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Delegacia da Mulher está atrelada à instalação da Delegacia Cidadã, diz presidente do Conselho de Segurança

Assunto veio à tona depois que manifestantes protestaram em frente à delegacia de Irati denunciando caso de estupro ocorrido no final do ano passado e a lentidão no atendimento

Patrícia da Luz, Presidente do Conselho Municipal de Segurança, diz que criação de uma Delegacia da Mulher está atrelada à instalação da Delegacia Cidadã. Foto Paulo Henrique Sava

A presidente do Conselho de Segurança de Irati, Patrícia da Luz, foi procurada por nossa reportagem para se pronunciar a respeito do protesto contra uma agressão de estupro, que levou um grupo de pessoas em frente à delegacia de Irati, na tarde de ontem, dia 8, pedirem a criação de uma delegacia da Mulher. Manifestantes reclamam do atendimento na delegacia comum e da morosidade nos encaminhamentos. Patrícia diz que a situação está atrelada à instalação da Delegacia Cidadã. A população também aguarda esta elevação para melhorar a infraestrutura da Polícia Civil. “Trazendo a Delegacia Cidadã para Irati, nós vamos pedir também a elevação da subdivisão policial. É somente com a elevação da subdivisão policial que conseguimos instaurar a Delegacia da Mulher porque vem mais um delegado e aumenta o efetivo. Com o aumento do efetivo, abrindo a vaga para mais um delegado, nós conseguimos a instauração”, disse. 

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Um terreno próximo à Avenida Perimetral João Stoklos já foi doado ao Estado para a construção da Delegacia Cidadã. O procedimento para a doação já foi finalizado e a expectativa é que a assinatura da escritura seja feita na próxima semana. “Posteriormente, nós vamos para a fase de licitar o projeto, que já prevê orçamento do Estado, que prevê a licitação desse projeto. Posteriormente, a gente vai para a licitação da obra. Se tudo correr bem, se continuarmos trabalhando diariamente em cima disso, acredito que no início do ano que vem teremos o início da construção da obra no devido terreno, da indicação, que foi nomeado e passado para o Estado, que fica na perimetral”, relata. 

Patrícia explica que o Código Penal prevê que esse laudo deve ser realizado dentro de 45 dias. “Precisamos que o laudo venha para aferir de fato a materialidade. Só com o laudo é que a polícia vai saber se tem materialidade ou não. Aí sim pedir uma prevenção preventiva. Essa parte processual é um pouco complexa, mas ela tem que ser respeitada. Ainda que no Brasil é rápido. Em países fora do Brasil, demora muito mais, até seis meses”, conta.

A criação de uma Delegacia da Mulher ajudará no atendimento à vítima, mas o procedimento nestes casos continuará o mesmo que o atual. “Ser recebida por mulher, num ambiente não tão hostil, até para elas poderem compreender e um próprio efetivo feminino poder explicar os trâmites do procedimento num caso desse. Acho que é de fundamental importância, amenizaria, em termos esse caso, mas o procedimento processual, penal, ele não muda”, conta.

A presidente está convicta de que a Delegacia da Mulher ajudará a realizar políticas públicas próprias, para ajudar neste atendimento. Além disso, o efetivo também aumenta. “Para você dar uma atenção melhor, especial para essa mulher, vítima desse crime, ou de qualquer outro. Em consonância, talvez, é um sonho, uma batalha, é uma luta que a gente vai atrás, de ter uma equipe pedagógica, uma assistente social, uma psicóloga, para dar de imediato aquele atendimento que é o mais crucial”, explica Patrícia.