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Márcio Pauliki registra queixa contra Fake News

Boletim de Ocorrência foi feito na segunda-feira (01), em Curitiba. Ex-deputado estadual é pré-candidato a prefeito de Ponta Grossa

Karin Franco, com reportagem de Jussara Harmuch


Márcio Pauliki. Foto: Divulgação
O presidente estadual do Solidariedade (SD) e ex-deputado estadual, Márcio Pauliki, que é empresário e pré-candidato a prefeito de Ponta Grossa, registrou um Boletim de Ocorrência no Núcleo de Combate aos Cibercrimes da Polícia Civil do Paraná, em Curitiba, na segunda-feira (01), alegando ser vítima de Fake News. Perfis falsos no Twitter e Facebook estariam realizando diversas postagens desvirtuando suas posições e "tentando denegrir sua imagem".

Ele contou que tem sido vítima deste tipo de ação há algum tempo durante participação na programação da Super Najuá FM 92.5 na terça-feira (2) (ouça o áudio completo da entrevista no fim do texto). “Eu já estava sendo vítima de Fake News e de perfis falsos nos últimos meses até porque é ano eleitoral. Muitos acabam se valendo desse artifício que na verdade é algo criminoso que as pessoas estão com os perfis falsos denegrindo a imagem das pessoas. Muitas vezes aqueles que leem ou veem Fake News acabam até acreditando pela falta de informação e muitas vezes nós que temos que tentar nos defender, mostrar as verdades, mas muitas vezes aquilo já se espalhou”, disse.

Pauliki destaca que é preciso procurar notícias em locais com credibilidade, que costumam checar e apurar as informações. “Nós temos, não só nos anos que são eleitorais, mas em todo o momento, avaliar e na verdade nos ater e tentar buscar as informações nos meios de comunicação de maior credibilidade, no caso rádios e sites de grandes empresas”, disse.


Projeto

No Senado, um projeto de lei procura combater a disseminação de Fake News. O projeto nº 2.630/2020 estabelece regras para o uso e a operação de redes sociais e serviços de mensagem privada via internet.

O empresário destaca que o projeto poderá ajudar no combate às Fake News e aponta uma das principais características. “O que é mais importante é vedar a comercialização de ferramentas de provedor de aplicação de mensagens que são os disparos em massa. Esses que fazem os disparos em massa podem ver que está na cara que são Fake News ou são perfis falsos porque as empresas responsáveis pelas notícias na internet, elas não usam os disparadores, os robôs, elas tem a sua própria audiência e a audiência vem da sua própria credibilidade”, explica.

Ele ainda destaca que é preciso colaboração da população. “Temos que denunciar aquilo que achamos que está falso para que a Polícia Civil e os órgãos responsáveis possam ir atrás e acabar com essa disseminação”, disse.

À Rádio Najuá, o reitor do Seminário Mãe de Deus, padre Hélio Guimarães, também destacou que além do projeto, é preciso também dar atenção à educação e ensinar possibilidades de usar as novas tecnologias. “Nós devemos promover o incentivo, principalmente, pela educação, através de uma política pública. Nós temos que pensar de que maneira fazer isso e alguns meios de comunicação tem ajudado muito nisso, na divulgação do modo de interpretar e na atenção de ler, para prevenir as pessoas desta realidade da Fake News”, afirmou.

A votação do projeto de combate à Fake News seria realizada nesta terça-feira (2), mas foi adiada após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP), retirar da pauta a pedido do autor, senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

O projeto deverá voltar à pauta na próxima semana, mas ainda não possui uma data para a votação.

Ouça o áudio completo da entrevista com Márcio Pauliki e Padre Hélio Guimarães