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Região registra terceira morte por Covid-19, segundo SESA

Boletim da Secretaria de Estado da Saúde divulgado neste domingo, 14, registra morte de morador de Mallet. As outras vítimas residiam em Imbituva e Fernandes Pinheiro

Da Redação

Imagem aérea de Mallet. Foto: Divulgação
A região de Irati registrou a terceira morte pelo vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19. A vítima residia em Mallet. O óbito passou a constar no Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) divulgado neste domingo, 14.

O malletense tinha 60 anos e morava no Distrito de Rio Claro do Sul. Ele estava internado no hospital Regional São Camilo, em União da Vitória. O homem já era tratado como um caso recuperado da doença, conforme a SESA. O paciente era cardíaco e chegou a receber alta do hospital Regional no dia 11 de maio. Posteriormente, ele teve complicações e precisou de nova internação na mesma instituição em União da Vitória, onde faleceu na madrugada deste domingo, 14. O corpo dele foi velado na residência de familiares na Colônia Passinhos, em Mallet. Já o sepultamento ocorreu na tarde de hoje, 14, no Cemitério da Colônia Eufrozina, em São Mateus do Sul.

Apesar do Informe Epidemiológico Estadual tratar o caso como uma morte causada por complicações da Covid-19, a secretária de Saúde de Mallet, Lorena Soares, disse que o município ainda aguarda o posicionamento da 6ª Regional de Saúde de União da Vitória.

“Nós ainda não podemos fazer um boletim até porque o hospital Regional só nos comunicou que o paciente tinha ido a óbito, mas não passaram o atestado de óbito para nós. Como esse paciente já constava no boletim do Estado como um paciente curado e nós temos que primeiro ter as informações corretas do que está acontecendo. Então nem nós, nem a 4ª Regional, no momento, podemos dizer com certeza o que ocorreu e passar as informações corretas. O Estado considerou como óbito em consequência do Covid, mas essa informação quem passou para o Estado foi a 6ª Regional de Saúde, não foi a 4º [Regional] e nem o município. Então nós temos que esperar primeiro a confirmação do caso para depois passarmos as informações para a população”, disse Lorena em áudio repassado nas redes sociais na noite deste domingo, 14.

As outras pessoas que faleceram por complicações causadas pelo novo coronavírus na região foram moradores de Imbituva e Fernandes Pinheiro. O primeiro óbito ocorreu no dia 4 de junho. Um homem, de 49 anos, que residia na área urbana de Fernandes Pinheiro, faleceu no hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, em Ponta Grossa, onde permaneceu internado 16 dias. Já a segunda morte foi de uma mulher, de 44 anos, que morava em Imbituva e também estava hospitalizada no hospital Regional, em Ponta Grossa. Ela ficou internada 18 dias, sendo 12 em Ponta Grossa. A imbituvense era portadora de Diabetes Mellitus.


Além da morte do morador de Mallet, a SESA registrou mais 13 óbitos no Paraná neste domingo, 14. Todos estavam internados. As vítimas foram duas mulheres e 12 homens, com idades que variam de 41 a 94 anos. Seis deles residiam em Londrina, dois em Curitiba e um nos municípios de Apucarana, Jaguapitã, Mallet, Mariópolis, Piraquara e São José dos Pinhais. Os óbitos ocorreram entre quarta, 10, e domingo, 14.

O Informe Epidemiológico da SESA de hoje, 14, contabiliza mais 350 casos de coronavírus no Estado. No total são 9.583 casos diagnosticados e 326 mortos desde o início da pandemia.  419 pessoas estão internadas com Covid-19 no Paraná, sendo 309 em leitos SUS (141 em UTI e 168 em leitos clínicos/enfermaria) e 110 em leitos da rede particular (40 em UTI e 70 em leitos clínicos/enfermaria). Há outros 760 pacientes em leitos UTI e enfermaria que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção. O número de cidades do Estado com pelo menos um caso da doença subiu para 302 com os primeiros registros em Turvo e Cruz Machado. As mortes foram registradas em 107 municípios.

A SESA salienta que os municípios têm critérios diferentes de confirmação de casos. Por isso, pode ocorrer divergência do número de registros. A secretaria Estadual também relatou que as cidades repassam informações para as regionais de Saúde, que encaminham os dados para a SESA.

As informações são da Agência Estadual de Notícias