notícias

Mesmo durante a pandemia, PM registra alto número de golpes na região

Oficial de Comunicação da 8ª Companhia orienta sobre atitudes a serem tomadas nas mais diversas situações


Paulo Henrique Sava


Foto: Rádio Najuá
Nos últimos dias, diversos casos de estelionato foram registrados pela Polícia Militar em Irati e região. Em uma das situações, um morador de Inácio Martins recebeu uma mensagem de texto referente à aprovação de um empréstimo de R$ 10 mil. A vítima ligou novamente para os estelionatários e, depois de uma negociação, efetuou dois depósitos em bancos diferentes. O morador somente desconfiou do golpe e acionou a Polícia Militar (PM) após receber o terceiro pedido de transferência. 

Situações como esta tem se tornado cada vez mais comuns. Em alguns casos, os golpistas ligam para as vítimas se passando por gerentes de banco ou pessoas da família. Eles solicitam a confirmação de dados pessoais e senhas das contas bancárias, o que caracteriza o golpe. 

Além disso, a PM tem registrado diversos casos de golpe do bilhete premiado, conforme explica a oficial de comunicação da 8ª Companhia, Tenente Thaísa Nabozny. 
Apesar de ser um golpe bem antigo, tivemos vários casos que foram registrados de falso bilhete premiado, no qual a pessoa apresenta um bilhete e diz que ganhou na loteria um valor bem alto e pede que a vítima deposite uma quantia abaixo que ele entrega o bilhete para a pessoa. Por ganância, ela acaba pagando um valor achando que vai ter um retorno maior, mas na verdade isto é mentira.
A PM orienta as pessoas a não acreditarem em desconhecidos que venham a oferecer dinheiro fácil. 
Ninguém irá trocar um bilhete de alto valor por menor quantia em dinheiro. 

Ervas "milagrosas"

Em Ivaí, foram registrados também casos em que os estelionatários estariam vendendo “ervas milagrosas” no interior do município. 
As pessoas prometiam curas milagrosas e vendiam ervas por valores bem altos. As vítimas compravam, na verdade, ervas comuns ou só mato e percebiam que haviam sido enganadas” 
Golpe da venda de veículos

Em outra ocorrência, registrada também em Ivaí, um morador de Curitiba disse que negociou uma caminhonete pela internet. O vendedor solicitou que o homem depositasse a quantia de R$ 38 mil em sua conta. Depois de realizar a transação bancária, o homem deveria se deslocar até Ivaí para pegar a caminhonete com uma terceira pessoa, que mora na cidade e que supostamente possuía uma dívida com o vendedor.

Neste sentido, segundo Thaísa, o comprador acaba acreditando na história do “vendedor”, e consuma a transferência bancária. 
O dono do veículo anuncia, um terceiro se interessa, entra em contato e pede que a pessoa retire o anúncio da internet dizendo que vai comprar. A partir deste momento, o estelionatário divulga o automóvel para uma quarta pessoa comprar, dizendo que o proprietário o deve algum dinheiro. A vítima, de boa fé, faz o pagamento e deposita na conta do golpista e depois fica sabendo que ela e o proprietário foram enganados por um terceiro.
A pessoa deve ter cuidado ao comprar veículos divulgados na internet, seja nas redes sociais ou em sites de compra e venda. Primeiro, ela deve se certificar de que o anúncio é verdadeiro, verificar se, de fato, o carro existe, fazer todos os procedimentos legais necessários e só então concluir a transação com os depósitos bancários. Para aplicar o golpe, o estelionatário diz que o vendedor tem uma dívida com ele e pede que o comprador deposite parte do dinheiro em sua conta bancária. Thaísa solicita que as pessoas evitem este tipo de transação. 
No caso do bilhete premiado, ninguém vai oferecer uma quantia grande de dinheiro em troca de uma menor. Na situação dos veículos, é preciso que as pessoas façam toda a parte legal, de documentação, de pesquisas. Após constatar que o veículo existe, aí sim deve-se fazer o pagamento. Quando receber ligações de pessoas dizendo serem de bancos, INSS ou de empresas de cartões, nunca forneça dados pessoais como RG, CPF, número e senha do cartão de crédito. Estas empresas não fazem contato telefônico para solicitar a confirmação destes dados. Tendo dúvidas, vá até o local no dia seguinte para confirmar o que está acontecendo e lá você tira todas as dúvidas, mas jamais passe por telefone estes dados.
A PM orienta que, ao receber ligações, a pessoa nunca deve fornecer dados pessoais, como RG, CPF, números e senhas de cartões de crédito. 
Lembre-se de que os estelionatários são pessoas muito convincentes e irão contar as mais diversas histórias para tentar pegar o seu dinheiro, mas nunca repasse tais dados por telefone e sempre desconfie da veracidade da narração. Ainda, você pode ir até o estabelecimento e verificar possíveis irregularidades pessoalmente.
A PM alerta também que nenhum banco, o INSS e empresas de crédito fazem recadastramento de clientes e beneficiários por telefone ou pessoalmente. Para isto, as pessoas devem procurar diretamente as agências. 

Para denunciar a ocorrência de golpes, a PM disponibiliza o telefone 190 e o aplicativo 190 PR, que pode ser baixado na loja de aplicativos do seu celular. 


Oficial de Comunicação da 8ª Companhia, Tenente Thaísa Nabozny