notícias

Aquecimento do delivery faz crescer busca por motos na região

Concessionária Mega Motos de Irati registrou aumento nas vendas de motos e peças durante a pandemia
Loja da Mega Motos em Irati fica na Rua 19 de Dezembro, 360. Imagem: Ademar Bettes

Lenon Diego Gauron, com reportagem de Ademar Bettes

A pandemia do novo coronavírus tem alterado o comportamento de compras do consumidor, trazendo novos desafios e também oportunidades para quem busca permanecer no mercado de trabalho neste momento em que o distanciamento social é necessário. Uma alternativa encontrada por muitas empresas e trabalhadores autônomos, foi a adesão em serviços de entregas, os chamados delivery, para poder continuar atender o consumidor e, consequentemente, garantir renda. De acordo com o gerente da Mega Motos de Irati, Honório Bertolini, isso refletiu no aumento de vendas de motocicletas novas e usadas, bem como em peças de reposição. Segundo ele, as vendas só não foram maiores devido à falta de motocicletas 0km no mercado.

Em entrevista ao Programa Show de Bola, da Rádio Super Najuá, Honório comentou sobre a trajetória da Mega Motos e também como a pandemia vem afetando, de forma positiva, as vendas nas concessionárias da rede. "A Mega Motos já está com 27 anos de estrada. Ela surgiu do Grupo Hermes Macedo. Tudo começou de lá. Uma das lojas era a concessionária Honda, e lá em Brusque, Santa Catarina, ela foi adquirida pela família do senhor Paulo Francisco Raio, que hoje é nosso diretor. Então, desde 1992, a gente atua como concessionária de moto Honda em Santa Catarina. Em 2017 a gente veio para o Paraná, nas cidades de Irati e São Mateus do Sul", descreve o gerente da loja situada na Rua 19 de Dezembro, 360.

Ele lembra que quando o coronavírus chegou no Brasil, o comércio em geral precisou fechar por alguns dias para que todos pudessem se reorganizar para continuar atendendo. “Essa pandemia pegou todo mundo desprevenido. A gente ficou aproximadamente 15 dias parados devido aos decretos e, após isso, a gente começou a atender normalmente, respeitando os protocolos de saúde".

Mas o número de vendas de motos novas e usadas aumentou durante a pandemia e, de acordo com ele, as vendas só não são maiores por falta de estoque de veículos. “As vendas não diminuíram, indo na contramão do que normalmente se ouve. Motos 0km a gente só não vende mais porque não tem, pois, a fábrica das motos Honda está localizada em Manaus e lá a pandemia foi muito forte. A fábrica ficou fechada por 65 dias. Da média de 80 mil motos por mês, foram aproximadamente 160 mil motos não fabricadas que não foram para o mercado. Então a gente sentiu o reflexo na venda da moto zero em função disso, a falta de estoque. Já a venda da moto usada e do consórcio está indo muito bem”, comemora. “Aumentou também o número de motos vendidas para as profissões que estão em destaque agora, onde muitas pessoas estão adquirindo motos para fazer delivery e tirar o seu sustento trabalhando com entregas”, avalia.


O aumento nas vendas foi verificado também nas peças de reposição. “A venda de peças originais também está crescendo. A gente vende por atacado para todo o Brasil, sendo a revenda que mais vende peças no Sul do Brasil; e os serviços na mecânica também aumentou bastante, então, no geral, as vendas aumentaram”, destaca.
O Brasil continua andando em duas rodas, pois nesse tempo de pandemia o motociclista não parou, ele continuou fazendo o país girar, finalizou.