Publicidade Topo

notícias

Irati formaliza doação de terreno para construção da Delegacia Cidadã

Delegacia Cidadã deverá abrigar os serviços da Polícia Civil de Irati. Terreno doado está localizado na Avenida João Stoklos, entre o Fórum Eleitoral e a Casa de Passagem Indígena/Karin Franco, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Sava

Imagem mostra como ficará a Delegacia Cidadã depois de pronta. Unidade receberá serviços administrativos da Polícia Civil. Divulgação

A Prefeitura de Irati formalizou a doação ao Governo do Estado do terreno para construção da Delegacia Cidadã no fim de abril. A assinatura do documento foi feita pelo prefeito Jorge Derbli, na quinta-feira (29), na presença da vice-prefeita Ieda Waydzik, do delegado da Polícia Civil de Irati, Paulo César Eugênio Ribeiro, e da presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Irati (Conseg), Patrícia da Luz.

O terreno de 7.700 metros quadrados está localizado na Avenida Perimetral João Stoklos, entre a Casa de Passagem Indígena e o Fórum Eleitoral. O local foi escolhido por se enquadrar nos critérios exigidos pelo Governo do Estado para abrigar o projeto-piloto. Outros dois terrenos haviam sido sugeridos anteriormente, mas eles não seguiam os critérios para a realização do projeto.

Com a doação, novas etapas devem ser realizadas. “Agora que o prefeito doou o terreno, o próximo passo é a gente fazer uma sondagem no terreno e na sequência, licitar o projeto. Essa sondagem tem que ser meio que próxima ao dia da licitação ou próximo à publicação do projeto porque, por uma questão tempo, pode variar muito o solo”, conta a presidente do Conseg, Patrícia da Luz.


Ela destacou que a sondagem do terreno pode demorar, por isso há uma estratégia do Conseg em ajudar a dar mais rapidez ao processo. “A gente vai ver através do Conselho de Segurança da Amcespar e até da iniciativa privada, a gente vai fazer um orçamento para que possamos estar antecipando essa sondagem, se possível, e na sequência, o Governo do Estado vai licitar o projeto. Esse projeto, que é na faixa de R$ 50 mil, já está previsto no orçamento”, explica Patrícia.

A construção do prédio da Delegacia Cidadã deverá ser custeada com recursos estaduais e emendas parlamentares. “Para construir essa delegacia vai demandar de aporte do Governo Estadual e provavelmente de alguma emenda parlamentar. Mas posterior à sondagem do terreno e a licitação do projeto”, disse a presidente.

O delegado Paulo César Eugênio Ribeiro ressalta que a criação da Delegacia Cidadã ajudará a melhorar os serviços da Polícia Civil à população, mas a implantação não deve criar automaticamente uma Delegacia da Mulher. “A Delegacia Cidadã nada mais é que uma melhor estrutura para atendimento ao público e atendimento dos demais órgãos de segurança pública que vão ter um lugar melhor para desempenhar as atividades. A vinda da Delegacia Cidadã não necessariamente reflete na vinda da Delegacia da Mulher. Para existir uma Delegacia da Mulher há a necessidade de um novo efetivo para poder contemplar”, disse.

Contudo, Paulo destaca que a vinda da Delegacia Cidadã poderá demonstrar que a região pode abrigar outras especialidades, como a Delegacia da Mulher. “Isso é um chamariz que a gente estaria apto a receber essas outras unidades especializadas. Mas não significa que um é consequência do outro”, conta o delegado.

A presidente do Conseg destacou que a entidade vem trabalhando na conquista do terreno da Delegacia Cidadã há dois anos, ajudando o município a encontrar o melhor espaço para abrigar o projeto. Agora, o Conseg também ajudará com as taxas de registro do terreno em cartórios. O valor será de pouco mais de R$ 1 mil. “O Conselho de Segurança vai estar arcando, pagando o registro, para que a tramitação continue de forma célere”, relata Patrícia.

O valor é proveniente da conta do Conseg, que é abastecida por meio de doações de outras entidades de segurança. Instituições públicas, como a Polícia Ambiental, realizam apreensões de madeiras que são doadas ao Conseg e posteriormente leiloadas. Os valores ajudam a manter diversas instituições de segurança como Polícia Civil, Polícia Militar, Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros.

Patrícia também destacou o papel do deputado estadual Ricardo Arruda no intermédio para que o município fosse um dos contemplados com a Delegacia Cidadã. Em 2018, o município não estava na lista dos que seriam contemplados. “Recorri ao deputado estadual Ricardo Arruda pedindo para que ele pudesse nos ajudar para que a gente não perdesse essa delegacia. Ele fez o requerimento, iniciou o protocolo junto à SESP [Secretaria de Estado da Segurança Pública] para que essa Delegacia viesse. Foi deferido e de lá para cá, a assessoria do gabinete juntamente comigo, a gente deu andamento à toda questão burocrática de formalização necessária para a gente chegar no ponto que estamos hoje”, conta Patrícia, que também é assessora do deputado.

