notícias

Imbituva publica novo decreto com restrições

Novo decreto amplia número de pessoas em reuniões particulares e retira toque de recolher, mas proibição de esportes coletivos em parques e quadras ainda continua. Decreto tem validade até o dia 16 de janeiro

Imbituva publicou novo decreto com restrições para combater a Covid-19. Foto Paraná Turismo

A prefeitura de Imbituva publicou um novo decreto que ampliou o número máximo de pessoas em reuniões particulares e retirou o toque de recolher. Contudo, o novo decreto continua com restrições como a prática de evento ou esporte coletivo em praças e parques. O decreto tem validade de 10 dias, contado desde quarta-feira (06).

No decreto anterior, válido até o dia 2 de janeiro, era proibido a realização de confraternizações, eventos públicos ou particulares, de qualquer natureza, com mais de 10 pessoas. Não entravam nesta contagem crianças de até 14 anos. Com o novo decreto, o número máximo de integrantes foi ampliado para 15 pessoas. Outra mudança é que crianças de até 12 anos não entram nesta contagem.

Quem não obedecer estas restrições poderá ser multado. A multa para o promotor do evento é de R$ 5 mil e para cada participante, R$ 200. De acordo com o prefeito de Imbituva, Celso Kubaski, a prefeitura deverá cumprir o que está disposto em lei. “Eu espero que não precise. A gente espera que a população se conscientize e que não haja a necessidade de uma autuação”, disse. 

A exigência do toque de recolher também foi retirada. Anteriormente, o toque de recolher era das 23h até às 5h. Para o prefeito, não há necessidade deste toque de recolher. “Na minha visão pessoal, eu não acredito que haja uma alteração tão significativa. Era apenas um empecilho a mais. Eu parto do princípio que a pessoa está na atividade dela, às 22h50, pode, mas às 23h não pode mais? O vírus só vai atacar depois das 23h? Eu não vejo a necessidade”, disse.

Apesar das mudanças, ainda há situações que permanecem como a proibição de esportes coletivos e de contato em locais públicos ou privados, além da prática de eventos esportivos coletivos em áreas urbanas ou rurais. 

Também está proibida a utilização pelo público das quadras esportivas localizadas em praças e centros esportivos do município, dos quiosques e churrasqueiras localizadas no Parque Ambiental, dos parques infantis públicos e das academias ao ar livre.

O prefeito explica que a proibição é relacionada a esportes que aglomerem pessoas, mas a prática solitária de esporte está permitida. “Essa é uma orientação de que as pessoas não utilizem as áreas públicas para aglomeração de pessoas. Se você quiser fazer tua caminhada, quiser fazer exercícios, isso não é proibido. O que está proibido é a aglomeração de pessoas e não o uso individual dos parques e praças públicas”, explica. 

Outra restrição que continua é a da entrada de mais de um membro da família em estabelecimentos no comércio local. Ainda fica mantida a realização de atividade religiosa no percentual de 30% da ocupação máxima do espaço físico disponível.

O prefeito pediu para que as pessoas respeitem as regras para que mais casos não surjam. Ele também disse que não quer restringir a atividade do comércio, para não prejudicar a situação econômica. “Não quero chegar ao extremo e, também, não concordo com isso, para deixar bem claro, de fechar os comércios porque quem paga sempre são os pequenos, infelizmente. Você fecha um pequeno comércio, mas fica aberto o supermercado, fica aberto outras atividades de pessoas que tem uma condição muito melhor de se sustentar e você acaba prejudicando aquele pequeno proprietário dono de bar, de lanchonete, então, não pretendo fazer isso”, disse. 

Quer receber notícias locais?

Aumento de casos: O prefeito explicou que as restrições permaneceram por causa do aumento de casos que aconteceu em Imbituva. “Foi em virtude de um crescimento assustador da nossa população, dos suspeitos, alguns com sintomas leves, outros com sintomas mais graves, inclusive algumas transferências e a gente até tem uma expectativa negativa com relação às festividades de final de ano. Sabemos que houve muitas aglomerações, sabemos que houve muitas pessoas que viajaram, mantiveram contato com outras pessoas, os parentes que vieram visitar os parentes de Imbituva, gente que foi para a praia, que retornou nesse dia. Essas medidas são para que não sobrecarregue o nosso sistema de saúde”, conta. 

O prefeito explica que a situação é de atenção, já que o município não possui estrutura para um atendimento maior de casos. O sistema de saúde de Imbituva possui poucos leitos apropriados para internação de Covid-19, com oxigênio, e também está com o plantão sobrecarregado. “Nós não temos hospital, credenciado do SUS [Sistema Único de Saúde]. Não temos UTI [Unidade de Terapia Intensiva] aqui em Imbituva. Temos apenas um pronto atendimento que presta um excelente serviço, mas que é um pronto atendimento. É aquele atendimento básico. Dependendo de encaminhamento para hospitais da região”, relata. 

Somente em um dia, foram atendidos 150 pacientes. Nem todos os casos eram de Covid-19, mas um bom número era de casos suspeitos. “Nossa estrutura hoje não comportaria se tivesse um aumento muito maior do que já está tendo”, disse. 

Os pacientes mais graves, que precisam de UTI, entram na lista da Central de Leitos, gerida pelo Governo do Estado. Nesta lista, um sistema automatizado avisa onde há um leito disponível no estado para o paciente. “Os pacientes positivados e com uma situação mais grave, nós estamos aguardando vaga na região. Já teve casos de encaminhamentos para Laranjeiras do Sul, para Irati, principalmente, para o hospital de Ponta Grossa. Basicamente, a região nossa aqui. Onde tiver leito disponível, estamos encaminhando”, explica.