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Pandemia não impede contato de filha com pai que mora distante

Maria Ednise Nebsniak Vieira Duarte, que encontrou o pai na Rádio Najuá, conta como está o contato com ele durante o período de distanciamento

Na foto, Maria Ednise aparece entre a mãe, Ana Maria Nebsniak, e o pai Gilberto. Foto: Arquivo pessoal
Paulo Henrique Sava

Neste período de pandemia do coronavírus, o convívio entre as famílias ficou um pouco mais restrito. A situação fica ainda mais complicada quando pais e filhos moram longe uns dos outros. Nestes casos, uma viagem poderia trazer ainda mais riscos para a saúde de todos.

Entretanto, quem tem contato com familiares distantes há mais tempo não teve tanta dificuldade neste período. É o caso de Maria Ednise Nebsniak Vieira Duarte, hoje com 23 anos. Ela encontrou o pai, Gilberto Vieira Duarte, em 2014, nas dependências da Rádio Najuá.

Desde então, ambos vêm mantendo contato por telefone ou WhatsApp, uma vez que Gilberto reside no Mato Grosso. Por este motivo, ela disse que não teve tanta dificuldade em continuar falando com o pai neste período.
Não tem como eu ir para lá e ele vir para cá toda vez, então nós já conversávamos pelo WhatsApp e por ligações, e sempre que podemos estamos trocando mensagens. Mesmo distantes, mantemos contatos, não foi só de aparências. Como ele é caminhoneiro, tem lugares para onde ele vai onde não pega celular, mas sempre que podemos, conversamos.

O convívio com Gilberto está sendo maravilhoso. Ednise conta que já teve a oportunidade de visitar o pai várias vezes, assim como ele e a família vieram também para Irati. Ela diz que, na época do encontro, sentiu a necessidade de procurar seu pai para conhecer um pouco mais da sua história.
Eu sentia que precisava encontrá-los, tinha isto dentro de mim para a família ficar completa. Querendo ou não, era uma parte da família que eu não conhecia, era uma história que eu precisava conhecer. Está sendo maravilhoso conversar com eles. Mesmo distantes, eu sei que tenho eles perto de mim.
A única revolta de Maria Ednise é não poder ver o pai pessoalmente nas férias, uma vez que ela e o marido Lucas já haviam se programado para viajar até o Mato Grosso, o que, por conta da pandemia, não foi possível.
Já estava tudo certo de irmos para lá passar as férias, mas não conseguimos por conta da pandemia, tivemos que esperar mais um pouco. Ele também falou que mês que vem viria para cá, que estava dando tudo certo, mas eu falei para ele esperar pela segurança minha e dele. Está sendo ruim ficar longe dele, pois faz mais de um ano que não o vejo. É revoltante, pois estava tudo encaminhado para o visitarmos e ele vir para cá, mas tivemos que deixar para depois.
Maria Ednise pede que, assim como ela, as pessoas lutem por suas aspirações, especialmente aquelas que desejam encontrar seus familiares.
Por mais que tenha algo que te impeça, como o medo da rejeição, vá atrás, busque, batalhe, porque não há nenhum sonho impossível de ser realizado.