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Incubadora de Irati auxilia empreendedores a investirem no próprio negócio

Projetos graduados no fim de março já foram colocados em prática no mercado. INETI incentiva a geração de empregos e o desenvolvimento de negócios na região/Lenon Diego Gauron, com reportagem de Juarez Oliveira

Professor Diogo Fernandes e autores dos projetos graduados participaram do programa "Espaço Cidadão" da Super Najuá. Foto: Divulgação

Com a chegada da pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas viram a necessidade de empreender e abrir o próprio negócio para não ficar sem renda ou até mesmo conseguir um dinheiro extra. Além de uma ideia de negócio, o empreendedor precisa saber por onde começar e o que fazer para o seu negócio dar certo. Nessa fase, é recomendável buscar o auxílio de uma incubadora de empresas, as quais têm a finalidade de oferecer ao empreendedor o que ele precisa para construir um negócio sólido. Na região, esse serviço é oferecido pela Incubadora de Negócios de Irati (INETI), que tem como objetivo contribuir para o crescimento das empresas ao oferecer suporte para o desenvolvimento.

Em entrevista à Najuá, o diretor da INETI e professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), Diogo Luders Fernandes, comentou sobre a graduação dos projetos desenvolvidos, que ocorreu no dia 25 de março. “A graduação nada mais é do que uma formatura. É o momento de finalizar o ciclo desses projetos. O ciclo, é desde quando eles entram na incubadora e desenvolvem ciclo de atividades. A graduação é uma celebração simples, onde chamamos os parceiros e a sociedade que nos ajuda, e mostra para eles os projetos que estão finalizando e indo para o mercado. A partir do momento em que o projeto sai da pré-incubação, às vezes ele nem tem o CNPJ ainda, mas já tem a condição de estar atuando no mercado”, comenta o professor.

De acordo com ele, todos os projetos já foram colocados em prática no mercado. “Todos os projetos que se graduaram, tanto o projeto do Rodrigo de Moura, que se graduou na incubação, quanto os quatro projetos nossos, já foram colocados em prática. Quando a gente está no período de pré-incubação, a gente faz o que chamamos de ‘produto minimamente viável’. A gente elabora um produto e fazemos testes para ver se esse produto funciona ou não. E muitos deles já estão trabalhando”, destaca o diretor da INETI.

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Diogo explica qual o objetivo e como cada projeto funciona. “O projeto do Rodrigo foi sensacional. A ideia dele foi mudar um pouco a questão do cultivo do fumo em Rio Azul, pela questão da sustentabilidade e de saúde para os produtores. Então ele quer encontrar uma alternativa para o cultivo do tabaco, utilizando o plantio de ervas medicinais. Já o projeto da Aluade Style, da Evelin Andressa Schefer, é interessante porque ele trabalha com camisetas personalizadas, mas você pode desenvolver a arte que você tem desejo, um desenho exclusivo, com valor agregado. A Diznopeito é um projeto social super bonito, da Suelen Machado, para atender mulheres em situação de vulnerabilidade e, para sustentar essa ação, ela vende camisetas com frases de impacto com foco na valorização da mulher. Já o William Rodrigues é designer, ele trabalha com identidade visual e redes sociais, e o objetivo dele é se tornar referência na cidade. E para escolher a logo da INETI, foi feito um concurso dentro da Unicentro, e quem ganhou foi o William. E depois de um ano, ele veio incubar com a gente para poder desenvolver e formalizar a sua empresa. E o último projeto que graduou com a gente foi a Oficina Ímpar, que é o projeto do Bruno Visinoni, que a ideia dele é trabalhar com bijuterias e objetos de decoração. Ele já tem acessórios de moda produzidos, e ele trabalha com a questão da sustentabilidade também, utilizando objetos recicláveis e resina epóxi, que deixa o material muito bonito”, relata Diogo.

O diretor da INETI também explica que o objetivo da incubadora é incentivar a geração de empregos e o desenvolvimento de negócios na região. “A INETI foi idealizada há três anos e conta com diversos parceiros da nossa sociedade. Ela é uma iniciativa da Unicentro com entidades públicas e privadas. Ela surge com uma grande missão, que é incentivar a criação e a promoção de ações de empreendedorismo com uma visão inovadora e criativa, de modo a estimular a criação de empregos, a formalização de atividades econômicas, auxiliar o desenvolvimento de micros, pequenas e médias empresas na nossa região, assim como promover e incentivar a qualificação de empreendedores a fim de estimular o desenvolvimento socioeconômico na região Centro-Sul do Paraná”, comentou o diretor da INETI.

Os projetos que chegam até à incubadora passam pelo processo de pré-incubação, que é a fase de desenvolvimento inicial da ideia. Depois disso, eles passam para a fase de incubação, que é o momento onde a empresa já está pronta para atuar no mercado. “A gente tem a incubação, que é o processo final, onde ele sai com a empresa totalmente formalizada e pronta para atuar no mercado, temos o processo de pré-incubação, que é o momento inicial. É feita a avaliação do negócio e vemos a sua viabilidade. Se ele tiver uma maturidade, um produto pronto, ele parte para uma próxima fase que é a incubação do projeto”, explica Diogo.

Mais informações sobre a INETI podem ser obtidas no endereço www.incubadoradenegociosirati.com.br, ou pelos telefones 3421-3163 ou 3421-3165. “A incubadora está aberta para todas as áreas de atuação, desde comércio, agroindústria, serviços e o que a pessoa tiver de ideia a gente vai ver se temos a capacidade para poder auxiliar. Estamos abertos para atender a todos os públicos”, explica Diogo.

Confira abaixo a entrevista completa