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Morador de Irati se manifesta sobre postagem se passando por Rodrigo Maia

Morador disse que não teve intenção de prejudicar deputado e que fez apenas uma sátira política expondo sua opinião pessoal

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Sérgio Lima

O morador de Irati, Marcos Lourenço de Souza, se manifestou sobre o inquérito instaurado, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para apurar a sua manifestação em uma rede social tentando se passar pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em uma nota de esclarecimento encaminhada para a imprensa, Marcos disse que não teve intenção de prejudicar o deputado. “O que houve na realidade foi uma brincadeira entre meus amigos do Twitter, uma sátira política, uma única postagem, onde como todos já sabem ganhou uma dimensão que eu não imaginava. A sátira em questão foi indevidamente divulgada por um veículo de comunicação como se eu realmente fosse o senhor Rodrigo Maia, pois não checaram meu perfil, ou se checaram, agiram dolosamente para impulsionar o conteúdo. Todos nós, usuários de redes sociais, sabemos que perfis oficiais de pessoas famosas são marcados com selo de verificação, o que eu não tinha”.

O morador de Irati ainda relata na nota de esclarecimento que a postagem foi realizada em seu perfil pessoal, onde costuma fazer publicações de sua vida, além de sátiras e brincadeiras. “Uma simples checagem que levaria no máximo dez segundos constataria de que realmente se tratava de uma brincadeira. Fiz uma sátira política expondo uma opinião pessoal, prática comum entre usuários do Twitter, sem maldade e sem expectativas, apenas relatando uma opinião pessoal política naquele momento. Meus amigos, familiares e pacientes sabem quem eu realmente sou, toda minha história e meu caráter. Eles sabem ainda que eu jamais agiria com maldade ou com a intenção de prejudicar alguém, seja essa pessoa quem for”, disse Marcos.

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Na nota de esclarecimento, ele também aborda a questão da liberdade de expressão. “Também deixo o meu lamento, pela forma em que está sendo conduzida a liberdade de expressão nos dias atuais. Principalmente quando se trata apenas de uma evidente crítica política de cunho pessoal e sem pretensão de ordem política. Fica um alerta para todos nós. É preciso refletir diante do teor de qualquer publicação para que não tomem proporções indesejadas, principalmente pelo indevido impulsionamento de outros veículos de comunicação”.

Segundo informações do portal G-1, a investigação foi aberta em setembro de 2019, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República, baseado em uma representação do próprio presidente da Câmara. Inicialmente, a apuração tinha como objetivo identificar possível crime de calúnia ou difamação ao presidente da Câmara, previsto na Lei de Segurança Nacional.

Na época, Maia informou que era "alvo de reiterados ataques à sua honra e reputação" e pediu a investigação no âmbito do inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Posteriormente, Moraes enviou o caso à PGR.

O fato ocorreu em agosto do ano passado quando, após a aprovação do projeto de lei sobre abuso de autoridade na Câmara, um usuário do Twitter alterou o nome de sua conta para "@RadrigoMaia", incluiu uma foto do parlamentar e publicou uma mensagem dizendo o seguinte: "Com a aprovação do projeto de lei contra o abuso de autoridade, nos visamos acabar com a perseguição política de certos procuradores e juízes contra a classe política. Não iremos nos calar frente aos desmandos de uma operação que visa criminalizar toda a classe política". Como se trata de uma pessoa sem foro privilegiado, o ministro Ricardo Lewandowski entendeu que o caso deveria ser analisado pela primeira instância da Justiça estadual do Paraná.