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Números apontam tendência de queda na média móvel de casos de coronavírus em Irati

Segundo Agostinho Basso, município apresentou estabilidade nos últimos 7 dias

Segundo Agostinho Basso, média móvel de casos de coronavírus entrou em estabilidade em Irati, com tendência a queda. Foto: Paulo Henrique Sava

Em entrevista à Najuá, o coordenador do Centro de Operações Especiais e Fiscalização (COEF) da Prefeitura de Irati, Agostinho Basso, afirmou que o município apresentou estabilidade na média móvel de casos de Covid-19 nos últimos 7 dias, com tendência a queda. Os últimos dados, divulgados na semana passada, apontam que a média é de 3 pacientes infectados por dia no município. Este número pode ser considerado baixo em uma população com pouco mais de 62 mil habitantes. 

A taxa de incidência da doença, que é feita através de uma conta baseada em 100 mil habitantes, diminuiu na última semana. 

“Há 21 dias, estávamos com um índice de 5,70. Na semana seguinte, por causa do reflexo do feriado de 05, 06, 07 e 08 de setembro, fomos para 10,16, mas eu digo que é um índice e não números absolutos. Nesta semana, baixamos para 4,1, ou seja, esta é uma tendência de decréscimo. Irati está indo bem, está passando e vai passar bem pela pandemia”. 

Mesmo com esta informação, Agostinho solicita que a população mantenha as medidas de segurança.

“Isto jamais quer dizer que devemos abusar: devemos usar máscara, lavar as mãos, utilizar o álcool gel e principalmente manter o distanciamento social”. 

O prazo para entrada do município em situação de estabilidade está dentro do que havia sido previsto em março, quando começou a pandemia. 

“Quem acompanha a minha fala, sempre me ouviu dizer a mesma coisa, eu mantenho a minha coerência. Irati e a região tem tudo para passar bem, pois não temos shopping, metrô, trem, grandes terminais rodoviários, prédios, elevadores e grandes praças de alimentação. Ou seja, já que temos tudo isto favorável e somando-se o que compete às cidades de médio porte ou pequeno como a nossa, usar máscara, distanciamento, um cuidando do outro, aqueles que podem ficar em casa, nós iremos passar bem, e é isto que estamos vendo”, comentou Agostinho.

Na última semana, Irati registrou um caso de surto familiar, no qual quatro pessoas foram contaminadas. Todas foram internadas na Santa Casa, sendo duas na enfermaria e duas na UTI. Uma delas acabou morrendo. Segundo Agostinho, apesar de causar espanto, as pessoas não devem se alarmar por conta desta situação.

“Isto nos assusta, porém não nos alarma porque não são vários casos na cidade como um todo, mas em uma família. Isto vem confirmando o que eu tenho falado no último mês: os casos que estamos tendo agora são familiares, intradomicílios”. 

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Segundo o coordenador do COEF, outro pequeno surto foi registrado em uma empresa de Irati. As vigilâncias sanitária e epidemiológica devem fazer intervenções neste caso.

“Seja em uma família, empresa, escola ou clube, onde houver três casos ou mais no mesmo período, entende-se por surto, o que deve ter uma ação de bloqueio, de sanar este dano. Seja em uma empresa ou qualquer outro lugar, faremos este saneamento do surto. Possivelmente esta empresa será visitada e terá uma ação lá dentro para que se sane isto”. 

Em caso de necessidade de sanitização, primeiramente é feito um estudo do local para se determinar as ações a serem aplicadas, segundo Agostinho. Ele explica os procedimentos a serem adotados em seguida.

“Por exemplo, se for em um escritório, você tem que fazer um estudo, um mapeamento desta empresa, entrar em contato com todos os colaboradores, ver quem teve sintoma, quem não teve, quem testou e quem não testou para a gente saber o que fazer”.

Em empresas de grande porte, pode acontecer de funcionários de apenas um setor contraírem o vírus. Agostinho explica quais os procedimentos nestes casos. 

“Você conversa com as pessoas, preenche uma ficha, acompanha, faz o monitoramento, fecha aquele local e faz uma desinfecção com um produto específico das bancadas, superfícies, teto, piso, equipamentos, seja o que for, e depois libera. Se for a empresa inteira, ela pode ser interditada. Conforme o número de funcionários envolvidos, você pode estender isto até que todos testem negativo, ou se provarem positivo, até 14 dias para que se volte às atividades normais. Por ser ambiente fechado, é mais fácil de controlar e monitorar, mas é mais fácil de punir também”.