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Prudentopolitana diagnosticada com Covid-19 recebe alta do hospital

Mulher, de 66 anos, estava internada no hospital São Vicente de Paulo, em Guarapuava. Segundo secretaria de Saúde de Prudentópolis, paciente é considerada como um caso recuperado

Da Redação


Moradora de Prudentópolis está internada no hospital São Vicente de Paulo, em Guarapuava (em destaque na foto). Foto: Divulgação
A primeira moradora de Prudentópolis diagnosticada com coronavírus (Covid-19) foi liberada do hospital São Vicente de Paulo, em Guarapuava. A mulher, de 66 anos, recebeu alta na quinta-feira, 25.

De acordo com a secretaria de Saúde de Prudentópolis, a mulher é considerada como uma paciente recuperada da doença. Desta forma, ela e seus contatos domiciliares estão liberados para retornar as atividades. Conforme a secretaria Municipal de Saúde, o critério de recuperação tem como base a ausência de sintomas e encerramento do período de isolamento. Em pacientes que apresentaram manifestações da Covid-19, o isolamento começa no primeiro dia de sintomas e se encerra quando a pessoa completa 14 dias em quarentena. Já nas situações de pessoas sem sintomas, o primeiro dia de isolamento inicia na data do resultado do exame positivo e termina no 14° dia após o resultado.


Na sexta-feira, 26, a secretaria de Saúde de Prudentópolis confirmou mais dois novos casos de coronavírus. Um deles foi um adolescente, de 12 anos. Já o segundo paciente infectado é um homem, de 35 anos. Ambos moram na área urbana e apresentaram sintomas leves da doença. Eles estão em isolamento domiciliar.

Os dois casos foram diagnosticados através de exame RT-PCR realizado no Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen). O adolescente possui vínculo epidemiológico com a moradora que recebeu alta do hospital São Vicente na quinta-feira, 25. Já o homem teve contato com outro caso confirmado de Covid-19.

Conforme o boletim da secretaria Municipal de Saúde divulgado ontem, 26, Prudentópolis possui 21 moradores infectados e quatro recuperados. Os outros pacientes curados são um homem, de 66 anos, e duas mulheres, de 42 e 44 anos. Mais 39 prudentopolitanos aguardam resultado do exame RT-PCR enviado ao Lacen e 139 pessoas estão sendo monitoradas. Setenta e três casos foram descartados com resultado negativo.

Na quinta-feira, 25, a secretaria de Saúde havia registrado três novos de coronavírus, sendo uma mulher e dois homens. Todos estão em isolamento domiciliar. Um dos diagnósticos positivo foi identificado em exame RT-PCR e dois através de testes rápidos de marca habilitada pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA).

A mulher tem 37 anos e mora no perímetro urbano. Ela apresentou sintomas moderados.  Um homem possui 30 anos e reside no interior do município. Já o outro infectado tem 62 anos e reside na área urbana. Ambos não tiveram sintomas da doença.

A mulher não possui vínculo com os demais. Já os dois homens tiveram com outro paciente contaminado.

Em nota, secretário de Saúde de Prudentópolis comunicou que a primeira paciente diagnosticada com Covid-19 saiu do hospital e está recuperada
“Reforçamos a orientação para que os casos suspeitos e confirmados respeitem o isolamento domiciliar, bem como seus contatos domiciliares. Pedimos para que a população em geral respeite o isolamento social e saia de casa somente se necessário”, disse o secretário de Saúde Marcelo Hohl Mazurechen, em nota publicada no Facebook da Prefeitura.

Em vídeo que também foi postado no Facebook da Prefeitura, o secretário disse que o município realizou várias ações no período de 100 dias completados hoje, 26, para frear a contaminação. Uma delas foi a criação do Comitê Técnico de Enfrentamento à Covid-19 formada por 14 profissionais da área de saúde incluindo representantes que não são do quadro efetivo do município, médicos, enfermeiros, representantes dos hospitais locais e técnicos da área de saúde. “Isso para que as medidas adotadas pelo município sejam respaldadas numa visão técnica e científica considerando todos os aspectos envolvidos. Hoje a voz do município no que se refere a saúde é a técnica”, afirmou Marcelo.

O secretário também lamentou o fato da população não respeitar os decretos vigentes. “Em apenas um final de semana tivemos 69 denúncias. Dessas, mais de 60 % eram de bares, locais de aglomeração, sem uso de máscaras e compartilhamento de objetos. Um quadro inaceitável. O município não pode dispor de centenas de fiscais para locar numa porta de cada comércio ou de cada munícipe implorando para que use máscaras ao sair de casa, que não compartilhe chimarrão e não reúna seus familiares desnecessariamente. Estamos avaliando dia a dia a evolução da doença em nosso município e realizando as reuniões técnicas do Comitê com mais frequência para avaliar a necessidade de medidas mais rígidas”, relatou.

Marcelo mencionou que atualmente o município consegue identificar a origem dos casos, o que possibilita o monitoramento. Porém, ele reforçou o pedido para que trabalhadores, proprietários ou clientes dos estabelecimentos respeitem as medidas sanitárias para evitar que o município promova ações restritivas, que causem prejuízos econômicos e sociais.

“Foram contratados profissionais para reforçar o atendimento, aberto novo processo seletivo para contratação de médicos, adquiridos testes rápidos a serem utilizados de acordo com os protocolos técnicos estabelecidos. O Centro Municipal de Saúde foi readaptado e lá está estruturado o centro de referência à Covid. Os protocolos para atendimento à população foram revistos e adaptados para a situação de emergência em saúde que vivemos. Porém, existe um limite para tudo até para as equipes de saúde. Para que não haja disseminação do vírus e sobrecarga nos serviços de saúde precisamos que todos respeitem as medidas sanitárias”, solicita o secretário.

O secretário ainda relatou que o hospital São Vicente de Paulo, em Guarapuava, que é referência para o tratamento de pacientes com Covid-19, possui somente 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender uma população de 478 mil habitantes, que abrange os 20 municípios que pertencem a 5ª Regional de Saúde de Guarapuava.

“Percebemos a falta de consideração com a vida que atinge uma pequena parcela da nossa sociedade que coloca em risco famílias e pessoas. Uma pequena parcela não se deu conta de que o problema é sério e iminente. Precisamos do bom senso das pessoas para que dentro dos próximos dias não precisarmos tomar medidas duras. O nosso objetivo é proteger a saúde e a vida do povo. Cuidar da saúde é primordial. A vida deve vir em primeiro lugar”, finalizou Marcelo.