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Campanha do Rotary Club procura conscientizar sobre importância do voto

Materiais sobre conscientização para a importância do voto estão sendo divulgados pelo Rotary Club de Iraty com apoio da ACIAI, por meio de redes sociais, como o WhatsApp, e rádios locais

Integrantes do Rotary Club de Irati, Maredy Abib (presidente) e Enezito Ruppel (membro) falaram sobre a campanha do voto consciente em participação no programa "Meio Dia em Notícias". Foto: Jussara Harmuch

O Rotary Club de Irati, juntamente com a Associação Comercial e Empresarial de Irati (ACIAI), está promovendo uma campanha de conscientização sobre o voto. A campanha preparou materiais com informações sobre a importância do voto, os prejuízos da venda do voto, além de informações sobre locais de denúncia de irregularidades. Os materiais estão sendo divulgados nas redes sociais, principalmente pelo WhatsApp e também nas rádios, com spots informativos sobre o voto. O material ainda é divulgado em reuniões realizadas por meio de lives em redes sociais.

A presidente do Rotary Club de Irati, Maredy Abib, destaca que o objetivo é alertar para os prejuízos da venda do voto. “Em relação a esse voto, ele é muito importante porque é com essa pessoa que você irá eleger como vereador que vai cuidar do seu dinheiro. O dinheiro público é o dinheiro nosso. O vereador, nós elegemos ele para estar a serviço da população. A partir do momento que você troca, isso não precisa ser questão de dinheiro vivo, mas que troca de favores, você já está fazendo com que o político pense: ‘Eu já prestei o meu favor e serviço a essa pessoa’. Então fica difícil de governar”, conta. 

O integrante do Rotary, Enezito Ruppel, explica que a campanha nasceu após um convite do Rotary de Prudentópolis. “Essa campanha surgiu no Rotary Club Cachoeiras de Prudentópolis. O nosso companheiro Adilon [Emídio da Silva] nos convidou, nós que somos padrinhos do Rotary Club Cachoeiras de Prudentópolis, para participar com eles desse momento”, disse. 

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Função

A presidente alerta que os vereadores também exercem um papel importante na administração, pois fiscalizam a prefeitura. “O trabalho do vereador em si é um trabalho de fiscalização. Ele precisa fiscalizar, ele precisa saber o que está acontecendo dentro da prefeitura, na questão de licitações, como está acontecendo esse trâmite, que seja legal e que seja em prol de todos e não de alguns”, conta. 

Para Enezito, o objetivo é conscientizar para que os eleitores analisem em quem votam. “Vereadores com capacidade, vereadores que tenham condições de legislar e vereadores que realmente se elejam de vontade espontânea do eleitor”, explica. 

Maredy explica que o voto é mais do que apenas escolher uma pessoa para desempenhar um cargo público. “É muito importante que o seu voto não é simplesmente chegar na urna, apertar o número do candidato. É muito mais sério. É muito mais importante. O crescimento do município depende muito dessa conscientização do eleitor na hora do seu voto. Não aceitar nenhum favor e não pedir nenhum favor. Pensem e analisem as propostas, todos os candidatos apresentam propostas. Agora é a hora de analisar e ver qual é a proposta melhor, qual é a proposta que se encaixa melhor dentro do crescimento do município para que eu faça a minha escolha. Aí sim vou poder chegar e cobrar do meu candidato, se ele está desenvolvendo aquilo que prometeu para o crescimento do município ou não”, alerta. 

Compra de voto

Uma das principais ações nesta campanha é alertar para os prejuízos da venda do voto. Enezito alerta que o candidato que procura o eleitor para que ele venda o voto demonstra falta de índole. “Se o candidato é um candidato sério, ele não vai tentar comprar o voto de ninguém. Ali ele passa a demonstrar o seu interesse pelo município. O eleitor está votando nele porque gosta dele e acha que a proposta dele para governar o município é boa”, disse. 

A campanha ainda informa ao eleitor canais que podem ser usados para denunciar a compra de votos ou irregularidades durante o período eleitoral. Além do número da Polícia Militar (190), outro canal é o aplicativo Pardal, disponível gratuitamente para celulares por meio das lojas eletrônicas Google Play (Android) ou App Store (Iphone).

Voto consciente

De acordo com a presidente, o voto precisa ser consciente e o eleitor precisa analisar as promessas feitas. “A gente precisa conhecer as propostas. Claro que é muito mais atraente, de repente, uma propaganda colorida, uma propaganda bonita, mas por trás de tudo isso, qual é a proposta? É viável? Não é? Vai ter como ser feito tudo aquilo que está sendo proposto?”, conta. 

Maredy também destaca que é preciso que o eleitor analise as propostas e não denigra o candidato, nem dê suporte a ações de pessoas que ofendem a imagem do oponente nas redes sociais. “O candidato precisa, novamente volto a falar, apresentar as propostas. Ele não precisa ficar denegrindo a imagem de ninguém para ele querer se auto afirmar, para ele querer ter uma visão sobre o eleitor. E sim, ele precisa mostrar o que ele pretende realizar no município. Essa é a verdadeira função”, explica. 

A presidente do Rotary conta que essa prática pode ser arriscada em cidades pequenas. “Nós moramos numa cidade pequena, onde um conhece o outro. Depois como vamos conviver com você falando mal de uma pessoa, às vezes usando de um assunto que não tinha tanta relevância, mudando nas redes sociais, fazendo com que denigra a imagem daquela pessoa. E amanhã ou depois, vocês estão aí, se encontram. Fica uma situação complicada. O eleitor começa a ficar: ‘Uma hora fala mal, outra hora está tudo bem?’. Então não é assim que a coisa funciona”, disse. 

Observatório Social

A função do Observatório Social de Irati foi destacada durante a entrevista, especialmente, no sentido de prevenir atos que podem prejudicar as contas públicas do município em uma licitação. “O Rotary Club de Irati foi o mentor e criador do Observatório Social de Irati. O Observatório é uma entidade que trata exatamente disso. Se o vereador não faz, o Observatório Social vai ter que fazer. O Observatório Social trabalha em cima das licitações e o vereador também teria que trabalhar em cima das licitações. Mas o Observatório trabalha em cima das licitações para não deixar acontecer. O que nós comentamos fora do ar é que depois que aconteceu um problema na prefeitura, ou seja, qualquer órgão, ele não pertence a nenhum vereador mais, agora vai para o Ministério Público”, explica Enezito. 

Ele ainda destaca que o Observatório acompanha todos os processos do município. “Ele está diuturnamente nas licitações, na Câmara Municipal, ele sabe de tudo que está acontecendo. E tem um relatório anual que ele apresenta das atitudes”, conta.