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Candidato a vice-prefeito, Professor Adevino, fala de suas propostas para Irati

Abrindo a rodada de entrevistas com os candidatos a vice-prefeito de Irati, Adevino Leite da Silva (PT), falou como será sua atuação na gestão e as propostas para o município de Irati

Professor Adevino (foto) concorre ao cargo de vice-prefeito na chapa pura do PT encabeçada pelo candidato a prefeito Osvaldo Zaboroski. Foto: Jussara Harmuch

O candidato a vice-prefeito de Irati, Adevino Leite da Silva (PT), participou de uma entrevista na Rádio Najuá, onde comentou como será sua atuação caso eleito e quais as propostas para a próxima gestão. Participam das entrevistas com perguntas o convidado William Hilgemberg e a diretora da Najuá, Jussara Harmuch. As entrevistas com os candidatos a vice-prefeitos são realizadas em conjunto, mas os candidatos não podem mencionar a fala do outro na sua resposta. As regras foram enviadas com antecedência, assim como as perguntas, que são as mesmas para todos. O tempo para resposta é de até três minutos. Nas considerações finais, os candidatos têm dois minutos. 

Quem também participou desta rodada foi o candidato a vice-prefeito, Felipe Lucas (Cidadania). Clique aqui para ver como foi a entrevista.

Confira o áudio completo da entrevista com Adevino no fim do texto

Atuação na gestão
Para o professor Adevino, a atuação do vice-prefeito precisa ser colaborativa, com decisões sendo compartilhadas junto com o prefeito. “O vice-prefeito tem que estar sempre junto da prefeitura, junto com o prefeito, no sentido de fazer esse trabalho de colaboração porque uma pessoa sozinha entendemos que é mais difícil resolver problemas difíceis. O sentido que nós vemos do vice-prefeito, do trabalho dele, não é só de receber os seus valores no final do mês. É contribuir para que a gestão seja realmente positiva, que realmente venha ao encontro dos interesses da população, que deve ser o foco da gestão pública”, disse. Segundo ele, esta não é apenas uma visão da chapa que concorre, mas também algo já estabelecido pelo partido. “Na nossa opinião do Partido dos Trabalhadores, deve participar efetivamente com as suas ideias. Não é só a presença. Com as ideias também, no sentido de fazer uma gestão positiva e atender o máximo possível os interesses da população que elegeu prefeito e vice-prefeito e também vereadores”, comentou.

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Restrições no orçamento
Além de uma crise gerada pela pandemia do coronavírus, Irati, como outros municípios, está beirando ao limite prudencial de gastos com pessoal, que é estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O candidato reconheceu que o orçamento municipal do próximo ano enfrentará restrições, mas que os projetos pensados já estão prevendo isso. “Diante dessa situação econômica que passa o país e com a restrição de arrecadação no município, nós vamos ter dificuldades, sim, nós entendemos que isso é possível acontecer em cada município. Mas, nós estudamos a possibilidade de produzir o projeto que trabalhe com o orçamento do município, atendendo bem o pessoal do interior, principalmente da questão das estradas, que precisam e que eles reclamam muito, e tem direito de reclamar”, disse.
O professor Adevino destacou que não devem ocorrer gastos sem planejamento. “Na questão da cidade, nós queremos trabalhar com o orçamento dentro das possibilidades. Ninguém vai construir aqui elefantes brancos ou então projetos malucos que não venham a atender a população, que seja meios de gastar o dinheiro público de forma descabida, sem sentido. O projeto do Partido dos Trabalhadores é nesse sentido, criar condições com o orçamento de atender melhor a cidade”, comentou.
Um dos projetos é em relação às calçadas. “Vemos calçadas totalmente obstruídas e as pessoas tem que passar pela pista de rolamento causando possíveis acidentes ou sujeito à acidentes. Irati tem jeito. Irati é uma cidade polo de uma microrregião e não concordamos nunca com esse baixo crescimento econômico. Irati tem que trabalhar com o orçamento que tem. Nós acreditamos que é possível ter orçamento menores dadas as condições da economia de hoje e que ela perdurará por algum tempo a mais”, disse.

Ele também reconheceu que a diminuição de pessoal pode ser uma opção. “Alguns falam até de enxugar a máquina pública. É possível até fazer o redimensionamento dos cargos e do trabalho que a prefeitura executa. Essa é a nossa preocupação constante e nós vamos procurar fazer isso na gestão se nós chegarmos lá”, contou.

Recuperação pós-pandemia
O professor Adevino destacou que é preciso definir prioridade para que o município consiga se recuperar na pós-pandemia. “Nós entendemos que essa ajuda do Governo Federal não vai ser constante, é esporádica. O Governo Federal pode até ter caixa para nos ajudar, para ajudar os nossos municípios, porém a Lei do Limite de Gastos está aí. Os municípios terão que fazer tudo para não estourar o caixa. Não pode contrair dívidas, tem que decidir e definir o que é prioridade. Realizar com eficiência e qualidade o que significa para nós economia. Na saúde e na educação é difícil fazer economia. Na educação não é despesa, é investimento. Na saúde, é vida. Tem que se evitar tragédias, edificações suntuosas, nem pensar! Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios e outros valores estaduais e federais, com certeza, continuaremos a receber porque é lei. É importante definir o que é mais importante fazer para a população. Não podemos regredir. Temos que avançar no desenvolvimento, sempre dentro do orçamento, sem loucuras”, disse.

Para ele, o Governo Federal deverá ser uma peça fundamental na recuperação econômica. “Tudo é imprevisível, o governo deve ser o indutor do desenvolvimento porque ele que tem os recursos que pode alavancar a economia. Depende da vontade política. Nós entendemos que os municípios, com essa situação toda, vão ter diminuição de arrecadação, por conta da questão da pandemia e da situação política também. Porém, nós estamos convictos de que podemos fazer uma gestão positiva em Irati, desde que cuide bem dos recursos”, relata.

Arrecadação municipal
O candidato disse que acredita que a proposta da Reforma Tributária ajudará os municípios, mas será preciso atuação do município para melhorar. “A Reforma Tributária proposta poderá trazer um certo alívio na arrecadação, pois os impostos arrecadados ficarão de imediato nos municípios. Esses recursos deixarão de ser encaminhados para o caixa do Governo Federal para depois voltar para o município. O gestor vai ter uma visão no ato da arrecadação do que cabe ao município e vai poder controlar melhor os seus gastos. Isso já é bom. Para incrementar a arrecadação, pode-se criar um meio de cobrar as dívidas de quem deve ao município, evitar a sonegação, não gastar mais do que o necessário, evitar os projetos superfaturados, buscar constantemente a criação de empregos com a implantação de novas empresas no município”, disse. 

Ele ainda destacou que é preciso pensar em novas formas de arrecadação. “Melhorar a arrecadação que isso é importante para o município. Como fazer? Depende das circunstâncias, depende do momento. Nós entendemos que o aumento não é fácil, é difícil porque não depende só do município, a economia depende de uma série de fatores. O município fica à mercê desta situação, mas nós temos que realmente produzir uma gestão eficiente e inteligente, evitando jogar recurso em projetos que não cabem e fazer o melhor possível para o cidadão”, contou.