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Candidata a vice-prefeita, Ieda Waydzik relata como será sua atuação caso seja eleita

Candidata da “Coligação Caminho Seguro” falou sobre as propostas para a próxima gestão e como será sua atuação na administração

Candidata a vice-prefeita de Irati, Ieda Schimalesky Waydzik. Foto: Jussara Harmuch

Dando sequência as entrevistas com os candidatos a vice-prefeito de Irati, uma das convidadas do programa “Meio Dia em Notícias” na terça-feira, 3, foi a advogada Ieda Schimalesky Waydzik (PV). Na entrevista, ela destacou sobre propostas para a próxima gestão e como será a sua atuação na administração.

As entrevistas com os candidatos a vice-prefeitos são realizadas em conjunto, mas os candidatos não podem mencionar a fala do outro na sua resposta. As regras foram enviadas com antecedência, assim como as perguntas, que são as mesmas para todos. O tempo para resposta é de até três minutos. Nas considerações finais, os candidatos têm dois minutos.  Nesta entrevista, a candidata a vice-prefeita de Irati, Margareth Farago Mauda (PSL), também comentou suas propostas. Clique aqui para ver como foi a entrevista.

Atuação na administração
Ieda disse que pretende usar sua experiência na próxima gestão. “Entendo que tecnicamente o cargo de vice-prefeito é um cargo de substituição, ou seja, o vice substitui o prefeito nas suas ausências, seja elas quais forem, umas férias, doença, ou seja lá o que for, mas além disso, eu pretendo usar a minha experiência como advogada, que já trabalhei muito em prefeituras da nossa região, já trabalhei na área pública por muitos anos, fui vereadora, também trabalhei na área de voluntariado, trabalhei com a ANAPCI [Núcleo de Apoio do Portador de Câncer de Irati] por mais de dez anos, trabalhei com a Rede Feminina na busca pelo nosso Erasto Gaertner e esse trabalho com as pessoas me deu muita experiência”, contou.

Segundo ela, essa experiência ajudará a atuar junto às decisões da prefeitura. “Me deu muita forma de estar presente na vida das pessoas, principalmente, naqueles momentos em que elas têm mais dificuldades e é isso que eu pretendo fazer. Estar ombro a ombro com o nosso prefeito Jorge Derbli, estar tomando decisões políticas voltadas à toda a nossa comunidade, notadamente, às mulheres e isso fazendo de uma forma muito séria e muito competente. Tenho conversado muito com o prefeito Jorge Derbli sobre isso e ele me assegurou a possibilidade de estarmos juntos em todas as esferas da administração pública. É isso que eu pretendo fazer. Estar lá na prefeitura, todos os dias participando ativamente das decisões políticas, para fazer jus a um salário que é um dinheiro do povo e que precisamos valorizar”, disse.

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Gastos com pessoal
Na entrevista, Ieda reconheceu que o município de Irati já esteve no limite prudencial em relação aos gastos com pessoal, estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Porém, ela disse que o município não está mais neste limite desde agosto de 2020. A candidata iniciou a resposta acusando a organização de ter formulado a pergunta erroneamente. A âncora do programa leu um parágrafo para contextualizar a pergunta, onde se mencionou que os gastos com pessoal figuram entre as maiores dificuldades da administração pública em todas as esferas e que com Irati não é diferente, o município beira ao limite prudencial de gastos com pessoal, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que pode inviabilizar a realização de concursos, entre outras implicações no orçamento. A pergunta foi: Existe algo que a administração possa fazer no sentido de manter os serviços públicos, o atendimento às necessidades do interior, diante das restrições no orçamento impactadas pelos gasto com pessoal?

“Se nós acessarmos o Portal da Transparência, nós temos lá que esta gestão assumiu em 2017, quando o limite prudencial estava realmente acima do limite em 51,37%. Mas, com os ajustes, as rotinas administrativas alteradas, agora em agosto de 2020, nós estamos com 46,34% do normal do nosso limite prudencial. Com essa situação de normalidade da questão dos limites prudenciais com o Tribunal de Contas, nós teremos plenas condições de estar atendendo todas as demandas do nosso município, com gestão competente, uma administração séria”, destacou.

A candidata a vice-prefeita ainda disse que a nova situação possibilitará a realização de um concurso público, já no primeiro semestre de 2021. “Temos um déficit de servidores públicos municipais, sendo que 124 servidores se aposentaram durante esse período de quatro anos passados na gestão. Teremos concurso público para repor o cargo de servidores públicos”, garantiu.

Pós-pandemia
Ieda destacou que a ajuda enviada pelo Governo Federal auxiliou nas contas do município, que teve baixa na arrecadação. “O Governo Federal fez a sua parte, ou seja, em vista da queda brutal de arrecadação que os municípios tiveram, por força da paralisação das atividades econômicas a nível de Brasil e até de mundo, a renda dos municípios feitas do FPM [Fundo de Participação Municipal] e da cota de parte do ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] caíram enormemente de forma brutal. O Governo Federal, através de uma legislação, fez repasses ao município, só que esses repasses foram insuficientes. Houve uma queda de arrecadação no Brasil inteiro de R$ 74 bilhões. Irati não foi diferente, mas os recursos vindos do Governo Federal nos ajudaram”, disse.

A candidata disse que vê hoje uma recuperação na economia. “O que eu tenho visto, com as visitas que tenho feito com o prefeito Jorge Derbli, temos visitado todo o comércio, temos visitado o nosso interior do município, e tenho visto que está havendo uma retomada. Uma retomada grande. Estivemos em empresas que hoje não estão pegando mais pedidos. Tivemos em comércios que não tem produtos para serem vendidos porque a construção civil continua trabalhando a todo vapor. O que vemos hoje é que existe uma retomada e sabemos que todos nós vamos sair maiores dessa pandemia”, comentou.

Reforma Tributária
Para Ieda, a reforma tributária é necessária especialmente para corrigir o repasse de recursos para o município. “Existe uma inversão da pirâmide de repasses. Hoje o grande bolo de recursos vindo dos impostos vai para o Governo Federal. Lá no Governo Federal ele fica, vem para os estados e as migalhas somente vem para os municípios, para todos os municípios brasileiros. E se essa ordem não for invertida, no futuro teremos muitos problemas com o município. É uma batalha longa que os municípios vêm travando”, contou.

Mesmo com baixa arrecadação, uma das propostas é não aumentar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos iratienses no próximo ano. “Entendemos que com a pandemia todas as famílias, todos os comércios estão passando por dificuldades financeiras e não é justo que o poder público venha arrecadar impostos, com alteração de valor. Então, o aumento de IPTU será zero. Também haverá o parcelamento do Imposto Sobre Serviços (ISS), para aqueles que estão em dívida com a Fazenda Pública, estamos trabalhando - a administração atual e a próxima administração, onde eu estarei - com o Refis para que se possa regularizar a situação daqueles que estão em débito com a Fazenda e para que eles possam trabalhar nas suas vidas, buscar emprego e outras condições necessárias”, disse.