Prefeito Jorge Derbli concretizou doação de terreno para construção da Delegacia Cidadã no dia 29 de abril. Ele aparece ao lado da vice-prefeita Ieda, do Delegado Paulo César Eugênio Ribeiro e da presidente do CONSEG, Patrícia da Luz. Foto: SECOM

IML em Irati: Na última semana, o presidente da Câmara de Irati, Hélio de Mello, reclamou que os moradores do município passaram a ser atendidos pelo Instituto Médico-Legal (IML) de União da Vitória.

A mudança foi anunciada à Polícia Civil ainda em abril. “Recebemos o comunicado dessa mudança depois que ela já havia sido concretizada. Não houve uma consulta, como falei, até porque não sei se seria esse o caminho para poder fazer essa mudança, tendo em vista a autonomia administrativa da Polícia Científica, mas a gente foi comunicado da mudança do IML e do Instituto de Criminalística para União da Vitória”, relata o delegado.

O delegado também destacou que a mudança deve dificultar investigações na região. “Essa mudança que aconteceu tanto do IML como do Instituto Criminalística para União da Vitória, dificulta um pouco o nosso trabalho no que toca à realização de perícias, na própria habilidade de conclusões de investigações que estão em andamento. A gente sabe que a distância daqui para União da Vitória é muito maior que Ponta Grossa e isso reflete sensivelmente nos trabalhos nossos, porque a gente que depende da Polícia Cientifica para algumas perícias, para algumas investigações fundamentais da Polícia Civil”, disse.

Paulo também explicou que para criação do IML em Irati, não é necessário a criação de uma Subdivisão na região. Porém, ele destaca que a vinda de um IML ajuda nesta conquista. “Com a vinda do IML para cá, com absoluta certeza, o nosso trabalho e da região vai aumentar, daí que se fala na viabilidade para agilizar o atendimento da vinda da Subdivisão que é o que ocorre na maior parte dos municípios que tem o IML, que também tem a Subdivisão”, conta o delegado.

A vinda de um IML para Irati é um pedido antigo da região. A presidente do Conseg destaca que o conselho tem trabalhado para atender essa demanda. Ela conta que o deputado estadual Ricardo Arruda tem ajudado neste intermédio.

Em contato com o gabinete do deputado, ela soube que Irati e Telêmaco Borba são municípios na lista para implementar o IML. A representante do Conseg chegou a participar de uma reunião que mostrou o projeto de IML na região. “A gente tem essa possibilidade, porém tem o terreno, a gente precisa de aporte do Estado, precisa de pessoal, de material. É toda uma logística. O que a gente fez na sequência? Na sequência fomos ver os modelos próximos que já tem implantado de que forma que fizeram para ter uma celeridade maior. Porque o Estado depende todo de uma característica de estar no orçamento e tudo mais”, contou.

Segundo Patrícia, o deputado está neste momento verificando com a Unicentro a doação de um terreno da universidade para a instalação do IML em Irati. A presidente do Conseg afirma que isso ajudará a diminuir a burocracia para a confirmação da instalação do instituto.

Outro passo que também ajudará é possuir o Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Conforme a presidente, o serviço não é uma obrigatoriedade para ter o IML, mas pode trazer celeridade ao processo. “A gente precisa desse Serviço de Verificação de Óbito que é um serviço complementar, porque os municípios que aderirem a esse programa, que é do Ministério da Saúde, que é um programa federal, ele vai ter um aporte do Governo Federal bem significativo. Com esse dinheiro, a gente consegue administrar a obra, a gente consegue captar recurso para construir e levantar o pavimento”, disse.

De acordo com Patrícia, o material e o efetivo para o IML são de responsabilidade do Governo Estadual. Ela destaca que é preciso trabalhar para que o processo burocrático de instalação seja facilitado. “A parte funcional e a parte material é totalmente por conta do Governo do Estado, que isso já está previsto no orçamento e está tudo certo. O que é preciso agora entender é que não basta ter funcionário e material, a gente precisa tratar da burocratização e de desburocratizar a questão da implantação. E principalmente a instalação e adequação desse Serviço de Verificação de Óbito nos municípios da Amcespar, que são os nove municípios”, conta.

A presidente do CONSEG solicitou apoio das autoridades locais. “No Paraná, poucos municípios tem o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que isso adianta muito o trabalho do IML e também das famílias. Por quê, o que acontece? As pessoas têm que entender, as autoridades políticas, principalmente os vereadores, que tirar a bunda da cadeira e você tem que ir no Estado ver como funciona o serviço e o que precisa para implantar. Não reclamar”, disse.

O próximo passo do Conseg é apresentar aos representantes da região um projeto-piloto e uma cartilha guia sobre o SVO para os municípios conhecerem como é o projeto e como podem aderir. A apresentação deve ser feita após aprovação por instituições estaduais, que ainda finalizam o projeto.