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Após dois anos, família de Ivanilda Kanarski aguarda júri popular

Ivanilda Kanarski tinha 30 anos quando seu ex-marido, João Fernando Nedopetalski, de 36 anos, a atingiu com dois tiros no Parque Aquático em Irati, na frente dos filhos
Ivanilda Kanarski. Foto: Facebook/Reprodução
Há dois anos um feminicídio no centro de Irati chocou a região e o estado. Em plena luz do dia, João Fernando Nedopetalski, de 36 anos, atingiu com dois tiros sua ex-esposa Ivanilda Kanarski, de 30 anos. O crime aconteceu no Parque Aquático, na presença dos filhos e do irmão da vítima. Momentos após os disparos, João foi preso por um policial que estava em horário de descanso.

O caso de feminicídio completou dois anos no dia 26 de julho e familiares aguardam uma data para a realização do júri popular. A data ainda não foi definida por causa da pandemia do coronavírus, que interrompeu a realização de julgamentos no Fórum. O processo foi suspenso e após a reabertura será marcada nova data. “A previsão é que dia 15 tenha uma reabertura do Fórum e seja reagendado o dia do júri”, disse o advogado da família, Vandir Fracaro, quando foi entrevistado por nossa reportagem no fim do mês. Porém, nessa quarta-feira, 5, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ/PR) prorrogou por mais um mês o período de suspensão de atendimentos presenciais nos fóruns do Estado. Conforme decreto, as atividades devem ser retomadas a partir de 16 de setembro. Só a partir dessa data é que deverá ser marcada a data do júri popular.

Depois de dois anos, o familiares contam que ainda é difícil de acreditar no que ocorreu. “A ficha ainda não caiu. A impressão que fica é que a qualquer momento ela pode chegar e nos dar um abraço como ela sempre fazia. Mas por outro lado sabemos que a realidade não é essa. Isso não vai acontecer. É aí que a saudade vai apertando, vai machucando cada dia mais”, conta Romildo Kanarski, irmão da Ivanilda.

Mesmo com a saudade, os familiares tentam se reconstruir e seguir em frente. “Nesses dois anos que se passaram sem a Ivanilda o principal sentimento que fica é o da saudade. Saudade dela, do abraço, do carinho. Não é fácil superar a falta que ela faz, o vazio imenso que fica sem ela, mas tentamos seguir o caminho em frente porque a vida continua e precisamos seguir, mas não é fácil”, explica Franciele dos Santos, cunhada de Ivanilda.

O principal desafio é continuar tendo forças para ajudar na criação dos filhos de Ivanilda. Franciele conta que eles estão bem, mas que a saudade ainda é forte. “Para eles acaba sendo mais difícil porque perderam a pessoa que era tudo para eles. Hoje eles tentam entender que ela está melhor do que estava, parou de sofrer, mas aceitar realmente não é fácil. Porém, nós estamos dando o nosso melhor para que eles sejam muito felizes, para que eles sigam o melhor caminho possível”, revela Franciele.