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Visitas aos cemitérios no dia de Finados deverão seguir medidas de combate ao coronavírus

Será obrigatório o uso de máscara, a lavagem das mãos e a manutenção do distanciamento. Tradicional celebração da Missa no Cruzeiro do Cemitério Municipal de Irati não será realizada

Neste ano, tradicional Missa de Finados no Cruzeiro do Cemitério Municipal de Irati não será celebrada. Foto: Arquivo Najuá


Na próxima segunda-feira, 02, será celebrado o dia de Finados, data na qual muitas pessoas costumam visitar os cemitérios para fazer orações por seus entes queridos. Em Irati, as visitas podem ser feitas até as 19 horas. Neste ano, por conta da pandemia do coronavírus, algumas medidas devem ser seguidas pelos fiéis. 

O coordenador do Centro de Operações Especiais e Fiscalização (COEF), Agostinho Basso, solicita que as pessoas evitem ir aos cemitérios nos horários de pico, principalmente entre 09h e 16h30. “Se você puder escolher ir ao cemitério antes destes horários, das 07h até às 09h30min ou depois das 16 horas, estaria, de certa forma, colaborando para evitar o risco de contágio”.

Agostinho recomenda que as famílias evitem fazer orações em grupo em frente aos túmulos. “Pedimos que não se faça isto, porque evita aglomeração e um possível contágio. Evite rezar o terço em família: cada um vai lá e faz a sua oração individual junto ao túmulo do seu ente querido”

As pessoas podem rezar de forma individual nas proximidades dos cruzeiros, desde que mantenham distância mínima de dois metros entre si. Além disso, cada um deve levar seu próprio material para o acendimento das velas e manuseio de vasos de flores. 

Os fiéis também devem evitar o chamado “passeio” pelo cemitério neste dia para não promover aglomeração. “Vai visitar o seu ente querido e de repente já aproveita para visitar outros túmulos, andar pelo cemitério, e isto é muito comum, pois em outros anos as pessoas se encontravam com outros que há tempos não viam, alguém de fora, e acabam se encontrando, tendo um contato físico, se abraçando e se cumprimentando. Tudo isto pedimos que seja evitado: vá até o túmulo do ente querido, faça sua oração e já volte para casa para evitar encontro e o fluxo de pessoas nestes corredores”.

O uso do álcool em gel antes e depois das visitas é indispensável. Será obrigatória a lavagem constante das mãos e o uso de máscara, conforme Agostinho. “Novamente cai naqueles quatro cuidados universais do coronavírus: o uso de máscaras em todo momento, lavagem das mãos com água abundante, o uso do álcool em gel quando sair de casa e o distanciamento social. As pessoas devem principalmente entender que este é um ano atípico, no qual estamos vendo toda esta modificação em todos os momentos, e em Finados não é diferente”. 

Agostinho solicita que as pessoas visitem o cemitério já durante o final de semana ou adiem as visitas para terça-feira, dia 03, se houver possibilidade. “Para Deus e a religião, não se segue calendário. Eu digo que no céu sempre é hoje, então não tem dias, meses e anos, é um dia eterno. Se nós tivermos estes cuidados, iremos cumprir nosso preceito, mas de forma segura”. 

Diferente da nota orientativa do governo do estado que recomendava para não levar crianças aos cemitérios, em Irati, o coordenador do COEF não incluiu está restrição, justificando que o local é aberto. Portanto, não há impedimento de crianças nós cemitérios, desde que sejam respeitadas as orientações gerais.

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O padre Jorge Casimirski, pároco da Igreja Matriz Nossa Senhora da Luz, conta que a palavra “finados” significa finalizar, fazer a passagem da vida terrena para a eternidade em outra dimensão. Trata-se de um feriado religioso dedicado às orações e homenagens aos falecidos. No Brasil, esta data faz parte de um costume de visitar os túmulos de entes queridos, enfeitá-los com flores e acender velas pelas almas, rezando por elas nos cemitérios ou templos religiosos.

Padre Jorge explica que a tradição de se celebrar finados em 02 de novembro foi instituída oficialmente pela Igreja Católica no século XIII e está ligada à solenidade de Todos os Santos, realizada neste domingo, 01. Porém, há indícios de que, no século II, já havia o costume de cultuar os mortos. 

“Aos poucos, então, a Igreja foi aderindo ao costume e, no século V, já era praxe dedicar um dia do ano para rezar por todos os mortos, especialmente por aqueles que não tinham família e ninguém se lembrava de pedir por suas almas. A escolha do dia 02 de novembro como data oficial para celebrar o dia de Finados só foi feita mesmo no século XIII. Os responsáveis pela Igreja escolheram o dia por suceder o dia de Todos os Santos, comemorado em 1º de novembro”.

O feriado de Finados também estimula as pessoas a terem boas lembranças de seus falecidos, segundo o padre. “Quem provoca mesmo são as pessoas que foram próximas e bem conhecidas. Entre os inumeráveis falecidos da história da humanidade, somente alguns vêm à memória. Em um cemitério grande, se passa apressadamente diante de centenas de túmulos e se vai ao encontro daquele que nos levou lá. O falecido tem nome, tem história e afeto com o visitante, ou seja, a pessoa que foi em vida. Não é e não queremos que se torne um anônimo.  Grava-se o nome não somente para identificar a sepultura: enfeita-se o túmulo de forma personalizada porque a pessoa falecida foi diferente de todos os outros”.

A visita aos cemitérios nesta data tem por finalidade recordar que todos, independentemente de classe social ou qualquer outra classificação, somos iguais. “Se, durante a vida, vivemos em classes sociais diferentes, profissões, desigualdades de oportunidades, no morrer nos igualamos. A morte grita por uma maior igualdade entre os vivos, maior humildade e preocupação com as coisas essenciais. Como diz o Livro de Jó, capítulo 1, versículo 21, ‘nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá’”. 

Para o padre, o que deve ficar de lembrança é o bem que cada pessoa fez em vida. “Tempos, situações e oportunidades a vida proporciona constantemente para eternizar os vivos. Finados remete à virtude teologal da esperança, à fé dos cristãos e professa a ressurreição dos mortos. Aqueles que em Jesus Cristo viveram e morreram, nele ressuscitarão. A certeza da morte entristece, mas a fé na ressurreição abre para a esperança da vida eterna, da imortalidade e de contemplar Deus face a face”.

A Paróquia São Miguel informou que, neste ano, a tradicional celebração da Missa no Cruzeiro do Cemitério Municipal de Irati não será realizada. Na Igreja, as missas serão na segunda-feira às 7, 9, 12, 14, 16 e 18 h. No cemitério do Taquari, a celebração está marcada para as 9 h. Já na comunidade de Faxinal dos Antônios, a missa será às 15 h. 

Já a Paróquia Nossa Senhora da Luz preparou uma programação especial de celebrações na próxima segunda-feira, às 10 e às 19 h. Haverá missas também no salão da Capela São Sebastião às 09 h e no cemitério de Apiaba às 10h30. Se chover, a missa será celebrada na Capela São João Batista. Será obrigatório o uso de máscara e álcool gel durante as celebrações. 

Na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, as celebrações de finados serão às 8 e às 10 horas. A Igreja Matriz São João Batista, na Vila São João, terá missa às 10 horas. 

Em Fernandes Pinheiro, a Paróquia São Sebastião terá missa às 20 h. Nas comunidades do interior, as celebrações serão às 08h30 em Bituva dos Machados e em Angaí, às 10h30 em Assungui e às 14 h em Boa Vista.