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Ex-jogadores do Iraty criam empresa para montar equipe profissional para 2021

Marco Antonio, Leandro Carvalho (Polaco), Sandro Cabral e Augusto Leonel (Nelinho) estão à frente da Soccer Academy G4. Empresa cuidará do futebol do clube e pretende revelar novos talentos para o futebol brasileiro

Marco Antonio ao lado de Leandro, do presidente Odair Marochi, Sandro e Nelinho. Foto: Academy G-4

O Iraty Sport Club firmou uma parceria com a empresa Soccer Academy G4, que fará a gestão das categorias de base, com o objetivo de preparar e montar a equipe profissional para a temporada de 2021.

A G4 é formada por quatro ex-jogadores do Azulão. Marco Antonio e Leandro Carvalho (Polaco) serão responsáveis pelos treinamentos. Já Sandro Cabral e Augusto Leonel (Nelinho) estarão à frente da gestão.

Em entrevista no programa “Show de Bola”, Sandro Cabral revelou que a ideia de montar a empresa veio de conversas entre os jogadores, que procuravam soluções para o clube. “Nós entramos num consenso que poderíamos ajudar o clube de alguma forma. Nós abrimos essa empresa, a Soccer Academy G4, para podermos fazer uma parceria com o Iraty e arrumar meios de conseguir alguma receita para gerar para o clube, para o clube poder ter seu futebol de volta”, disse. 

Na parceria firmada, a empresa criada pelos ex-jogadores ficará responsável pela parte do futebol do clube. “Na realidade, nessa parceria, o Iraty é sócio da empresa também. Porque tudo que a empresa tiver de lucros e despesas, o Iraty está conosco nesse processo. A parte do futebol toda a G4 que vai administrar o futebol do Iraty, junto com o Iraty, é claro, com o presidente Odair”, explicou.

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Sandro conta que o planejamento é iniciar as avaliações de novos jogadores para as categorias de base ainda em janeiro. “No dia 20 de janeiro nós começaríamos com o Sub-15. No dia 21, o Sub-17, e no dia 22, o Sub-19. Começaríamos por aí. Posteriormente, no segundo semestre, o profissional, já que para disputar o Campeonato Paranaense – esta é nossa ideia – nós somos obrigados a ir para o profissional, e é uma ideia do nosso projeto também. Só que depende de alguns detalhes da Federação [Paranaense de Futebol] também e o nosso presidente está resolvendo”, contou. 

A preferência inicial será por atletas de Irati e região que não precisam de alojamento. Sandro conta que a empresa ainda precisa resolver algumas pendências em relação ao alojamento, mas disse que atletas de fora poderão participar das avaliações, contudo, terão que arcar com as despesas de moradia.

Além disso, os jogadores de base inicialmente terão um custo mensal para participar. “Os atletas que vão participar terão um custo mensal também, tanto os atletas de Irati e região, como os de fora, claro que com valores diferentes. Mas isso tudo para gerar renda para o andamento da empresa e também que vai entrar para os cofres do clube, que é importante”, explica. 

Sandro revelou que o presidente Odair Marochi ainda está tentando regularizar a situação do Iraty junto com a Federação para que possam participar de competições estaduais. “Como o Iraty ficou um tempo sem disputar as competições, tem algumas partes burocráticas que o presidente está resolvendo junto com a Federação. Já nos prometeu que vai fazer o possível para tentar resolver a situação que nós só podemos disputar o Paranaense se tiver o lado jurídico do Iraty frente à federação, se tiver todo alinhadinho”, disse. 

Ele ainda explicou que o objetivo é montar uma equipe de trabalho qualificada, para futuramente revelar jogadores de alto rendimento para outros clubes. Inicialmente, profissionais técnicos de Irati estão sendo avaliados. “Tivemos conversas com alguns para tentar trabalhar conosco, estamos esperando respostas, mas a intenção é, se não conseguir profissionais de Irati, nós vamos trazer de fora. Porque a gente quer montar um conjunto, uma equipe boa de trabalho porque nossa meta é que não queremos depender dessa mensalidade dos atletas. O nosso foco é revelar atletas para clubes grandes do futebol brasileiro, então temos que montar uma equipe boa de trabalho”, explicou. 

Texto de Karin Franco, com reportagem de Ademar Bettes e Tadeu Stefaniak