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Provedor da Santa Casa de Irati fala sobre tratamento feito pelo prefeito de Irati

Ladislao Obrzut Neto comentou sobre o tratamento e a recuperação da doença

Ladislao destacou que o tratamento de Jorge Derbli seguiu o protocolo realizado em todos os pacientes de Covid-19. Foto Arquivo Najuá

O provedor da Santa Casa de Irati, Ladislao Obrzut Neto, comentou sobre o tratamento recebido pelo prefeito Jorge Derbli na Santa Casa de Irati. Ele estava internado no hospital e recebeu alta nesta terça-feira (29), contudo, ele ainda passará por uma fase de recuperação por causa da doença.

Ladislao destacou que o tratamento seguiu o protocolo realizado em todos os pacientes de Covid-19. O prefeito de Irati não chegou a ir para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas acabou precisando de oxigênio para se recuperar. 

 “O protocolo inicial que foi instituído para ele, medicação que foi dada, na sequência com toda a questão medicamentosa, de corticoide, anticoagulante e oxigênio que é o mais importante, para que o pulmão possa manter-se ávido, manter-se pronto para poder a pessoa respirar normalmente”, disse. 

O prefeito foi internado junto com sua esposa, Maria de Fátima, e também o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Wilson Roberto Pedroso (Buzina). Os três precisaram receber oxigênio. “O Buzina foi uma pessoa que vi mais vezes também e a esposa do Jorge, o oxigênio deles foi bem pequeno, mas o Jorge teve que usar mais”, disse. 

O provedor contou que isso ocorreu por causa da saturação de oxigênio. “O oxigênio é o nutriente das células, ora que ele falha, ora que ele não está presente, a célula pode até morrer. Faz a cianose, a falta de oxigênio”, explicou. 

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Cloroquina: Ladislao ainda revelou que o prefeito usou medicamentos como a cloroquina. “A medicação foi o protocolo inicial. A azitromicina, cloroquina, ivermectina. Conforme foi progredindo a doença foi sendo usado o coagulante, corticoide e o oxigênio que foi o mais importante”, conta. 

O uso desses medicamentos é liberado pelo Ministério da Saúde, a partir da autorização do paciente. Contudo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) “não há evidência científica até o momento de que esses medicamentos sejam eficazes e seguros no tratamento da Covid-19”. 

As instituições ainda dizem que as “evidências disponíveis sobre benefícios do uso de cloroquina ou hidroxicloroquina são insuficientes, a maioria das pesquisas até agora sugere que não há benefício e já foram emitidos alertas sobre efeitos colaterais do medicamento”. Por isso, as organizações recomendam que os medicamentos sejam usados apenas no contexto de estudos devidamente registrados, aprovados e eticamente aceitáveis.

De acordo com o provedor, a Santa Casa usa um protocolo aplicado no estado do Maranhão. “A discussão desde o início da pandemia, o uso ou não dessas medicações como tratamento precoce, nós optamos por fazer isso precocemente, para não ter necessidade de fazer ou ter algum sobrestado. Esse é o protocolo que instituímos na Santa Casa, que vem vindo de outros estados. O nosso foi baseado no protocolo aplicado no Maranhão, que teve um bom resultado na época e continua tendo bom resultado. É uma coisa discutível. Alguns médicos aceitam, outros médicos não aceitam. O Conselho Regional na época que instituímos o protocolo, nós aguardamos o posicionamento do CRM [Conselho Regional de Medicina], onde ele colocava que como seria uma guerra, o uso de medicação até fora de bula poderia ser usado como tentativa de recuperar o paciente. E foi isso que fizemos. Graças a Deus tem dado resultado e bons até por sinal com os pacientes nossos”, disse. 

Recuperação: O provedor revelou que foi difícil de ver a recuperação do prefeito. “Foi angustiante vê-lo doente, como todos os outros pacientes que nós estamos vendo. O sofrimento deles, de falta de ar, de dor no corpo, daquela prostração danada que é aquilo que tentamos evitar, pedindo para o pessoal que se isole, distanciamento social, não aglomeração, a máscara e o menor tempo possível de exposição, que eu acho o mais importante para nós”, relata. 

Sem a doença, agora, os pacientes devem enfrentar a próxima etapa que é a reabilitação. “Agora os três vão continuar com a reabilitação, a fisioterapia motora, de músculo, fisioterapia respiratória, alguns assim não tem necessidade tanto da terapia muscular, mas a respiratória com certeza tem que ter, para manter o pulmão aberto, rígido”, disse.