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Psicóloga repassa dicas de como identificar e tratar os sintomas da ansiedade

Ansiedade é uma reação natural do corpo, mas quando o sentimento começa a afetar a rotina, é preciso buscar ajuda profissional/Lenon Diego Gauron, com reportagem de Paulo Sava

Stephanie Sonsin. Foto: Facebook/Divulgação

Em entrevista à Najuá, a psicóloga Stephanie Sonsin explicou o que é o transtorno de ansiedade, como podemos identificá-lo e também como tratar o problema. De acordo com ela, as pessoas que têm ansiedade costumam sentir muita insegurança em realizar uma atividade que pode ser comum para as outras pessoas. “A ansiedade é quando nós sofremos por antecipação e ficamos preocupados sobre determinados assuntos ou sem um assunto específico, ou seja, sofremos pelo excesso de preocupação. A pessoa rói a unha, fica perguntando várias vezes sobre a mesma coisa, percebe o mundo como um lugar muito perigoso e se sente assim por causa da insegurança, como se algo ruim fosse sempre acontecer”, descreve Stephanie.

Ela comenta que muitas pessoas não imaginam que as crianças também sofrem com ansiedade e que costumam apresentar sintomas que podem ser confundidos com outros problemas de saúde. “Eu já recebi crianças com dores de cabeça, com dores na barriga e se queixando de medo. Adultos também, com sintomas no corpo, com dores, com dificuldade de dormir. Alguns se acostumam, como se não tivesse nada a ser feito para melhorar”, relata a psicóloga. 

Stephanie alerta a importância de identificar o problema precocemente. “Identificar para poder tratar, para promover uma educação e um bem-estar nos nossos filhos. Muitos adultos que eu converso contam que já davam sinais na infância e que foram ignorados. Então, para poder lidar melhor com as suas emoções, para poder falar e tomar decisões não sendo movido por medo e preocupação, é muito importante desde criança, são questões que a gente pare e analise, porque eles dão sinais”, avalia.

De acordo com a psicóloga, a rotina acelerada é uma das principais causas de ansiedade entre adultos e crianças. “Na nossa sociedade é tudo muito rápido, muito veloz, com uma cobrança excessiva e a gente tem que buscar lidar com isso”, orienta. Ela destaca ainda que cuidar da saúde mental é essencial para se ter um estilo de vida mais saudável. “Tudo isso é importante que a gente fale, porque sem saúde mental não tem nada que sobreviva, nem relacionamento, nem trabalho ou produtividade e, apesar de ser o mal do século, as famílias precisam estar atentas e as crianças precisam ser aliviadas de alguns estímulos que possam estar prejudicando”.

O maior bem, a maior riqueza do século XXI é a saúde mental

Quando a ansiedade deixa de ser normal? A ansiedade é uma reação natural do nosso corpo em relação às expectativas de coisas que ainda estão por vir, mas Stephanie explica que nas situações que o sentimento se torna corriqueiro e começa a afetar a rotina, está na hora de procurar ajuda profissional. “Se você é um adulto e está tendo um desconforto, está percebendo que a ansiedade está te tomando, não alongue isso, porque vai interferir nas tuas relações, no teu trabalho, na forma de você educar os filhos e no seu rendimento. A gente não pode minimizar. Identifique e trabalhe, procure um psicólogo, porque esse excesso de preocupação vai te trazer consequências, pois as coisas simples se tornam mais complexas e as decisões podem ser tomadas de uma forma muito ruim. Há questões para se pôr em prática, mas cada caso é um caso. Não é frescura, pois, às vezes, a pessoa ouviu isso a vida inteira. Se perceba, perceba o seu filho e tenha esse espaço para falar das suas emoções. Não é feio ficar triste, não é feio ter raiva. O problema é não saber lidar”, afirma Stephanie.

Ela ressalta que em alguns casos pode ser preciso o acompanhamento médico e o uso de medicamentos após um diagnóstico do profissional de saúde. “Vai ter aquelas pessoas que vão precisar ser acompanhadas por um médico em relação à ansiedade. É necessário também, junto com o acompanhamento médico, a intervenção psicológica. E há aqueles que não precisam de uma medicação, mas claro que cabe ao médico fazer ou não essa indicação. Na questão psicológica, é muito importante porque você vai aprender a se perceber”, destaca Stephanie.

A psicóloga também repassou dicas de como aliviar a ansiedade do dia a dia tanto em adultos como para as crianças. Ela salienta que atividades físicas ajudam a aliviar o estresse, mas que também é aconselhável buscar um profissional para ajudar no tratamento. “Como que você pode se organizar? A gente tem que se reorganizar internamente para aí sim ser produtivo. A questão da rotina é muito importante, como ser mais flexível e tornar aquilo mais prático e mais fácil. Menos é mais. Coisas como andar de bicicleta, jogar bola, fazer atividade física e se precisar, procure um psicólogo”, frisa.