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Jovem iratiense é diagnosticada com leucemia e reacende campanha de doação de medula óssea

Maria Eduarda Costa, de 18 anos, foi diagnosticada em setembro de 2020 e está em tratamento no Hospital das Clínicas, em Curitiba

Maria Eduarda Costa, de 18 anos, precisa encontrar um doador de medula óssea 100% compatível com ela. Foto: Arquivo pessoal

Recentemente, familiares e amigos da iratiense Maria Eduarda Costa, de 18 anos, organizaram uma campanha para doação de medula óssea para a garota, que foi diagnosticada com um dos casos mais graves de leucemia em setembro do ano passado. Desde então, ela vem fazendo tratamento contra a doença no Hospital das Clínicas (HC), em Curitiba.  A mãe dela, Cristiane Aparecida Fernandes, relatou que, inicialmente, em Irati, os médicos disseram que ela poderia ter reumatismo. No entanto, novos exames realizados no HC detectaram o câncer no sangue.

“Chegamos aqui no dia 24 de setembro, quando a doutora Luiza Cruvinel fez a biópsia e constatou que a Eduarda estava com leucemia linfoide LLA B, de alto risco. Ela começou o tratamento e foi direto para a UTI, onde ficou cerca de uma semana porque a doença tinha tomado conta de todo o corpo dela, do fígado, do baço, e do rim, tanto que ela precisou fazer hemodiálise”, conta Cristiane.

Tratamento - Antes de iniciar o tratamento, Maria Eduarda começou a sentir muitas dores nas pernas e recebia bolsas de sangue a cada seis meses. Depois, ela passou a receber as transfusões a cada três meses e depois a cada 15 dias na Santa Casa de Irati. A jovem também recebeu diversas aplicações de morfina no Posto de Saúde Ildefonso Zanetti e no hospital iratiense, conforme Cristiane. “Nós íamos até a secretaria, eles (médicos) aplicavam morfina e ela voltava embora, ficava 15 dias boa e depois apresentava dores nas pernas que nem conseguia andar. Por último, ela estava na cadeira de rodas, pois não conseguia andar de jeito nenhum. No hospital, ela tomava morfina e voltava bem para casa”, frisou. 

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Em seguida, a família procurou atendimento com um hematologista em Guarapuava, de forma particular, e recebeu encaminhamento para a capital. A médica Luiza Cruvinel, que trabalha no setor de hematologia do HC e está cuidando do caso de Maria Eduarda, relatou que, logo depois da chegada dela ao hospital, o tratamento foi iniciado. “Fizemos uma medula óssea e dela tivemos o diagnóstico. No dia 1º de outubro fizemos a pré-fase com corticoide e a Duda vem respondendo muito bem desde então. Ela mudou bastante desde a primeira vez que tivemos contato com ela, que era uma menininha bem assustada e tímida. Hoje ela é uma pessoa bem mais extrovertida, que não sente mais dores e teve uma evolução muito boa dentro do que se esperava da doença dela”, conta. 

A médica avalia que, mesmo com a evolução ocorrendo de forma surpreendente, a demora para o diagnóstico da leucemia fez com que fossem perdidos alguns parâmetros para o tratamento da jovem. “Com isto, não sabíamos ao certo se a doença seria de bom ou mau prognóstico. Encaminhamos ela para o serviço de transplante de medula para que pudesse ter o melhor de todos os tratamentos e uma possibilidade maior de cura. Ela tem ainda um tempo de quimioterapia ambulatorial e depois vai ficar com nossa equipe de transplante aguardando um doador 100% compatível, que traga um prognóstico de cura para ela”, frisou.

Assistência e transporte - O hospital está oferecendo hospedagem e alimentação para a jovem e a mãe nos dias em que Maria Eduarda precisa ficar internada para fazer o tratamento. O transporte delas está sendo feito pela Secretaria de Saúde de Irati. Com isso, a família não está tendo qualquer despesa com os deslocamentos. “Graças a Deus não estamos tendo despesas, pois o HC está cobrindo tudo, desde medicamentos, eu tenho ficado com a Duda aqui, livre de alimentação e tudo. No transporte, a Denise (responsável pelo setor de transportes da Secretaria de Saúde de Irati) nos arruma um carro para nos trazer e buscar”, comentou. 

Transplante - Maria Eduarda precisa de um doador que seja 100% compatível com ela. Caso contrário, a jovem continuará fazendo quimioterapia no HC por até 5 anos, uma vez que ela vem respondendo bem ao tratamento. “Ela vai continuar com os tratamentos, com as quimioterapias, mas não vai para o transplante se não encontrar alguém 100% compatível. O irmão dela é 50% compatível, e no estado que ela estava, os médicos pensaram em fazer com ele. Como ela respondeu bem ao tratamento, só vai fazer o transplante se encontrar alguém 100% compatível com ela”, frisou. 

Doação de medula óssea - Em entrevista recente ao Meio Dia em Notícias, a médica Larissa Mazepa, responsável técnica pelo Hemepar de Irati, falou sobre os procedimentos para a doação de medula. “São apenas 5 ml de sangue periférico do braço que servirá de amostra. Este sangue é estudado, é feita uma fenotipagem para que se consiga encontrar receptores compatíveis para a pessoa doar a medula óssea. Não é da coluna espinhal, mas do osso da bacia ou através de sangue periférico”, apontou.