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Coordenador do COEF avalia que movimentação antes do Dia dos Pais ocasionou aumento de casos de Covid

Irati registrou 14 casos somente na terça-feira, 18. Antes a média era de quatro a seis registros diários, segundo Agostinho Basso
Maior número de casos diagnosticados em um único dia foi registrado na terça-feira, 18, após 15 dias com queda nos registros
Na terça-feira, 18, o município de Irati registrou o maior número de casos de coronavírus em um único dia. Quatorze pessoas foram diagnosticadas com a infecção. De acordo com coordenador do Centro de Operações Especiais e de Fiscalização da Prefeitura de Irati (COEF), o enfermeiro Agostinho Basso, o aumento já era esperado para acontecer entre os dias 18 e 20 de agosto, em virtude do Dia dos Pais. “Na semana que antecedeu o Dia dos Pais, desde do dia 6, 7 e 8, teve um grande número de pessoas circulando na cidade de Irati, principalmente no comércio para comprar os presentes, alusivos a essa data festiva do Dia dos Pais”, relata.

Agostinho explica que o período para que o número de casos aumente é, em média, 12 a 14 dias após o dia que houve a contaminação. Por isso, ele afirma que o número de casos pode aumentar nos próximos dias. “Também não é de se assustar se caso mais daqui uns dias tenhamos um número elevado, tendo o almoço do Dia dos Pais, aonde mesmo com toda a orientação as pessoas acabaram se reunindo e festejando, algumas pessoas se aglomeraram”, disse.
Em Irati, a contaminação acontece principalmente dentro de casa. “Os nossos maiores casos estão no ambiente familiar. Não temos problemas mais com o comércio, nem com a indústria, nem com a prestação de serviços. Mas os nossos casos quase todos são fruto de famílias que estão se reunindo. Do churrasco do final de semana, dos grupos de jovens que fazem ainda pequenas baladas com som, no caso uma roda de bebidas, o próprio narguilé e tudo mais. E também as festas de aniversário que as pessoas insistem ainda em pensar que já está tudo resolvido e não está”, enfatiza o enfermeiro.

Agostinho alerta que o município está numa tendência de estabilizar os números de casos e em seguida diminuir. Mas para que isso aconteça, a população deve colaborar com atos como o uso de máscaras, mesmo com pessoas da família. “Não adianta nos iludirmos e fingirmos que não sabemos, mas em casa ninguém usa máscara, mesmo quando tem mais de uma família reunida, mesmo quando todos os filhos se reúnem na casa dos avós no final de semana. Nós sabemos e a realidade nos indica que ninguém usa máscara, todo mundo partilha da mesma mesa, de repente às vezes até toma uma bebida no mesmo copo e acaba acontecendo de famílias acabarem se contaminando”, explica o coordenador do COEF.

Por isso, ele alerta para que os cuidados permaneçam. “Vamos nos cuidar, porque eu cuidando de mim, estou cuidando do outro e quando todos se cuidam uma comunidade, uma sociedade, fica protegida”, disse.