversaram com nossa reportagem sobre a adoção de medicamentos como a azitromicina e a hidroxicloroquina como tratamento para combater a Covid-19/Paulo Henrique Sava


A reportagem da Najuá esteve na manhã de hoje, 27, na Unidade Sentinela do Estádio Municipal Abrahm Nagib Nejm, em Irati, e conversou com algumas pessoas sobre a adoção do kit de medicamentos contra a Covid-19, utilizado desde agosto de 2020 pelo município mesmo sem comprovação científica da eficácia destas substâncias contra a doença. Joel Pedroso, funcionário de um supermercado da cidade, teve a doença e afirmou que os medicamentos auxiliaram na recuperação da sua saúde.

“Apesar de os remédios serem fortes e de enfraquecer o organismo, tomei os remédios e estou bem mais firme para voltar ao batente do dia a dia. Tomei Ivermectina, um pouco de Cloroquina por cinco dias e fez um efeito muito bom para mim. Graças a Deus meus sintomas foram leves, mas agora dou graças por ter tomado na medida certa. Eu não cheguei a ter tosse, mas sim mal-estar e dores lombares”, frisou.

Élisson Bini de Souza foi à Unidade Sentinela para retirar alguns medicamentos como Azitromicina, Loratadina e Ambroxol para sua sobrinha, que testou positivo para a Covid-19. Ele avaliou a adoção do kit de forma positiva. “Eu achei bom, porque já entra com tratamento precoce e o paciente vai se recuperando”, comentou.

Humberto Marcondes, morador de Engenheiro Gutierrez, disse que sua mãe teve sintomas de gripe e fez o teste rápido em uma farmácia, que apontou resultado negativo para Covid-19. Entretanto, ele afirmou que, mesmo assim, o médico da Unidade Sentinela recomendou que ela tomasse os medicamentos do kit por pelo menos cinco dias. “Eu acredito que houve uma reação da vacina, pois ela tomou a 1ª dose e depois teve coriza e irritação na garganta. Fizemos o teste rápido de farmácia, que graças a Deus deu negativo. Mesmo assim, o médico achou por bem receitar os medicamentos por cinco dias para ela se cuidar”, afirmou.


Prescrição dos medicamentos - A secretária de Saúde, Jussara Aparecida Kublinski Hassen, ressaltou que o protocolo foi elaborado em conjunto com médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde. Ela explicou como é feita a prescrição dos medicamentos. “Na Unidade Sentinela, os pacientes passam por uma triagem da enfermagem e após por consulta médica. É o médico que define, após o exame físico, quais os medicamentos do protocolo serão utilizados, levando-se em conta a quantidade de dias desde o início dos sintomas e o histórico clínico do paciente”, frisou.

Os medicamentos do kit já são adquiridos pela Secretaria Municipal de Saúde através de processo licitatório, como antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, anticoagulantes e antirretroviral, conforme explicou Jussara. “Então, nos já temos (os medicamentos) licitados. O Ministério da Saúde, em um dado momento, mandou a Hidroxicloroquina porque na época não tínhamos onde comprar, mas agora estamos adquirindo também. O que não fazia parte do nosso elenco era só a Vitamina D, porém já a adquirimos através de processo licitatório”, frisou .

A secretária solicitou que a população procure a Unidade Sentinela já no início dos sintomas. “Não fique em casa dizendo que é apenas uma gripe. Então, já no início dos sintomas, procure a Unidade Sentinela”, pediu Jussara.

Atendimentos - A Unidade Sentinela atende, em média, 150 pessoas por dia. Segundo as enfermeiras que atuam no local, são realizadas cerca de 60 coletas para o exame RT-PCR diariamente. No entanto, só recebem o kit completo de medicamentos os pacientes que apresentarem resultado positivo para Covid-19. No momento em que nossa reportagem esteve no local, não havia disponibilidade de hidroxicloroquina no estoque. O medicamento deveria ser entregue no período da tarde, mas a secretária de saúde ainda não confirmou se a entrega já foi realizada.