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Paraná aguarda R$ 117 milhões para combate ao coronavírus

Leandre Dal Ponte faz parte da comissão de combate à pandemia na Câmara dos Deputados e cobra pagamento de recurso do Ministério da Saúde
Desinfecção da área do Pronto Atendimento Municipal, onde pessoas com sintomas de Covid-19 recebem primeira avaliação de profissionais de saúde. Foto Sanepar
A deputada Federal Leandre Dal Ponte (PV) participou de uma conversa na rádio Najuá sobre uma reunião com o ministro interino da saúde, Eduardo Pazuello, antes da sua vinda ao Paraná. Ela faz parte da comissão externa de combate ao coronavírus da Câmara dos Deputados.

 Única comissão que continua trabalhando, e de forma online, é esta de combate ao coronavírus. Toda semana temos encontros regulares. Ficou muito empurra-empurra e vínhamos cobrando muito do Ministério da Saúde uma atenção especial ao Paraná, que vem aumentando o número de casos agora.
A estratégia usada pelo Paraná de não erguer hospitais de campanha e reforçar as estruturas já existentes foi correta e reconhecida pelo ministro, diz a deputada, que defende uma contrapartida do governo Federal.
O Paraná agiu correto e o ministro mesmo reconheceu, mas são R$ 44 milhões para manter este planejamento e potencializar a estrutura existente. Não se sabe até que ponto vamos ter profissionais suficiente. São 217 vagas em aberto no Mais médicos. Preencher estas vagas para ajudar na atenção básica pode agilizar o diagnóstico.
Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que o Ministério da Saúde gastou menos de um terço do dinheiro disponível para o combate à pandemia.
Isso foi motivo de cobrança que fiz ontem. O ministério publicou portaria, fruto de várias medidas provisórias, num total de R$ 13 bilhões e ainda não pagou e aonde pagou foi picado. O Paraná tem R$ 117 milhões para receber e recebeu só 15 até agora, e não é falta de recurso. Não sabemos ainda o que está acontecendo, mas vamos cobrar. O ministro disse que a portaria vai ser paga integralmente.
Leandre comemora a notícia de que o ministério deu início a uma compra onde estados e municípios poderão aderir, o que é importante na regulação do estoque e preço de equipamentos, medicamentos e insumos.
É uma boa notícia. Estão fazendo uma compra, ata de preço por processo licitatório que os estados e municípios poderão aderir, isso é importante, tanto na regulação do estoque quanto do preço.

Divulgado ontem, 23, um estudo brasileiro apontou a ineficácia de tratamento com hidroxicloroquina. O estudo vai em sentido contrário do que tem defendido o governo federal que passou a recomendar o medicamento em casos precoces e como prevenção, a partir da decisão do médico. Um estoque de grande de comprimidos de cloroquina não tem tido saída.
O ministro disse que o médico deve receitar, que não é indicação do ministério, mas é um contrassenso, pois havia a orientação do ministério e o ministro vem agora e diz que não.