notícias

Candidato a prefeito de Irati, Zaboroski comenta polêmica sobre convenções partidárias

Segundo Zaboroski, partido obedeceu regras do estatuto e do Diretório Nacional para concorrer com chapa pura. Candidato também comentou sobre suas propostas

PT registrou chapa pura no TSE com os nomes de Osvaldo Zaboroski e Professor Adevino como candidatos a prefeito e vice, respectivamente. Foto: Paulo Sava

O candidato a prefeito de Irati, Osvaldo Zaboroski (PT), comentou para a Rádio Najuá o imbróglio que ocorreu durante a definição dos nomes que concorreriam ao pleito municipal. Ele concorre na majoritária junto com o candidato a vice-prefeito, Professor Adevino, que também é presidente da legenda. Confira o áudio da reportagem no fim do texto

As convenções do partido foram alvo de questionamento. Segundo Adevino, a convenção realizada no dia 5 de setembro não foi concluída. Por isso, uma nova convenção foi realizada no dia 12, onde foram definidos os nomes dos postulantes aos cargos no Executivo e Legislativo Municipal. Uma ata registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dizia que o PT havia aprovado uma coligação com o PC do B, com o professor João Dremiski sendo candidato a prefeito e a petista Claudete Basen, como vice na chapa.

De acordo com Adevino, a chapa pura é orientação do partido. “O PT encaminhou uma chapa pura porque é orientação do diretório nacional que onde houver candidato do próprio partido, então o próprio partido tem que encaminhar a chapa pura. Isto é, só com elemento do Partido dos Trabalhadores. Mas o grupo do PC do B não observa porque nós seguimos as orientações do diretório nacional, à risca. Se nós não seguirmos é possível que alguém do próprio partido faça uma denúncia e temos risco de perder o diretório. Nós tínhamos o candidato Zaboroski desde o ano passado, ele participou de algumas reuniões conosco e ele colocou o nome dele e eu jamais poderia dizer para declinar da candidatura dele, optar por outra porque o PT é o partido que prima pela democracia interna”, disse o professor. 

 Quer receber notícias locais?

Para Zaboroski, o partido obedeceu o regulamento. “O PT é um diretório constituído, como ele [Adevino] muito bem falou, nós temos regras. No artigo 144 do nosso estatuto rege o encontro municipal. Quando se lança uma candidatura do PT, até o encontro municipal, caso os filiados contrários não queiram aquela candidatura, eles podem fazer a impugnação 15 dias antes do encontro. Depois de realizado o encontro, se vai para a convenção, mas quem administra a convenção é o presidente e a executiva e faz a homologação do que foi definida no encontro municipal”, explica. 

O candidato ainda se desculpou pela situação. “Com relação a esse imbróglio eu peço desculpas para a população iratiense. Não era nosso intuito de nós termos essa condição, ainda mais na condição que o partido se encontra hoje. Gostaríamos de falar que os membros do PC do B são amigos nossos. Infelizmente não aceitamos a coligação com eles, nem com o PDT, nem com o PSB que são parceiros de esquerda”, contou. 

Apesar da recusa, Zaboroski comentou que se tivesse havido uma conversa anterior, a coligação poderia ser discutida. “Colocaríamos para a estadual. Antes do encontro, se há um pedido formal, por escrito, entre presidentes, uma conversa de partido que não houve, daí colocaríamos para aprovação da estadual. Com certeza teria possibilidade, mas por definição hoje do PT e de meses atrás nós iniciamos com chapa pura e aprovação da chapa pura. E assim vamos seguindo a campanha”, revela. 

Zaboroski já foi secretário de Meio Ambiente, na gestão do ex-prefeito Odilon Burgath, entre 2013 e 2016. Na pasta, foi responsável por tratativas com as cooperativas de reciclados, organização do aterro sanitário, dragagens nos rios de Irati e a realização do Programa Ecotroca.

O candidato a prefeito afirma que em seu plano de governo o meio ambiente será uma das questões tratadas. “Nós temos que retomar a condição do Ecotroca, temos que refazer o marco regulatório e agora é lei até 2023, nós temos que fazer o aterro sanitário”, relata.

Na saúde, um dos projetos é propor o programa “Enfermeiros em sua casa”. “Os enfermeiros visitando o interior de nossas famílias mais simples. Eles com um notebook podem fazer, na sua estrutura dentro da Saúde, um histórico para todas essas pessoas. Fazendo esse histórico, quando a pessoa for consultar e dentro da Saúde, já estará seu CPF, o médico já vai saber seu histórico”, conta. 

Ele também destaca que o uso do dinheiro público será melhor planejado. “Já foi gasto mais de R$ 280 milhões desde 1980 desde estradas e pontes. Para quê? Aonde foi jogado os R$ 280 milhões se está do mesmo jeito. A questão dos bairros está a mesma situação, fizemos agora a condição de não ter dinheiro para o CAPS, aonde foi retirado R$ 800 mil do nosso dinheiro, colocado no Centro da Juventude, numa obra que já estava 90% conclusa”, disse. 

O candidato a vice-prefeito destaca que aceitou o convite por acreditar no projeto. “Fiquei muito honrado com o convite que ele fez porque, e eu falo muito isso no Partido dos Trabalhadores, nosso mandato vai até 2023. Então pelo PT nós temos que caminhar junto sem dúvida, são pessoas realmente filho do partido, tem ideologia e realmente luta pela verdade, principalmente, tem que estar junto”, Adevino. 

Na disputa proporcional, o PT terá cinco candidatos a vereadores. São eles: Anderson Luis Nepomuceno, Andreia da Lagoa; Claudio Roberto Ramos, Eva Portela e Rosangela Wendrechoski.