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Em Irati, toque de recolher às 23 h valerá também na virada do ano

Coordenador da Covid, Agostinho Basso,  disse que decreto municipal continua em vigor apesar do decreto estadual, excepcionalmente, permitir a circulação além das 23 h no dia 31

Em Irati, toque de recolher continuará valendo na noite da virada do ano. Foto Arquivo Najuá

Em Irati, o coordenador do Centro de Operações Especiais e Fiscalização (COEF), o enfermeiro Agostinho Basso, frisa que o decreto municipal do toque de recolher até 23 h continuará valendo, mesmo na virada do ano. O decreto estipula também o fechamento de estabelecimentos às 22 h.

Já o Governo Estadual, apesar da prorrogação até o dia 7 de janeiro, do decreto que estabelece o toque de recolher entre 23 e 5h, permitirá a circulação durante a virada de ano.

As autoridades pedem aos iratienses prudência nesta data. “Mas claro que também neste dia 31 para o dia 1º, sabemos que faz parte de uma cultura, de um costume, do mundo inteiro, de celebrar a chegada do Ano Novo. Apenas pedimos prudência. Pedimos que evite aglomerações. Não aconselhamos, em hipótese alguma, como acontecia nos anos anteriores, das pessoas se reunirem, seja em alguns pontos estratégicos da cidade, como era o caso do morro da Santa, também no Parque Aquático. Pedimos que neste ano não aconteça essas aglomerações”, disse Agostinho.  

Reuniões com mais de dez pessoas continuam proibidas. Além disso, o decreto também proíbe o funcionamento de estabelecimentos fora do horário permitido. “Qualquer estabelecimento aqui em Irati, ele pode funcionar, estabelecimento comercial, até 22h. Das 22h às 23h, somente o delivery, o pessoal que está se deslocando para sua casa. Agora nós de fato estamos vendo, às vezes até propagandas pelo WhatsApp, de bailes, de recintos que tem música até, de repente, ao vivo, e que pode estar cometendo este tipo de abuso e de infração”, conta. 

É possível também denunciar casos que estão desrespeitando as regras estabelecidas. Para situações que ocorrem até às 23h, a denúncia precisa ser feita na Guarda Municipal. Para casos que ocorrem após às 23h, a denúncia deve ser realizada na Polícia Militar. Neste caso, é preciso que três testemunhas também representem.

Agostinho destaca que o não cumprimento das regras por estabelecimentos comerciais pode render multa. O proprietário do estabelecimento pode ser multado em até R$ 1600 e se for reincidente, poderá perder o alvará por até 30 dias. “É muito importante que a comunidade comunique, faça essa denúncia, para que as forças de segurança possam agir”, disse. 

O coordenador alerta que as autoridades médicas estão preocupadas porque a previsão é que os números de casos possam crescer na primeira quinzena de janeiro, devido às festas do fim de ano. “O que mais nos assusta é essa aparente tranquilidade que nós estamos vivendo agora no dia 20 de dezembro até os dias de hoje e a população pode correr o risco de pensar que está tudo bem, que os números baixaram e tudo mais, mas isso não é verdade. Nós sabemos que as pessoas, pelas festas de Natal e Ano Novo, e pelo comércio estendido, pelo trabalho, o momento de vender, ganhar seu dinheiro, fazer uma hora extra, ou de viajar para praia, para visitar parentes, elas não foram ao médico, não estão procurando os exames, mas o coronavírus está aí e estão passando de pessoa a pessoa”, explicou. 

Por isso, a orientação continua sendo para que as viagens de fim de ano sejam evitadas. “A orientação sempre foi que em primeiro momento e o ideal era que se fosse prorrogado essa viagem e que não acontecesse. Ou seja, na medida do possível apenas se desloque para outra cidade quando for motivo de trabalho, motivo de doença, força maior ou compromisso inadiável”, disse. 

No entanto, quem sair para pegar a estrada deve manter os cuidados. “Claro que o ideal seria não ter viajado, mas já que viajaram ou receberam visitas, o uso de máscara e inevitavelmente, a todo o momento, o álcool em gel sempre disponível para lavagem das mãos. Se está numa casa, num hotel, sempre que tiver oportunidade de estar diante de uma pia com uma torneira, lave suas mãos por 20 segundos, com sabão, bem lavado e principalmente, distanciamento social”, conta. 

Ele destaca que o não aparecimento de sintomas não pode ser visto como algo que permite a circulação de pessoas. “Quando a pessoa vem na tua casa ou você vai para outros lugares, você está correndo o risco de trazer o vírus ou levar o vírus. Você pode, mesmo que esteja sem febre, sem tosse, sem nenhum sinal, mas você pode estar muito bem no período de incubação. O que é o período de incubação? É o período desde que você entrou em contato com o vírus até aparecer o primeiro sintoma, que em média é, mais ou menos, para o coronavírus, é de 14 dias. Então, não é porque estou sem sintomas que eu não posso estar contaminado”, disse. O coordenador ressaltou que as pessoas precisam encontrar novos modos de celebrar o fim de ano.

Nós temos que sensibilizar, conscientizar que esse ano é diferente. Que esse ano se possível trocar os fogos, por outra coisa, se possível trocar aglomeração por outras coisas. Fazer deste final do ano, um novo jeito de se comunicar, através de rede social, relata.
Agostinho explica ainda que em casos de suspeita de Covid, quando o resultado ainda não chegou, a pessoa precisa ficar em isolamento social por duas semanas. Se vive em uma casa com mais pessoas, necessita estar isolado em um cômodo. Mas se não for possível, a pessoa deve ficar atenta a algumas regras. “O ideal é o isolamento, mas se não é possível, todos de máscara. Manter o distanciamento de no mínimo um metro e meio entre as pessoas. Não se alimentar junto. Não compartilhar talheres, tem que estar marcado o copo dele, o garfo, a faca, o prato. Tomar banho sempre por último. Fazer o que é possível dentro da realidade que se vive”, conta.

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Nesta semana, mais dois óbitos foram contabilizados em Irati, somando até o momento 23 mortes por causa do Covid. Uma das mortes aconteceu dia 5 de dezembro. Agostinho explica que um dos fatores que podem ter feito com que a divulgação demorasse é que nem sempre o diagnóstico de Covid é feito somente com o exame RT-PCR. Em muitos casos, o diagnóstico clínico, feito por médicos por meio de diversas informações, como sintomas e outros exames, já é o suficiente. 

Nestes casos, quando o paciente morre, o caso é revisado por outros profissionais que confirmam ou não o diagnostico realizado inicialmente. “Tem alguns casos que a pessoa tem o primeiro diagnóstico, no primeiro exame, já positivo para Covid, ou de repente, possa ter um negativo. Mas ela vai ser internada, vai ficar lá convalescente, e é feito outros exames que comprovam a questão do Covid-19. Porém, tem pessoas que o diagnóstico é feito, como chamamos, de clínico e não laboratorial. Ou seja, pode acontecer de o exame não ser positivado, mas todo o critério clinico, inclusive, tomografias pulmonares, respiratória, quadro clínico, exame laboratorial de gasometria, de saturação de sangue arterial, tudo isso leva a crer que era Covid. Aí quando acontece isso e o médico, às vezes, não coloca no atestado de óbito que foi Covid, mas nós temos no Brasil inteiro, e aqui na 4ª Regional e cada município, tem o Comitê de Análise de óbitos. Todos os óbitos são analisados neste Comitê, vai para estudo do prontuário e depois chega-se à conclusão. Esse paciente foi considerado, através de sinais clínicos da doença, que ele tinha Covid-19”, disse.