Publicidade Topo

notícias

História de Dom Pedro Filipak é contada em livro

Centenário de Dom Pedro Filipak é celebrado neste sábado (26)

Livro sobre o centenário de Dom Pedro Filipak foi lançado neste ano. Foto Arquivo pessoal

Neste sábado, 26 de dezembro, é comemorado o centenário de Dom Pedro Filipak. E para marcar a data, a vida e a relação do bispo com Irati foram organizadas em um livro chamado “Apóstolo das vocações: Dom Pedro Filipak 1920-2020”.

O autor da obra, Carlos Vargas, conta que decidiu escrever sobre a história do sacerdote depois de conhecer mais a história da família de sua esposa. “Eu não sou da família Filipak, mas minha esposa é. Minha esposa é neta de um primo de Dom Pedro Filipak. Quando fui fazer a genealogia da minha família, pesquisando minha família, eu comecei a ampliar para a família da minha esposa, que são importantes para os meus filhos que são parentes de Dom Pedro Filipak. Em algum momento nós falamos: ‘A pessoa mais ilustre da família Filipak, de toda a família que a gente pesquisou, é Dom Pedro’. Ele é a pessoa que mais temos documentação, merece muito esse testemunho e está se aproximando o centenário”, contou. 

Um dos familiares de Dom Pedro, Sérgio Filipak, conta que apesar de não ter nascido em Irati, o município é o local onde cresceu e se formou, tendo um espaço de carinho em sua vida. “Ele veio muito jovem para Irati. Ele era uma criança com cinco anos de idade quando veio. Ele é nascido em Catanduva, hoje é a região de Araucária, próximo a Curitiba. Ele veio muito criança. Ele fez todos os estudos e teve a criação dele aqui em Irati”, relata. 

Ele ainda relembra que a religiosidade era algo inerente do bispo que praticava sua fé durante as visitas a seus parentes. “Ele tinha o costume de celebrar as missas nas casas dos irmãos. Sempre que ele vinha, todo dia era uma festa na casa de um irmão. E todos iam participar da missa lá”, conta. 

Quer receber notícias locais?  

Outro familiar, José Carlos Filipak, destaca que o bispo teve importantes momentos de sua vida e chegou a participar de eventos importantes para a história da igreja católica, como é o caso do Concílio Vaticano II. Neste evento, Dom Pedro teve a oportunidade de conhecer e conviver com o, então, futuro papa João Paulo II. 

“Eles ficaram juntos no mesmo quarto, quando do Conselho Vaticano II. Por ele saber a cultura e a língua polonesa, ele conseguia dialogar bem com Dom Paulo II, e quando ele chegou em Jacarezinho também havia poucos padres e ele trouxe vários padres poloneses, ensinou a língua portuguesa a eles para que acontecesse a evangelização no Norte do Paraná”, disse. 

O autor destaca que após decidir transformar essa história em livro, encontrou muito apoio para a realização da obra. “Nessa hora que tivemos a inspiração, parece que tudo foi fluindo que conseguimos conversar com o bispo de Cascavel, o Dom Mauro, que foi seminarista de Dom Pedro Filipak. Ele deu todo o apoio, escreveu um texto para ajudar o livro, Dom Mauro Aparecido dos Santos. Depois Dom Pedro Fedalto, que é o arcebispo emérito de Curitiba, ficou muito feliz com a ideia de conhecer pessoalmente o Dom Pedro Filipak. Dom Pedro Fedalto que é a história viva da igreja católica no Paraná, também estimulou. E finalmente em Curitiba, monsenhor Carlino Parente de Alencar, que trabalhou muitos anos com Dom Pedro Filipak em Jacarezinho. Ele também está trabalhando em Curitiba. Ele foi meu braço direito nessa pesquisa, passou materiais de primeira mão e exclusivos”, disse. 

Ele conta que a pesquisa foi extensa e cobre praticamente toda a vida do bispo. “Foi uma pesquisa muito ampla. Deu bastante trabalho, apesar que Dom Pedro Filipak realmente teria muito mais para pesquisar. Mas consegui abarcar desde a história da Família Filipak desde a Europa, como chegaram no Brasil, a imigração, a Família Filipak vindo para o Brasil, aqui no Paraná. Depois, no caso dos pais de Dom Pedro Filipak, como fizeram o caminho para chegar em Irati, a trajetória do Dom Pedro em Irati, a infância, adolescência, os estudos dele de formação em Brusque e depois em São Leopoldo, no Sul, que o seminário era lá. A ordenação que foi em Irati. Finalmente, ele trabalhando na Diocese de Ponta Grossa, sua transferência para Diocese de Jacarezinho, onde ele foi sagrado bispo em 1962, um grande evento. Depois, a participação dele no Vaticano II. Ele participou do Vaticano II inteirinho, em todas as sessões, ele fez questão de participar, vibrou com o Vaticano II. Depois do seu trabalho incansável na Diocese de Jacarezinho até seu derrame, essa fase sua da doença, essa fase dolorosa que ele teve também naqueles anos, quase 10 anos nesta situação que ele passou. E depois seu legado, as homenagens que ele recebeu, o que ele deixou de legado para a família, para Diocese de Jacarezinho, para Irati, e culminando com a Diocese de Jacarezinho, onde ele está sepultado”, conta. 

Um dos legados principais de Dom Pedro Filipak foi a participação na comunicação, com a criação de rádios. Atualmente, uma fundação em Jacarezinho foi nomeada de Dom Pedro Filipak, em homenagem ao bispo.

O livro está disponível à venda de forma on-line. Quem deseja adquirir um exemplar pode acessar o site da livraria Bok2 e encomendar a obra. O livro é impresso sob demanda e é enviado pelo correio.

Na imagem, Carlos Vargas, autor do livro, e os irmãos Sérgio e José Carlos Filipak. Foto Reprodução YouTube