notícias

PC prende ex-candidato a prefeito de Irati suspeito de estelionato

Ex-candidato a prefeito e sua convivente são suspeitos de prometer construção de casas de madeira. Segundo as investigações foram identificadas vítimas em cinco cidades da região

Ex-candidato a prefeito e sua convivente foram presos na manhã desta sexta-feira, 29. Foto: PC/Divulgação

Na manhã de hoje, 29, a Polícia Civil de Irati prendeu um ex-candidato a prefeito de Irati e sua convivente, que são suspeitos de aplicarem golpes que superaram R$ 300 mil. Segundo as investigações foram identificadas vítimas nas cidades de Irati, União da Vitória, Rio Azul, Guarapuava e Mallet, sendo que uma delas já faleceu.   

Conforme o Delegado Paulo Cesar Eugênio Ribeiro, a Polícia Civil deflagrou uma operação com objetivo de cumprir dois mandados de prisão preventiva contra o casal e um mandado de busca e apreensão na casa dos investigados no bairro Alto da Glória, em Irati. De acordo com a Polícia Civil, o casal prometia a construção de casas de madeira apresentando panfletos e propagandas de empresas aos interessados. Porém, eles não trabalhavam nesses locais. Desta forma, eles ludibriavam as vítimas que acreditavam no sonho da casa própria e vendiam seus bens para realizar pagamentos aos investigados, segundo a Polícia Civil. Ainda de acordo com as investigações, o ex-candidato a prefeito e sua mulher desapareciam sem dar explicações. Procurados pela polícia, eles deixavam de comparecer acreditando que não seriam alvo de investigações. 

Os crimes investigados são estelionato e lavagem de dinheiro. “As investigações iniciaram no final de 2019 a partir do momento que uma vítima compareceu em Delegacia e relatou que havia caído em um golpe de construção de casas de madeira e já tinha efetuado o pagamento dessa casa para o autor, mas a casa não havia sido construída. O autor quando procurado pelas vítimas, ele se negava a atende-las ou sumia e não dava resposta. A partir disso, a gente começou a investigar e concluiu que os autores na verdade eles negociavam junto essas casas e faziam se passar como de outra empresa. Se mostravam que trabalhavam para outra empresa de Curitiba e nisso eles efetivavam a venda em nome dessa outra empresa muito embora eles firmassem contrato utilizando CPF. Eles vendiam essas casas em nome de outras empresas recebiam dinheiro e não repassavam para construção dessas casas", relatou o Delegado. 

Ribeiro ainda diz que o casal escondia a origem criminosa do dinheiro recebido. “Eles faziam pequenos depósitos em contas visando esconder a origem ilícita desse ilícito e não aparecer esse numerário em eventual relatório de lavagem de dinheiro. A partir disso, as investigações prosseguiram e mediante pedidos judiciais, a gente conseguiu identificar o crime de estelionato e de lavagem de dinheiro razão pela qual eles se encontram presos e à disposição da justiça”, complementa o Delegado, que não divulgou o nome dos envolvidos. 

Segundo a Polícia Civil, a prisão preventiva dos investigados foi autorizada judicialmente em investigação que durou 11 meses com diligências, técnicas de investigação e quebras de sigilo judicial. 

Quer receber notícias locais?